AMOR PERFEITO

Um anjinho em minha vida: meu amor

Eu e você
e nada mais,
nem mais um sinal
nem mais perguntas.

Eu e você
basta para se sentir feliz.

O mundo inteiro
poderia parar e aplaudir:
Eu e você,
pois dançamos muito bem,
não erramos nem um passo
que a vida nos ensinou,
e que o amor aprovou.

Nada mais importa, basta;
Eu e você,
para escrever uma história,
para saber o porquê
de tanta alegria.

Eu e você,
e tudo fica perfeito
tudo fica completo.

As notas da canção ficam
fáceis para se aprender,
para se tocar em um instrumento
chamado coração.

Tudo é lindo e maravilhoso
quando se diz:
Eu e Você!!!

Crissiumal/RS

Aniversário Especial: meu amorzinho Andyzinha

Hoje, o meu amor está de aniversário. Dedico ao meu amor Andyzinha as palavras a seguir:

"Os meus e os seus olhos vagavam perdidos na ânsia do desejo de se encontrarem.

O tempo passando e de repente iniciamos a nossa história e em qualquer minuto perto um do outro fazia crescer dentro de nós uma semente doce, frágil e sedenta de vida...

Era o amor
nascendo e se tornando real para nós dois, um amor de verdade que se sabe ser para sempre.

Passamos a viver
um para o outro e pelo outro, sendo tudo um na vida do outro, o amor é assim a gente se esquece para apenas se lembrar do outro.

Por você tenho um amor infinito, o amor mais bonito e mais forte que existe, ninguém há de duvidar desta paixão sem limites, que roubou a cena e criou para nós um mundo particular.

Ficar ao seu lado é como sentir a essência de doces e inebriantes fragrâncias, que só se pode sentir se existir amor dentro do coração.

Apenas conversar contigo é uma doce troca de palavras agradáveis, que mata o tédio e enriquece meus instantes, o preenchendo de você.

És tudo para mim e sei que sou tudo para você!!!"

TE AMO!

Com amor,

Rodrigo Bergsleithner (Khiá)

 

 

Arnaldo Jabor e a Educação no Brasil

Vamos pedir piedade pra esta gente careta e covarde

Sempre que há uma catástrofe nacional, as emissoras de Televisão e os grandes veículos de comunicação parecem regozijar um gozo. É como se a opinião pública dissesse: "Eu não avisei? Bem que eu falei, não adianta tentar que sempre dá tudo errado...". Pois, há um grande amor por parte dos brasileiros pela tragédia e pelo fracasso. Quando este acontece, há uma sensação de alívio por parte dos mesmos e as emissoras de TV, as agências publicitárias e o “merchandising” agradecem como se todos não passassem de macacos, que diariamente recebem bananas de um aparelho chamado televisão.

 

Não é uma ameaça de CPI, não é um perigo de crash na Bolsa. É morte, gás e fogo. E nossa vida fica mais real e podemos então, aliviados, botar a culpa em alguém. Basta prestar atenção nos noticiários: “Tumulto na fila da Vacinação”, “Preso assassino de mulher grávida”, “Bandidos matam sargento”, “Gripe suína já atinge mais países e ainda não há a cura”, “Fogo por matos e campos”, “Centenas de municípios decretam situação de emergência no RS”, “Divergência com o governo derruba presidente do Detran”, “Crise no Paquistão aumenta temor por armas atômicas”, “Seca assola os gaúchos”, “Presidente do TCE diz que manterá 98 supersalários”, “Falta sangue nos bancos de sangues dos hospitais brasileiros”, “Países europeus protestam com violência no Dia do Trabalho”, “Vereador é cassado no município de Crissiumal/RS”, “Crack é o novo mal do século”, “Mulher mata marido, a sogra e a filha”, “Aumentam mortes nas rodovias federais”, “Neonazistas espancam jovens”, “Crise na economia mundial”, “Diárias exorbitantes de políticos”, “Câncer em Dilma Rousef”, e blá-blá-blá.

Danem-se as questões importantes, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. A finalidade da política é impedir o país de fazer Política. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo. E não esquecemos das futilidades que assolam a mídia deste país: “Angelina Jolie se separa de Brad Pitt”, “Ganhador do Big Brother Brasil esteve em tal lugar”, “Xuxa e Sasha visitam tal coisa”, “Ronaldo Fenômeno soltou um pum no elevador”, “Deborah Secco e seu 34º namorado”, “Obama diz que Lula é o cara” (só se for o cara que vai pagar a conta, ou, o cara de “sapo barbudo”), “Hoje na novela tal vai acontecer isto e aquilo”, “EX- BBB tomou sopa de alho no restaurante do Pedrão”, “O novo visual de Carolina Dieckmann”, “Suzana Vieira faz a plástica número 40 mil”, “Veja o que os astros dizem de você”, “Paparazzo flagra a bunda de Juliana Paes na praia tal”, “Luciano Huck e Angélica comem mandiopan no shopping”, enfim, uma futilidade que provoca ânsia de vômito, e há de lembrar que muita gente só vive disso: de olho nos programas de TV que só fazem fofocas (os calunistas sociais), assinando revistas do gênero e perdendo quatro meses por ano assistindo o tal Big Brother Brasil. É por isso que o país sempre será “emergente” (pra não dizer 3º Mundo), que a Educação por aqui sempre será um caos, que a Cultura nunca será entendida (tem emissora de TV que confunde Cultura com Futilidade e Bobagens), que o índice de analfabetismo será sempre elevado e que a opção dos brasileiros para “crescer na vida” vai ser sempre dividida em cinco atos: a) jogador de futebol, b) pagodeiro e choradeira sertaneja (pra não dizer música de chifrudo), c) mulher com aBUNDAncia pra rebolar na TV e deitar-se com qualquer um e “subir na vida” (enquadramos aí as “Marias Gasolinas”, “Marias Chuteiras”, “Marias Microfones”, “Marias Online”, etc), d) viver de falcatruas, politicagens e passar a perna em alguém e, por último, a letra e) estudar e se formar (se tiver como pagar a mensalidade), trabalhar feito um condenado e mal-assalariado ou ganhar na loteria federal.

 

Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da "zona" geral. O Brasil é visto como um grande "bode" sem solução, o paraíso dos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. A miséria tem de ser mantida in vitro, para justificar teorias e absolver inações. A Academia cultiva o "insolúvel" como uma flor. Quanto mais improvável um objetivo, mais "nobre" continuar tentando. O masoquista se obstina com fé no impossível. O trágico é que, para além das ideologias, existe no Brasil a maldição do “Mesmo”, uma grande empada de detritos que clama pelo atraso, que deseja a geléia geral, que odeia projetos racionais sejam do PT ou do PSDB, ou do PMDB que pega sempre carona e ainda vive como viúvas do MDB, que quer um destino sem rumo, por ser mais lucrativo para corrupção e privilégios. É uma fome de amor ao atraso, à paralisia, são discursos repetitivos, são promessas de campanha não cumpridas, são promessas utópicas que o próprio orador sabe que é impossível realizar, e mesmo assim continua prometendo...

 

O Brasil é uma selva sem salvação. Não adianta sonhar. Há coisas fascinantes na Justiça brasileira. Uma é a imunidade parlamentar. No mundo todo, imunidade só se aplica sobre matérias legislativas para o congressista não ser processado por projetos que cria. Aqui, o sujeito rouba, esquarteja e em vez de fugir para o mato, foge para o Senado.

 

E a prisão especial do Lalau? E a prisão especial do Fernandinho Beira-Mar? E o Maluf que rouba, rouba, “ninguém” comprova e retorna e é eleito? E o Collor que sofre impeachment, volta com a cara de cão abandonado e é eleito? E o Sarney que nunca sai do governo? E o assassino do “Caso Daudt” solto por aí? E o Guilherme de Pádua e sua esposa Suzane Marcolino? Tadinhos, “só” deram 28 tesouradas na atriz Daniela Perez, em 1992, e quatro aninhos de prisão está bom... Ah, e o Guilherme ainda ganhou um emprego na Record... E o Daniel Dantas? Em casa comendo pizza... E o mensalão do PT? Ah, o Lula não sabia de nada...

A má distribuição de renda não é causa; é conseqüência de uma secular estrutura autocrática, de um Estado patrimonialista que tem de ser reformado. A democracia melhorou muito nossos olhos. Estamos vendo mais. Espero que não nos ceguem de novo... Talvez estes fanáticos por TV entendam, outrossim, que a Ditadura Militar teve apoio da Rede Globo, e que a futilidade é uma palavra bonita, que os fúteis jamais entenderão seu significado. Talvez seja mais cômodo mesmo ficar com a violência e a futilidade (até parece título de filme do Quentin Tarantino), enquanto isso parece mais fácil rezar para uma estátua de madeira ou acreditar que tudo isso “já estava escrito” e se ainda comemos bananas é quem sabe porque “dizem” que viemos do macaco... O homem está tão fútil, que perde lugar numa novela para um macaco...

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