Sonhar não custa nada

 

 

 

Um clube de futebol não nasce de um dia para o outro. Um time que um dia e esteve vivo e deseja retornar, não ressuscita às pressas. É utopia acreditar que isso possa ser possível. Uma cidade pequena – com exceção dos pequenos municípios paulistas, ou da Região Metropolitana de Porto Alegre, onde o poderio econômico e industrial é existente -, não exerce nenhuma condição de ter uma equipe de futebol representando o seu município no cenário do futebol gaúcho.

 

Primeiramente, existem as condições previstas na Federação e na Confederação de Futebol de nosso país que exigem, além de tudo, um estádio com perfeitas construções de engenharia, segurança, estacionamento, banheiros adequados, praça de alimentação, vestiários para a equipe da casa, adversário e árbitros; além de sala coletiva e condições de trabalho para imprensa. Um investimento, hoje, previsto em torno de R$ 1 milhão.

 

Em segundo lugar, é necessário existir administração, organização, planejamento, profissionalismo e diversos profissionais nas áreas de Educação Física, Nutrição, Direito, Administração, Marketing, Comunicação Social, Recursos Humanos, Psicologia, entre outras. É necessário planejamento com categorias de base, investimento no futebol e o apoio da comunidade. Um município com 15 mil habitantes, na região noroeste do Rio Grande do Sul, jamais possuirá condições de possuir um time de futebol na Série B do campeonato gaúcho, almejando chegar na 1ª Divisão. Tais investimentos gerariam um gasto em torno de R$ 900 mil mensais, com despesas na folha de pagamento (carteira assinada e demais direitos trabalhistas), viagens, hospedagens, alimentação, material esportivo, luz, água, telefone, pagamento de arbitragem, mídia, comissão técnica, etc.

 

O mais engraçado é acreditar que num município onde uns três ou quatro entendem de futebol, e uns duzentos sedentários que correm atrás de uma bola nos finais de semana com muita cerveja na barriga e freqüentando bares de gostos duvidosos sejam capazes de administrar alguma coisa. Ser presidente de um clube, ou dirigente de futebol, ou técnico não é para qualquer amador. É muita utopia! É conversa de pescador! É historinha pra boi dormir!

Assim Falava um Ateu...



O que é conhecimento? Qual seria o prelúdio do termo, adotado "a priori" pelo homem, como o "Bem"? Outrora, o seu evidente antônimo "Mal", estaria aqui empregado em qual exata significação? A quem? Para Quem? Por quê?
Nietzsche entronizou que quando crianças chegamos ao ápice de nossas dúvidas reais e imaginárias quando urge o duelo entre os brinquedos preferidos e os primeiros sinais de Deus no coração. O mesmo autor que revelou a máxima "Se Deus não existisse seria necessário inventá-lo", compara o homem a um ser frágil, dependente de crenças, fé e religião, por não saber conviver em sociedade, com o diferente, mesmo dotado de racionalidade. Para tal ideal, alguns animais ditos irracionais como, por exemplo, a abelha e a formiga, são nossos épicos exemplos de organização, coletivismo e união, num mundo nada utópico.
Nestes termos, qual seria a vantagem da racionalidade humana se o homem não entende o desconhecido e inventa teorias para as suas incógnitas? É irrelevante o fato de no período da infância abrir o coração para o Divino e, mais tarde, substituí-lo pelos atrativos superficiais do mundo contemporâneo. O homem se acostumou a relembrar do Poder Supremo de nossa existência quando o período em sua vida é carente de auxílio, fé e esperança.
Hoje em dia, é inadmissível haver médicos com desejo de curar e servir, mas com espírito e pensamentos ateístas, em grande maioria. Assim como jovens que buscam respostas na ilusão de alucinógenos e prazeres passageiros do vício. É fácil hoje ignorar, para amanhã clamar pelo perdão. 
A sociedade continua adoentada com a "Síndrome de Coitadismo" num comodismo que prefere o destruir sem com o amanhã se importar. Parece um conforme lúdico hoje se importar com aquecimento global, catástrofes naturais e descompasso ambiental se o novo já nasceu velho e o poder de consertar tudo não nos foi dado. O viver e o ser são belos, o problema é o esquecimento do fato que de magnífico somente inventamos a escrita, o resto foi presente Divino. E como vovó já dizia: é feio não agradecer e demonstrar antipatia quando somos agraciados com algum merecimento...


O filme de Lula: a piada do século

            Somos reacionários? Somos conservadores? Somos direitistas? O nosso país, hoje, é um local muito ruim para os direitos humanos, para os direitos das mulheres, para os judeus, para os homossexuais e para as minorias religiosas, tudo em torno do que o “brilhante” Lula (ou poderíamos chamar de “Collor II – A Missão” ?) recebeu o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o qual desenvolve um programa nuclear secreto com o intuito de destruir Israel. O mesmo que disse “Vou varrer Israel do mapa!”.

 

            O mesmo descontrolado Ahmadinejad que chegou a negar a existência do holocausto de Adolf Hitler na II Guerra Mundial (1939 a 1945), o qual matou mais de seis milhões de pessoas. O mesmo ser que mata as pessoas no Irã “só” porque elas são homossexuais ou consumidores de drogas. E quando matar não é o motivo de pertencer a uma minoria religiosa.

 

            E o Presidente da República, Lula, o trouxe para o Brasil. Este ser em solo brasileiro, a convite do nosso Presidente, honra os direitos humanos? Ou, os direitos humanos só são lembrados para beneficiar assassinos como Suzane Riechnstoffen e Guilherme de Pádua? Ou para beneficiar traficantes como Bello e Fernandinho Beira-Mar? Ou, ainda, para beneficiar ladrões feito o Juiz Lalau e o mentecapto Paulo Maluf?

           

            Ahmadinejad é o pai do terrorismo. Ele financia o Hezbolah no Líbano, o Hammas nos territórios palestinos, é o mentor de um novo grupo terrorista no Iraque, e o nosso querido ex-metalúrgico Lula acredita que o terrorismo é uma forma aceitável de fazer política, trazendo um ser humano dotado de psicopatias mentais para visitar o nosso país e ainda ser recebido como Rei.

 

            Todos governos são atacados pela mídia. FHC aceitava as críticas. Lula não aceita. Lula tem o ledo engano que a imprensa só existe para noticiar. Errado! A imprensa existe para vigiar o governo! Lula hoje já viaja mais do que Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso viajaram juntos em uma década. Lula hoje é amigo de Sarkozy e Obama, dois diabinhos travestidos de anjinhos.

 

            Que Presidente é este que investe milhões em poderio militar enchendo os cofres franceses? O Lula é nada mais, nada menos, do que um bonequinho de Sarkozy e Obama, que estão usando o nosso país feito um rancho alugado para criar encrencas com os vizinhos bolivianos, venezuelanos, chilenos... aí tem muita fumaça neste fogo por vir!

 

 

            Não vivemos mais em ditadura militar a ponto de um presidente da República não aceitar críticas. A ditadura só existiu porque não havia uma imprensa para noticiar os males deste regime militar, porque foi censurada, abolida, jornalistas assassinados e presos. E assim já era com Getúlio Vargas, o presidente que todos tiveram pena de seu suicídio, mas que não deixou de ser um ditador, e um dos piores da nossa história política.

 

            E o Lula ainda empurra goela abaixo aos brasileiros um filme sobre a sua história, no mesmo roteiro da história de Jesus. Como se ele fosse Ele. O brasileiro tem esta mania de piedade e pena, quem vem debaixo e sobe na vida merece aplausos. Todos somos iguais. Mas quando o que vem debaixo chega em cima, o dinheiro muda o seu caráter. Lula, o militante petista e ex-metalúrgico passou anos criticando José Sarney, ACM e Fernando Collor, hoje todos estão no seu governo e são defendidos por ele. Lula e Brizola eram anos nitidamente contra o americanismo desenfreado, hoje Lula beija a bandeira americana de joelhos. Afinal Obama disse: “Ele é o cara!”. E agora querem nos empurrar a tal de Dilma, que nem explicar sobre um apagão sabe, imagina dirigir um país.

 

            Os jovens precisam parar de escrever besteiras e acordar para o mundo. Não existe mais esquerda e direita. Hoje o PT é casado com o PMDB, é amante do PSDB, abaixa a calcinha pro PDT e goza nas partes íntimas do PSB. Não adianta vir com ranço ideológico do início dos anos 1980, o mundo mudou, Brizola até fugiu de calcinha pro Uruguai, confirmando que os xirús deste partido não passam de frouxos de mão mole que vestem fraldas borradas; Che Guevara já morreu faz tempo, Ulysses Guimarães nem foi encontrado ainda, Teotônio Villela e Luis Carlos Prestes estes jovens nem sabem quem foram, e continuam acreditando num discurso arcaico e impossível de colocar em prática nos dias atuais. A política é uma só: um único partido remexido numa sujeira só. Há exceções? Só Deus sabe...

 

 

 

A previsão do rock 2010 no Brasil

O ano de 2010 promete começar com força no cenário do rock internacional, com alguns shows já confirmados para o Brasil no primeiro semestre. A banda de rock australiana, AC/DC, formada pelos irmãos Angus e Malcolm Young em 1973, realizará apresentações nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, ainda em data indefinida, no mês de Março. O heavy metal do Metallica, banda formada nos Estados Unidos em 1981, liderada pelo vocal de James Hetfield, no mesmo mês, deverá desembarcar, também, na capital gaúcha.

            A grande atração promete ser do ex-beatle Paul McCartney, ex-guitarrista dos Beatles - clássica banda de rock britânica formada na década de 1960, com a companhia de John Lennon, Ringo Star e George Harrison – que deverá se apresentar em São Paulo e no Rio de Janeiro, no mês de Abril.

No período de Abril e Maio, ainda está previsto o show da banda irlandesa U2, liderada por Bono Vox, formada no ano de 1976, que deverá vir ao país pela 4ª vez, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. No mesmo período, os britânicos do Coldplay, banda formada em 1998, liderada pelo vocalista Chris Martin, tem apresentações previstas para Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte.

No mês de Junho, confirmada a apresentação do americano Jon Bon Jovi, na estrada musical desde 1983, nas capitais gaúchas, paulista e carioca. E a última apresentação prevista para o mês de Junho, com passagem pela capital gaúcha, é a da banda americana The Killers, formada em 2002, liderada pelo vocal de Brandon Flowers.

 

30 anos se passaram...

            E lá se vão 30 anos sem conquistar o Campeonato Brasileiro. A direção do Internacional pecou e o time perdeu pra si mesmo as chances que teve no Ano do Centenário. Está certo que desde 2001 o Colorado ganha um título por ano, com destaque para o período 2006 a 2008, quando conquistou a Copa Libertadores da América, Mundial, Recopa e Copa Sul-Americana. Mas, o ano de 2009, seria o ano da consagração, e os pecados foram imperdoáveis.

 

            Um início de ano brilhante, com a conquista do campeonato gaúcho e vencendo três clássicos Gre-Nal de forma consecutiva. O caminho até a final da Copa do Brasil era evidente, mas o primeiro erro foi o de Fernando Carvalho. O fato de exibir um DVD aos jogadores do Internacional tripudiando o Corinthians foi o primeiro passo para a perda do título. Jogou fora a oportunidade de conquistar um título nacional, quebrando um jejum de 17 anos.

 

            Se voltarmos atrás, no mês de Janeiro, o erro na verdade foi manter o técnico Tite. Um clube com mais de 100 mil sócios, com dinheiro em caixa, sem dívidas e que almejava grandes conquistas, primeiramente deveria ter no comando de seu elenco técnicos do naipe de Wanderley Luxemburgo, Felipão, Muricy ou Carlos Biancchi, o técnico que fez do Boca Juniors um clube multicampeão. Soma-se a isso o fato de vender o meia Alex e apostar todas as fichas no argentino D’Alessandro. O argentino é um bom jogador, mas em 14 meses vestindo a camiseta do Internacional só marcou 11 gols.

 

            O jogo de volta, no Beira-Rio, na final da Copa do Brasil não era impossível reverter a situação, mas o Internacional de Tite novamente perdeu por descuido, falta de vontade e garra, e por não possuir um esquema tático definido. A Recopa veio em seguida. Ninguém percebeu, mas conquistando a Recopa o Internacional ultrapassaria o Grêmio no número de conquistas internacionais. Não o fez. Perdeu os dois jogos da final para o modesto LDU do Equador. Lembrando que a LDU disputou a Copa Libertadores este ano e sequer passou da 1ª fase.

 

            Quando o Internacional despontou como um dos líderes do Brasileirão, os primeiros colocados de hoje (São Paulo, Palmeiras e Flamengo) não estavam nem entre os dez primeiros colocados na tabela. Mas a direção vendeu Nilmar e acreditou que jogadores ao nível de Série C, como Alecsandro e Bolaños, fossem substituí-lo a altura. Ledo engano.

 

            O Internacional perdeu a chance de recontratar o maior ídolo de sua história: Fernandão. O ex-capitão colorado acabou trocando o clube pelo Goiás. Mesmo não estando na velha forma, Fernandão seria fundamental ao grupo, pela liderança, vontade, união e mesmo com um pé só daria mais qualidade ao time do que o apático Alecsandro.

 

            E veio a Copa Sul-Americana, e um novo fiasco dos comandados de Tite. O Inter foi eliminado pelo Universidade do Chile, a mesma equipe que esteve no grupo do Grêmio na Copa Libertadores deste ano, e acabou derrotada em casa pelo tricolor gaúcho. Mas o Inter não eliminou a equipe chilena, sendo eliminado na 1ª fase.

 

            Embora tenha conquistado o 1º turno do Brasileirão, o Colorado foi perdendo pontos em casa, parecia ter medo de ser líder e nesta altura da competição a vaca já foi pro brejo. Erros e inúmeros erros da direção colorada.

 

            Quando Tite finalmente saiu, a direção surpreendeu a todos com o inexperiente Mário Sérgio. O mesmo Mário Sérgio que anos atrás afundou o Grêmio, e que neste ano, treinando a Portuguesa, foi eliminado da Copa do Brasil, na 1ª fase, para um clube do Acre. Outro erro da direção.

 

            Para um clube com mais de 100 mil sócios e que foi campeão mundial em cima do poderoso Barcelona, o Internacional não pode ter em seu elenco jogadores pífios como Danilo, Arílton, Marcelo Cordeiro, Danny Moraes, Alecsandro, Bolaños, Wagner Líbano, Alan Kardec, Glaydson, Maycon, Edu e cia. Não dá mais para Índio e Bolívar. Taison enganou todo mundo. D’Alessandro já deu o que tinha que dar. E o Lauro não é um goleiro confiável. Só resta rezar para a direção não vender Sandro e Giuliano, nem se desfazer de Fabiano Eller e Kleber.

 

            Esta na hora de pensar com alma e espírito de clube grande. O Internacional precisa de uma estrela. O nome certo no momento seria o de Riquelme, eis que o craque argentino custa somente R$ 4,3 milhões. Para a ala direita, um grave problema desde que Luiz Carlos Winck parou de jogar, Léo Moura do Flamengo. Para a zaga, o uruguaio Lugano e para o ataque o ex-corinthiano Liédson. Para o meio-campo, Ortigoza do Palmeiras e o retorno de Tinga. E lógico, trazer de volta Fernandão e Rafael Sóbis.

O fim da humanidade

 

 

            A humanidade, hoje, é um nó difícil de desatar. Não pela política, nem economia, muito menos pelas guerras, e sim se levarmos em conta a ecologia. O desmatamento da Amazônia, assunto que ouvimos desde a juventude de nossos pais, e o aquecimento global, o qual já passou de um alerta. Sem ausentarmos os assuntos escassez de água, um fato que mal levamos em questão é a nossa dieta diária de carne vermelha.

 

            Dizem os especialistas que todos deveriam comer no máximo 400 gramas de carne vermelha por semana. Se esta dieta for adotada no mundo todo, haveria uma redução de 10% da emissão de gases estufa (metano), além de uma economia de 20 trilhões de dólares nos custos de luta contra as mudanças climáticas.

 

            Primeiramente, se diminuirmos a ingestão de carne bovina, ovina ou suína, a criação de animais diminuiria, afinal o consumo estaria reduzido. Em segundo lugar, neste caso haveria muito mais área (terra) ocupada por vegetações antipoluentes. Além disso, haveria uma diminuição de gás metano, o qual os animais produzem em seus intestinos e são espalhados na atmosfera, evitando alterações climáticas como, por exemplo, secas, enchentes e elevações dos níveis dos mares. Ainda, a quantidade de milho utilizada para alimentar estes animais em um ano é equivalente a quatro anos caso fosse utilizada na alimentação da população brasileira.

 

            Se comermos muita carne, logo morrem as florestas. E os rebanhos aumentam. No Brasil, existem mais bois do que humanos. Os “puns” de bois e vacas provocam uma sinfonia de gases, sufocando o nosso planeta.

 

            Isso mesmo, para quem achava que o mundo pudesse terminar com guerra total, dilúvios, queda de asteróides, invasão de E.T’s, Fim dos Dias, previsões de Nostradamus, nada disso, o mundo pode acabar devido os “puns”, o popular “peido”.

 

           

 

           

Velha Infância

"Do mesmo modo que no início da primavera todas as folhas têm a mesma cor e quase a mesma forma, nós também, na nossa tenra infância, somos todos semelhantes e, portanto, perfeitamente harmonizados". (SCHOPENHAUER).

Silêncio

"Nada é mais repugnante do que a maioria, pois ela compõe-se de uns poucos antecessores enérgicos; velhacos que se acomodam; de fracos, que se assimilam, e da massa que vai atrás de rastros, sem nem de longe saber o que quer". (GOETHE).

40 anos do mais cruel dos Atos Institucionais

  Durante o governo de Arthur da Costa e Silva - 15 de março de 1967 à 31 de agosto de 1969 - o país conheceu o mais cruel de seus Atos Institucionais. O Ato Institucional Nº 5, ou simplesmente AI 5, que entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968, era o mais abrangente e autoritário de todos os outros atos institucionais, e na prática revogou os dispositivos constitucionais de 67, além de reforçar os poderes discricionários do regime militar. O Ato vigorou até 31 de dezembro de 1978.

Veja, na íntegra, o AI-5:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL , ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e

CONSIDERANDO que a Revolução brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao País um regime que, atendendo às exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, "os. meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direito e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa pátria" (Preâmbulo do Ato Institucional nº 1, de 9 de abril de 1964);

CONSIDERANDO que o Governo da República, responsável pela execução daqueles objetivos e pela ordem e segurança internas, não só não pode permitir que pessoas ou grupos anti-revolucionários contra ela trabalhem, tramem ou ajam, sob pena de estar faltando a compromissos que assumiu com o povo brasileiro, bem como porque o Poder Revolucionário, ao editar o Ato Institucional nº 2, afirmou, categoricamente, que "não se disse que a Resolução foi, mas que é e continuará" e, portanto, o processo revolucionário em desenvolvimento não pode ser detido;

CONSIDERANDO que esse mesmo Poder Revolucionário, exercido pelo Presidente da República, ao convocar o Congresso Nacional para discutir, votar e promulgar a nova Constituição, estabeleceu que esta, além de representar "a institucionalização dos ideais e princípios da Revolução", deveria "assegurar a continuidade da obra revolucionária" (Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966);

CONSIDERANDO, no entanto, que atos nitidamente subversivos, oriundos dos mais distintos setores políticos e culturais, comprovam que os instrumentos jurídicos, que a Revolução vitoriosa outorgou à Nação para sua defesa, desenvolvimento e bem-estar de seu povo, estão servindo de meios para combatê-la e destruí-la;

CONSIDERANDO que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária;

CONSIDERANDO que todos esses fatos perturbadores, da ordem são contrários aos ideais e à consolidação do Movimento de março de 1964, obrigando os que por ele se responsabilizaram e juraram defendê-lo, a adotarem as providências necessárias, que evitem sua destruição,

Resolve editar o seguinte

ATO INSTITUCIONAL

Art 1º - São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições estaduais, com as modificações constantes deste Ato Institucional.

Art 2º - O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República.

§ 1º - Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios.

§ 2º - Durante o período de recesso, os Senadores, os Deputados federais, estaduais e os Vereadores só perceberão a parte fixa de seus subsídios.

§ 3º - Em caso de recesso da Câmara Municipal, a fiscalização financeira e orçamentária dos Municípios que não possuam Tribunal de Contas, será exercida pelo do respectivo Estado, estendendo sua ação às funções de auditoria, julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos.

Art 3º - O Presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos Estados e Municípios, sem as limitações previstas na Constituição.

Parágrafo único - Os interventores nos Estados e Municípios serão nomeados pelo Presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos Governadores ou Prefeitos, e gozarão das prerrogativas, vencimentos e vantagens fixados em lei.

Art 4º - No interesse de preservar a Revolução, o Presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.

Parágrafo único - Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem seus mandatos cassados, não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos.

Art 5º - A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em:

I - cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função;

II - suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;

III - proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política;

IV - aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança:

a) liberdade vigiada;

b) proibição de freqüentar determinados lugares;

c) domicílio determinado,

§ 1º - o ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.

§ 2º - As medidas de segurança de que trata o item IV deste artigo serão aplicadas pelo Ministro de Estado da Justiça, defesa a apreciação de seu ato pelo Poder Judiciário.

Art 6º - Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, mamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.

§ 1º - O Presidente da República poderá mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregado de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.

§ 2º - O disposto neste artigo e seu § 1º aplica-se, também, nos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.

Art 7º - O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.

Art 8º - O Presidente da República poderá, após investigação, decretar o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, inclusive de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.

Parágrafo único - Provada a legitimidade da aquisição dos bens, far-se-á sua restituição.

Art 9º - O Presidente da República poderá baixar Atos Complementares para a execução deste Ato Institucional, bem como adotar, se necessário à defesa da Revolução, as medidas previstas nas alíneas d e e do § 2º do art. 152 da Constituição.

Art 10 - Fica suspensa a garantia de habeas corpus , nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.

Art 11 - Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.

Art 12 - O presente Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, 13 de dezembro de 1968; 147º da Independência e 80º da República.

A. COSTA E SILVA
Luís Antônio da Gama e Silva
Augusto Hamann Rademaker Grünewald
Aurélio de Lyra Tavares
José de Magalhães Pinto
Antônio Delfim Netto
Mário David Andreazza
Ivo Arzua Pereira
Tarso Dutra
Jarbas G. Passarinho
Márcio de Souza e Mello
Leonel Miranda
José Costa Cavalcanti
Edmundo de Macedo Soares
Hélio Beltrão
Afonso A. Lima
Carlos F. de Simas

Ela

 

 

            Ela desabrochou numa manhã de verão

            No jardim abandonado e triste de meu coração

            Trazia os olhos do destino para dentro de minha vida.

            Iniciava um sinônimo de felicidade junto a mim

 

            Tornou-se a dona de minha alma

            A dona de meu coração

            Eu a colhi para a vida

            Eu a colhi como mulher

 

            Uma linda mulher

            Uma linda mulher feito a rosa mais brilhante

            A flor perfeita

 

            Ela transformou o meu mundo

            Iniciou a encantar a minha vida, aos poucos

            E não desistiu de tentar

           

 

            A poesia agora canta no ar

            Eu andava na casa dos horrores

            Agora ando no castelo dos seus braços

 

            Em meu coração ardia uma chama quase apagada

            Tudo tornou-se belo

            Com esta dama, esta fêmea, esta mulher

 

            Com um A mágico

            Um A de Andressa

 

            Minhas cadeias estavam trancadas com um mundo ruim

            Era um mártir da melancolia

            Era infeliz. Era um infame.

 

            Hoje a amo muito.

            E dela só quero cuidar.

            Dela só desejo amar.

 

* Dedicado ao meu amor Andressa Hanusch

O preconceito é o analfabetismo da alma

              Todo cidadão possui o direito de ir e vir, baseado na Constituição de nosso país. Nosso Pai nos concede o direito de livre arbítrio, nos dando o direito de escolher nossos caminhos. Quando estamos na escola, recebemos a educação necessária para aprendizagem de um admirável mundo novo que, mais tarde, faremos a escolha de nossa profissão, nossos relacionamentos e as cidades em que desejamos residir. O mundo inteiro é um portal de visitações, possuímos ambições e cada um possui o direito em optar por onde viver, residir e domiciliar, seja através de ofertas de empregos, aprovações em concursos ou vestibulares ou uma simples escolha sem motivo sequer. Assim é do direito de cada cidadão residir onde achar necessário, seja num município dentro de um Estado, em outros Estados, em outros Continentes, etc.

           

            E quando residimos distante de nossa cidade natal, logo moramos em uma residência que, conseqüentemente, pagamos aluguel, IPTU, luz, água, condomínio; fizemos compras no comércio local, seja em supermercados, farmácias, restaurantes, clubes, livrarias, bares, lojas, o que faz com que o nosso investimento, mesmo não sendo natural deste ou daquele município, se torne ativamente empregado na cidade onde estamos no momento. Se possuímos filhos, os mesmos estudam em escolas do município em que estamos residindo, e assim contribuímos para o crescimento social e econômico do mesmo, fortalecendo a economia. E o mesmo acontece caso possuirmos um veículo, pois será naquele município em que abasteceremos o tanque do mesmo.

 

            Não existe uma sociedade que seja generalizada por pessoas nativas deste ou daquele município em sua totalidade. Trata-se de uma utopia. É impossível haver um município onde todos os seus habitantes sejam naturais daquela cidade, sempre vai existir pessoas oriundas de outros municípios.

 

            E ser intolerante a este fato é discriminação racial em relação à origem de um ser humano.  É um ato que privam o cidadão ofendido de exercer a sua liberdade, seus direitos como cidadão, e à sua vida social, econômica, cultural e profissional. E, de certa forma, intolerante pela falta de respeito e convicções do outro, impedindo que o mesmo tenha outras idéias, outras opiniões de quem viveu em municípios maiores e só tem o objetivo de contribuir. O preconceito é um juízo preconcebido, manifestado por atitudes discriminatórias perante as pessoas oriundas de lugares diferentes ou julgadas como “estranhas”.

 

            Existem milhares de jornalistas no mundo. Jornalistas são pessoas que concluíram o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Mas nem todos os municípios do Brasil possuem a faculdade de Jornalismo. Crissiumal, por exemplo, é um destes. Mesmo assim, são poucos que se interessam por esta profissão, mesmo a cidade possuindo dois jornais e duas emissoras de rádio. Vejamos o exemplo, se o assessor de imprensa da prefeitura municipal não é crissiumalense, o diretor de uma das emissoras também não o é, inclusive sendo conterrâneo do mesmo assessor de imprensa. O jornal A sempre teve um jornalista de outro município e o jornal B também. O que prova que os jornais aqui surgiram porque buscaram jornalistas de fora. O que é normal em qualquer cidade do mundo todo.

 

            E recriminar pessoas de outras origens é um caso de xenofobia, o que podemos definir como antipatia por pessoas estranhas ao meio daquele que as ajuíza, ou pelo que é incomum por vir de fora do município. Uma espécie de ódio, uma atitude racista.  Uma aversão apresentada diante do diferente, um medo excessivo e descontrolado ao desconhecido.

 

            O mesmo vereador que usa o termo “é de fora”, um dia precisou estudar fora de Crissiumal, e em outro município, ele também foi mais um “de fora”. Algo normal, o que não entendemos é o porquê do racismo e da xenofobia cometidas nas últimas semanas.

 

            Não há necessidade de vida social se não houver a distribuição igual entre seus membros, é preciso saber viver em sociedade e conviver com o diferente. O processo de viver tem a dimensão de exaltar os valores individuais e coletivos de todos para que exista uma convivência social. E numa sociedade unida não existe racismo, não existe preconceito, não existe xenofobia e muito menos egoísmo. O preconceito é um ato covarde, oportunista e sem moral e ética, é uma atitude de quem ama o egocentrismo e não sabe viver em sociedade.

           

 

           

Líderes extintos

             A sociedade atual é carente de líderes. De nada adianta as poderosas emissoras de televisão nos empurrarem com figuras do gênero de Luis Inácio Lula da Silva, Barak Obama e até mesmo Arnold Schwarzenegger, o ex astro do cinema que atacou de governador, mas a ficção está distante da realidade. Um líder não é um Kaká, um Robinho e nem mesmo um Felipe Massa. Até no esporte estamos carentes de líderes. A dificuldade de encontrá-los está na dificuldade de desenvolvê-los, onde é na infância que este processo se inicia, passando pela adolescência até chegar na vida adulta. Está certo que os pais querem filhos heróis ou líderes, mas os preparam para ser apáticos, cômodos e altamente dependentes.

            Saber educar é evidenciar as qualidades, ressaltando o lado positivo e mostrando cuidados para com o lado negativo, afinal nenhum ser é completo por natureza. O que devemos fazer é realçar o que esta pessoa possui de bom, no intuito de transformar sapos em príncipes. Mas não existem os príncipes da televisão e das revistas, deste mundo fútil e banal não precisamos, mesmo através da câmera ou de uma foto impressão, tudo é editado. Nada é real. A televisão a poderia comparar com um grande cacho de bananas inventadas para divertir macaco.

            O mundo procura líderes, mas não há um novo Che Guevara, muito menos um Prestes, nem Mahatma Ghandi. Líderes não são Silvio Santos, Xuxa, Pelé e outros que a mídia nos empurra de forma grotesca e covarde. Enquanto os lares familiares criam seus filhos, os adultos buscam desesperadamente por pessoas que os salvem. No mundo de hoje, três quartos dos trabalhadores não se sentem apreciados. E o topo da pirâmide vive uma constante troca de líderes. E por mais que o mundo necessite de líderes, eles vão continuar faltando. Enquanto muitos se espelham nos falsos pseudoheróis da mídia, a sociedade perde tempo e o despreparo para com novas lideranças morre abraçado na geleira da fama.

Os pecados do Centenário

 

 

 

            O Internacional encaminha o seu Centenário para um desfecho melancólico, longe das projeções de todos os torcedores, os quais atenderam o pedido da direção e fizeram com que o clube ultrapassasse a marca dos 100 mil sócios, dando-lhe o título de 6º clube do mundo em número de associados.

 

            Os primeiros erros aconteceram no início do ano. As vendas de Edinho e Alex, e a desistência de permanecer com Iarley. Edinho e Alex estão longe do cenário principal do futebol, e Iarley brilha no campeonato brasileiro defendendo o alvi-verde Goiás.

 

            O campeonato gaúcho foi conquistado, inclusive com três vitórias em três clássicos Grenal, e repetindo os 8 a 1 no Juventude na final de 2008, desta vez fazendo 8 a 1 no Caxias, o qual parecia forte por ter aplicado 4 a 0 no Grêmio, e veio o bicampeonato gaúcho, com o artilheiro da competição, o melhor ataque, a melhor defesa e de forma invicta.

 

            Parecia certa a conquista da Copa do Brasil, mesmo após o susto de perder a invencibilidade no ano para um modesto time mato-grossense da 3ª Divisão do campeonato brasileiro. O clube eliminou Guarani/SP, Flamengo e Coritiba, mas na final contra o Corinthians desperdiçou o título. As desculpas eram as ausências de Nilmar e Kleber, que defendiam a seleção brasileira naquele instante, mas o Corinthians foi merecedor do título, e a grande revelação do ano, o garoto Taison, começava a ter o seu futebol apagado.

 

            Na seqüência o Inter se desfez de Álvaro e Marcão, e vendeu Nilmar. Perdeu a final da Recopa Sul –Americana para o LDU, que não havia passado da 1ª fase da Copa Libertadores da América, inclusive sendo goleado no Equador. Se tivesse conquistado a Recopa, teria ultrapassado o Grêmio em número de conquistas internacionais.

 

            Iniciou bem o campeonato brasileiro. Parecia não haver adversários, era chamado de “o melhor elenco do país”. Mas aí vendeu Magrão, perdeu o Gre-Nal no Olímpico e foi se distanciando dos líderes e, para completar, perdeu Fernandão para o Goiás. O Inter, com 100 mil sócios, com as vendas de jogadores, as contas em dia, dinheiro em caixa, não contratou nenhum jogador de nome, e trouxe jogadores desconhecidos, repetindo os erros de anos anteriores.

 

            Está certo que conquistou a Copa Suruga no Japão, mas também foi eliminado na 1ª fase da Copa Sul-Americana, para o modesto Universidad do Chile. E a direção perdeu de contratar o técnico Muricy Ramalho, o qual se encaminha para o seu quarto título consecutivo de campeão brasileiro. O Inter insistiu com Tite. Não soube, no início do ano, manter os jogadores Cleiton Xavier e Ramón, um brilha no Palmeiras e o outro no Vasco.  Chegou a anunciar a contratação de Cléber Santana, mas este não veio até hoje. E assim desistiu das contratações de Léo Moura, Cicinho, Rafael Sóbis e até mesmo de Ronaldinho Gaúcho.

 

            Para um clube que queria um Centenário de Luxo, pecou e cometeu erros graves na administração. E parece que o Centenário será marcado com um campeonato gaúcho e a Copa Suruga, talvez, com muita sorte, uma vaga na Copa Libertadores em 2010. Nada mais. A torcida do Grêmio desta vez tem razão: “Inter Cagão!”.

Não vou pra Disney

É fato notório toda adolescente ao completar quinze anos de idade sonha em debutar, uma festa feita para ela, o dia em que se sente uma eterna Miss, ou, ainda, prefere a audácia de conhecer outros países, precisamente a Disney World. Mas nem tudo era previsível na vida de Melissa Zenden, uma adolescente filha de pais ricos, completamente isolada em seu quarto cor-de-rosa, viciada em músicas de artistas nada conhecidos. Sem amigas, sem namorados, de pouco diálogo e comunicativa para com o mundo somente através de uma vida virtual. Sua página em um site de relacionamento a resumia da seguinte forma: "O mundo que se exploda".

 

Sua mãe estava preocupada era com os programas de assistência social, estes que os ricos fazem as doações para mais tarde aparecerem nas colunas sociais com falsa modéstia. Não tinha tempo para a filha. Confiava em Melissa e acreditava que a generosa mesada da jovem filha de cabelos roxos a saciava de todos os problemas. O pai era um velejador profissional, a sua mente se ocupava com assuntos rimados entre o oceano, as baleias e as condições marítimas. Também não havia tempo para a filha. Um simples beijo em sua face já o mantinha com a esperança de ser um eterno bom pai de família durante os jantares de sorrisos jocosos.

Melissa parecia esgotada. A sua mente pedia arrego. Necessitava de uma quebra de rotina em sua vida. Nada mais era divertido. Eis que aceitou o convite de seus primos para passar uma semana na fazenda. O campo, o ar puro e as belezas naturais do local a fariam bem. Ela também precisava abandonar a vida virtual, a qual não existia mais sentido em esconder-se em um fake para agradar gregos e troianos.

Lá estavam Melissa, o primo mais velho Sandoval e a namorada Jucélia, a prima Karina e as amigas Yvone, Margarete e Rejane. Os tios, Victor e Leandra pareciam contentes com a união familiar. Seria um fim de semana magnífico a todos. Muito parecida com a irmã, Leandra estava disposta a preparar todas as guloseimas possíveis para os jovens ali presentes. Tudo seria uma festa.

Todos foram na van da família. Os pais na frente, contentes e ouvindo o saudosismo de Vicente Celestino. Um casal todo apaixonado. Na parte de trás, os jovens se divertiam com as conversas de adolescente entre assuntos variados de música, filmes e contos de romances.

 

Logo que chegaram ao local. Todos fizeram questão de explorar a mata. Ir logo para perto do lago e enquanto os jovens se divertiam, os tios Victor e Leandra iniciavam os preparativos para o almoço. No cardápio carne de porco assada. Sandoval e Jucélia se distanciaram dos outros mata a dentro. Os jovens apaixonados necessitavam de um momento de privacidade. Ele tinha em mente despir a jovem namorada à beira do lago. Ela havia concordado com tudo isso.

As cinco meninas trataram de escalar as pedras da pequena cascata. Melissa estava mais interessada em curtir as suas músicas. Não retirava os fones do ouvido por nenhum motivo sequer. Desde o trajeto dentro da van havia percebido que os olhares da amiga de sua prima, a jovial Rejane, eram interessados a ela em cunho sexual. Achava estranho, mas ao mesmo tempo curioso. Yvone, Margarete e Karina descobriram uma trilha pela mata e resolveram partir por aquele caminho, afinal havia muito tempo para o almoço ainda. Melissa e Rejane permaneceram sentadas observando a queda d'água e iniciando uma troca de olhares.

As três garotas seguiram pela trilha e nos primeiros passos ouviram um barulho estridente. O som parecia com um sino de igreja. Soava, passavam-se alguns segundos e tudo se repetia. Notaram uma entrada em meios as pedras, parecia ser uma entrada para uma caverna. Logo que entraram pela fissura das rochas o barulho parou. Nenhum mais sinal de som emitido. Nenhum sinal das três adolescentes. Desapareceram subitamente.

As horas correram. Os tios Victor e Leandra já convocavam todos para o banquete. Sandoval e Jucélia trocavam carícias de amor perto do lago, eis que ouviram os chamados e vestiram-se rapidamente. Já estavam na casa quando Melissa e Rejane compareceram sem as demais meninas. As duas pareciam flertar sem vergonha nenhuma, mesmo com a presença dos demais. Mas por onde estariam Yvone, Margarete e Karina? Já faziam duas horas que elas não retornaram da misteriosa trilha. Todos pareciam preocupados.

Os pais pediram a Rejane e Melissa que voltassem ao local à procura das meninas. Sempre com brilhantismo em suas idéias, Melissa retirou os cadarços de seus tênis e amarrou Rejane numa árvore.

- "Por que me olhavas tanto? Não queria algo louco entre nós duas?", disse em tom apaixonada.

Rejane apenas sorriu. Melissa começou a beijar o pescoço da jovem amarrada à árvore. Tocou as suas pernas, alisou os seios da menina e em um movimento brusco a deferiu um soco forte na altura do estômago. Com um estilete, Melissa perfurou o intestino da menina que a paquerava. Um golpe preciso de mestre. Estancou a boca da jovem para que não mais gritasse e a deixou amarrada na árvore e partiu. O corte foi profundo e nos demais movimentos ela remexeu internamente os órgãos da menina que desfalecera com os últimos golpes.

Logo perto das pedras. Melissa avistou as três jovens retornando. O terror e a sanidade começava a agir naquele lugar. As três falavam ao mesmo tempo do barulho de um sino e que o local era magnífico. Todas resolveram retornar ao local para mostrar à Melissa, que nada havia revelado sobre a preocupação de todos com o desaparecimento repentino de todas.

Na entrada da caverna. Chamou a atenção das três. Todas estavam paradas próximas uma das outras. Pediu a atenção de todas. E num golpe magnífico de serial killer rapidamente cortou o pescoço de todas num ápice de segundos. Nem limpou o sangue, colocou o fone nos ouvidos e retornou para a casa.

Encontrou Sandoval e Jucélia pelo caminho e desandou o choro. Dizia que algo horrível havia acontecido. Abraçou Jucélia e deferiu um golpe certeiro em seu ventre. Antes mesmo de Sandoval entender o que estava acontecendo, ela perfurou sua face. Ao cair, o perfurou em mais de noventa golpes pelo corpo. Aproximou os dois corpos. Retirou a garrafinha de cachaça do bolso e os encharcou com o líquido. Acendeu um cigarro e incendiou o casal.

Só restavam os tios e a sobrinha pela fazenda. Melissa limpou o corpo à beira do lago e ingressou na casa pela porta dos fundos. A tia Jucélia indagou:

- "Não achou todos pelo caminho querida?".

- "Eles almoçarão depois. Podemos começar".

O tio serviu um pedaço de carne suína à sobrinha na mesa. Ela agradeceu e por baixo da mesa tocou as coxas da tia. E esclamou:

- "Que delícia!".

Ex- Alunos do Colégio Santo Ângelo celebrarão reencontro de 15 anos

Os alunos que fizeram parte da formação do Ensino Fundamental e Médio do Colégio Marista Santo Ângelo/RS, no período de 1983 a 1994, promovem o reencontro de 15 anos desta turma, em evento a ser celebrado na data de 01º de Novembro de 2009, às 19h, nas dependências do Colégio Santo Ângelo.

O reencontro inclui em sua programação a visita ao professor José Stein, escolhido em unanimidade o melhor professor deste período, o qual lecionou as disciplinas de Matemática e Química, no município de Três de Maio/RS, no dia 31 de Outubro, com saída às 14h30min, em frente ao Colégio Marista.

Na celebração do dia 01º de Novembro, acontece jantar de reencontro de colegas, professores e funcionários da escola que fizeram parte deste marco no período de passagem nestas duas décadas. A mesma turma já havia reunido os seus ex-integrantes no ano de 2004, quando foi comemorado os 10 anos de conclusão do Ensino Médio.

Abaixo aos sentimentos ruins

 

 

 

            Suzanne não via a hora de aquela cansativa quarta-feira terminar. Estava ansiosa por chegar em casa e descansar no aconchego de sua cama. Havia acordado com o pé esquerdo naquela manhã e tudo parecia ter dado errado.

            Assim que chegou em seu humilde lar, abriu a porta com rapidez, jogou a bolsa no sofá e começou a se despir, espalhando as roupas pela casa. Jogou-se bruscamente na cama e logo ouviu um barulho. Pensou estar sozinha, mas levou um enorme susto ao ver Ralph, seu namorado, sair pela porta da cozinha. Ele estava acompanhado. Quem seria a jovem moça que estava em sua própria casa e acompanhada de seu amor? Suzanne foi da exaustão à irritação num ápice de segundo. Parecia cuspir fogo. Se tivesse uma arma já teria começado os disparos sem raciocinar.

            - “Onde você estava? Por que chegastes tão tarde em casa, sua piranha?”, esbravejava Ralph.

            Ela não fez questão de saber quem era a mulher e tratou logo de responder, também aos gritos, que havia ficado presa no trânsito. Nada parecia adiantar. O namorado continuava nervoso e desconfiado, logo gritava sem parar, a agredindo com palavras fortes e de calão.

            A sensação para os vizinhos que escutavam tudo era que pareciam estar num estádio de futebol, ou alguém naquela casa estava possuído ou os jovens apaixonados estavam mesmo se matando lá dentro.

            Raplh começou jogar tudo o que via pela frente em Suzanne. Não parava de a acusar que a mesma estava o traindo. Revoltada, ela se trancou no quarto, abriu o roupeiro e começou a jogar os pertences dele pela janela. Furiosa, começou a quebrar todo o quarto. Começava a gritar:

            - “Do que me acusas? Que moral tu tens? O flagrei com uma mulher na nossa cozinha, seu cachorro!”.

            Enquanto ele andava para um lado e para outro, o telefone tocou. Ele atendeu. Do outro lado da linha era Suzanne, ligando de seu telefone celular, trancada no quarto. Não era isso que ele queria. Não discutiria pelo telefone. Ela, chorando, dizia:

            - “Como podes desconfiar de mim? Eu chego em casa e você na cozinha com uma mulher!!! Insinuou que o traio e já arrumou outra? Como pôde fazer isso comigo?”.

            Ele pensou logo em coisas ruins. Estava nervoso. Seu coração batia excessivamente. Ele foi seco e direto:

            - “Não existe mulher nenhuma, sua louca!”.

            Ela ficou matutando. Ficou gélida e em silêncio. Levemente abriu a porta. O encarou com desconfiança. Olhou pela casa inteira. Não havia ninguém. As portas estavam fechadas. Ninguém saiu naquele instante.

            O abraçou fortemente e disse o quanto o amava em seu ouvido. Ele começou a esfriar a tensão em si mesmo. A tocou. Beijaram-se. Fizeram amor ali mesmo. Tudo estava em paz.

            Às vezes a paranóia invade os pensamentos femininos e masculinos e as pessoas se esquecem que o amor forte e eterno pode ser possível sim, o que vale é não ter medo de acreditar que somos capazes de amar e ser amados. O amor existe sim. A desconfiança, o medo e o ciúme devemos matar com uma dose letal. Ame, viva e seja feliz, no resto a gente se diverte.

Homenagem à Semana Farroupilha

HINO RIOGRANDENSE
Letra de: Francisco Pinto da Fontoura
Música de: Joaquim José Mendanha

 

Como a aurora precursora
Do farol da divindade,
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade.

Estribilho:
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.

 

Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo;
Povo que não tem virtude,
Acaba por ser escravo.

 

Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.

A verdade deve ser dita

Eu amar você...

             A vida nos ensina que aprendemos com os erros e que o passado serve de lição para o futuro. A vida não é feita de versos, e sim um poema emocionado. Todas as pessoas possuem problemas, erram e cometem equívocos, porém a única salvação para tudo isto é buscar em si mesmo as respostas.

            Em nós mesmos procuramos a nossa cura, a nossa fé em Deus e abrimos o nosso coração para o amor. Amar é fundamental.

            Além do amor por meus pais e minha família, jamais havia conhecido o amor sequer antes. Durante anos o amor não foi a mim apresentado. Cometi inúmeros erros e confundi ilusão com a realidade.

            Hoje, posso fazer uma canção de amor e uma declaração eterna à pessoa que amo. A qual escolhi para viver ao meu lado, em companhia, amizade, amor, paixão e total felicidade. Pessoa que constitui família, que coloquei a aliança de casamento em meu dedo e que me apresentou o amor, sendo amado e amando-a para o resto de minha vida. A pessoa que esperei por toda a minha vida conhecer. O sonho que estava guardado desde a minha infância.

            Hoje tenho um amor que vem de dentro da alma, que invade meu coração, que me fez sair da escuridão e conhecer as cores do mundo. A qual me fez mudar, conhecer o que é amar e estar envolvido pelas pessoas que fazem parte da minha vida: a família e os amigos verdadeiros.

            Uma abundância de amor. Um amor recíproco e real. Amor que se sente sem precisar ter provas, sem dúvidas, sem nenhum medo. A poesia perfeita feita pra mim e para ela. Uma pessoa admirável. Uma beleza encantadora. Um coração puro e incrível. Uma pessoa que há anos esperava aparecer. Um amor que surgiu antes e hoje se consagrou para sempre. A pessoa que tornou-se minha esposa, minha fiel companheira, meu amor eterno, a alegria do meu viver. Eternamente escrita no meu coração. A pessoa que amo para sempre. E hoje sei o que é amar.

            O beijo perfeito. Os corpos feitos um para o outro. O amor intenso. O companheirismo ideal. A inteligência admirável. A pessoa que a cada dia aprendo mais. A pessoa que me tornou um ser feliz e alegre. A pessoa que desvendou o meu mistério e que retirou de mim a escuridão, a melancolia e a ilusão gótica. A pessoa certa para mim. A pessoa amada por mim e pela minha família. Os carinhos de outro mundo. O sorriso mais belo. A risada inconfundível e magnífica. A sensualidade inigualável. O amor que invadiu a minha pele, os meus poros, a minha respiração, os meus batimentos cardíacos, os meus olhos, o meu coração...

            Não existe nada mais belo. Nem a lua. Nem o sol. Nem as estrelas. Nem o oceano. Nem o espaço cósmico. Nem as maravilhas da natureza. Eu sigo a nossa canção. Os nossos eternos momentos juntos. O nosso amor forte e duradouro. O amor que fiz uma canção para você. Não há nada mais lindo do que acordar ao seu lado para sempre. Amo muito você!

 

* DEDICADO À MINHA ESPOSA ANDRESSA.

O mal sempre perde

A ferramenta de Internet chamada MSN Messenger tornou-se um utensílio virtual com vida própria. Veja-se o exemplo de que as pessoas, hoje, conversam mais através desta janela que brilha, parecendo ser uma sereia no mar chamando um ingênuo homem para o afogamento, do que pessoalmente. Há pessoas que mesmo estando na mesma sala, seja no trabalho ou na universidade, a poucos metros de distância, não pronunciam uma palavra sequer, mas estão conectadas através do MSN.

É lógico que existe um lado positivo nisso tudo, conversar com pessoas que estão distantes, enviar arquivos de forma rápida, não sendo necessário, por muitas vezes, ir ao correio ou esperar que a mensagem chegue ao receptor com tamanha ansiedade. Porém, de outro lado, tal ferramenta virou um meio cômodo e preguiçoso de “matar o trabalho”, de fazer as horas passarem e fingir que está trabalhando, sem esquecermos que é um meio onde surgem muitas traições nos relacionamentos e que através do MSN, pessoas expõem as suas intimidades através da webcam.

Além dos emoticons, onde hoje enviar uma figura de uma boca parece estar substituindo o beijo carnal, esta febre está sendo atropelada por outra: as frases em cada MSN. E aí que nos deparamos com uma imensidão de slogans: “vendo PC”, “Fulano, amo você”, empolgações traduzidas, frases de músicas, frases de pensadores, comemorações esportivas, um total esquema de decodificação da realidade para com a virtualidade.

Não bastasse já o Orkut e a febre do MSN, eis que surgiu o Twitter. Uma espécie de diário online, onde os usuários relatam o tempo todo o que estão fazendo. Assim não se desgrudam mais da tela do computador e mostrar para o mundo o que se pensa, as fotos, o que está escutando no momento, ou seja, tudo sobre a sua intimidade é espalhada pela rede mundial de computadores. E é assim que fatos reais viram notícia pela Internet, que pessoas cometem erros de difamar as demais, que histórias íntimas se tornam públicas, eis que a Internet virou uma selva. Ou, melhor, uma gotícula de água no meio do oceano. O que for feito está feito, e o pior de tudo é que não há volta.

A Internet tem seus benefícios e os seus malefícios, assim como as ferramentas MSN e Orkut são agradáveis a ponto de facilitar a vida profissional, reencontrar amigos e familiares, mas devemos zelar pela imagem de todos e não cairmos num vício que parece ser mais perigoso do que a dependência de drogas. O lado ruim deve ser abolido, os “fakes” (falsos perfis) e pessoas que se passam pelas outras devem ser denunciados. A omissão é risco de vida.

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