Não podemos mudar o mundo sozinho. Eis uma máxima. As pessoas são diferentes em suas nacionalidades, crenças, raças, comportamentos, não por um mero acaso. Certamente existe o mesmo sol para todos, mas não é unânime o caminho que as mesmas escolhem. Nem tudo é perfeito, a única certeza que temos em toda a nossa vida é que um dia deixaremos de existir, portanto não importa o quanto dure a passagem de cada ser por este mundo, o que é todavia válido é amar, reconhecer os erros e perdoar tudo o que passou de infelicidade em nosso meio.
Existem sim, pessoas boas e más, mas nem por isso o mundo deve deixar de ser visto com bons olhos. É lógico que é inaceitável quando vemos que outrem maltratou um animalzinho dócil e companheiro, ou é outro tentando enriquecer e querendo poder e status de uma maneira não digna, mas nem tudo são flores, ainda mais num canteiro que nem soubemos ao certo o porquê de sua existência. A vida é feita para aprender com os erros e a cada dia agradecer e perceber o quão de beleza existe na mesma. Pois chega a ser inadmissível não pararmos um pouquinho de nosso dia para perceber a beleza do sol, do céu, da noite e como é bom ter alguém que amamos, e de forma recíproca nos submete ao amor, e que as coisas correm mais fácil num rio limpo, com esperança e um belo trajeto que desaguará numa beleza plausível, recheada de paz.
Não importam os malefícios de um meio social e se um papel moeda governa tudo, se é imprescindível no meio que vivemos, fazer o quê? O que devemos analisar é que se há um mal hoje, foi conseqüência do mesmo ontem, e que tudo retorna como se fosse uma carta que não chegou em seu destinatário. Se tudo sair de maneira correta não haverá cobranças futuras, e sim gratidões e uma extensa lista de bons acontecimentos. Sabemos que é horrível escutarmos o quanto é enorme os casos de pais que maltratam os filhos, por isso mesmo há os momentos em que devemos fazer com que sejam eternos, desde o nascimento, o nosso elo de amor com os mesmos e saber que um dia também fomos crianças e fizemos coisas erradas, e não é descontando nos mesmos que as coisas mudarão.
Dizem que o mundo está de cabeça virada, mas não acho que seja tão radical assim. Será que não são estes que estão virados e o enxergando da forma contrária? Quantas pessoas fazem mal às outras, as enganam, as traem... como se tudo isso fosse motivo de uma conquista, outrossim absurda e, explicitamente, ignorante. Não são felizes estes que se escondem neste mundo desordeiro que eles mesmos constroem, e nada disso é válido em nosso dia a dia, pois não podemos é perder o foco no maravilhoso mundo que nos titubeia com sentimentos primorosos. Tão linda é a natureza, o quanto misterioso é o oceano e suas magnitudes escondidas, as plantas só precisam de carinho e proteção, assim como nós que somos seres privilegiados pela racionalidade. Embora pode até parecer utópico, não devemos desistir de lutar, jamais se perdendo na ilusão e aceitando que o mundo parece mesmo ser uma brincadeira de bumerangue, pois o que vai, volta. As pessoas só precisam de amor, e não deixar que problemas passageiros se alojem em suas mentes para futuramente se tornar algo difícil de curar. O velho ditado já dizia que dinheiro não trás felicidade, e não trás mesmo. O que importa é não se importar com os outros, mesmo que estejam errados, e sim desejar que um dia, nunca é tarde, estes acordem e percebam que somos seres frágeis, mas que o remédio para todos os males é amar. Não é piegas não, muito menos pífio, na verdade todos sabem, só demoram a enxergar ou por simples vergonha não desejam admitir. Somos o que somos e não precisamos sonhar com coisas impossíveis, o importante é que surgimos do amor, quando crianças somos todos felizes e admiramos a vida, o importante é seguir sempre no mesmo caminho, por que o outro caminho já sabemos que o final é triste. Ame, seja amado e distribua o amor. O resto é uma história que nem devemos perder tempo escutando...
Para quem não vence um campeonato brasileiro desde 1979, em dezembro completam-se 30 anos, e que deste único título invicto na história do Brasileirão vieram uma via-crúcis de pesadelos colorados, o torcedor do Sport Club Internacional não gosta muito de olhar para o passado. É válido dizer que em 1980 chegou a final da Copa Libertadores da América, mas foi derrotado pelo Nacional do Uruguai na grande decisão. Não fosse isto, os colorados ainda foram obrigados a assistir o rival Grêmio vencer o campeonato brasileiro em 1981, ser vice-campeão brasileiro em 1982, conquistar a América e o Mundo em 1983 e no ano seguinte, vice-campeão da Copa Libertadores da América. Os anos 80, por sinal, foram terríveis para o Internacional, que apenas conquistou quatro campeonatos gaúchos, deixou o Grêmio levar seis títulos e no final desta década, ainda perdeu duas finais seguidas do campeonato brasileiro, 1987 e 1988, para Flamengo e Bahia, respectivamente. Ainda, em 1989, assistiu o Grêmio ser campeão da Copa do Brasil 1989, a 1ª edição da competição.
Lógico que a década de 1970 foi toda do Internacional, pois venceu três campeonatos brasileiros (1975, 1976 e 1979) e foi Octacampeão gaúcho, deixando o rival conquistar somente dois campeonatos regionais nesta década. Mas aí vieram os anos 1990, e o Internacional quebrou um jejum de títulos, voltando a ser campeão gaúcho em 1991 (não vencia no RS desde 1984), e vencendo a Copa do Brasil 1992, no mesmo ano que o rival Grêmio disputava a 2ª Divisão. Mas nem tudo foram flores, pois nesta década o Grêmio venceu a Copa do Brasil em 1994 e 1997, foi campeão da Copa Libertadores da América em 1995, Campeão da Recopa em 1996, Campeão Brasileiro em 1996, vice-campeão da Copa do Brasil em 1991, 1993 e 1995; Vice-campeão Mundial em 1995, e conquistou 5 campeonatos regionais. Enquanto o Inter levou 4 títulos regionais nesta década, uma Copa do Brasil, e escapou da 2ª divisão por detalhes em 1990, 1996 e 1999.
Até então, o Internacional mantinha, ao menos, a hegemonia de ser o maior campeão gaúcho do século, maior vencedor em Grenais e de possuir o melhor estádio, já que o número de torcedores gremistas já começava a mudar o cenário da maior torcida do Rio Grande do Sul.
Aí veio o século XXI, no ano 2000 não foi nem Inter e nem Grêmio o campeão gaúcho, e sim o Caxias de Tite. O Grêmio continuou levantando troféus, com a Copa do Brasil e o campeonato regional em 2001. Mas o Inter dava sinais de vida e de imediato conquistou o tetracampeonato gaúcho. Eis que veio o período de glórias do Internacional: campeonato mundial (2006), Copa Libertadores da América (2006), Recopa Sul-Americana (2007), Copa Sul-Americana (2008), Copa Dubai (2008), vice-campeonatos brasileiros em 2005 e 2006, e as conquistas regionais em 2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009. Nesta década, o tricolor da Azenha só conquistou três campeonatos gaúchos (2001, 2006 e 2007) e a Copa do Brasil 2001, e novamente caiu para a 2ª Divisão em 2004, vindo a conquistar a Série B em 2005 e ser vice-campeão da Copa Libertadores da América 2007. Em suma, o Inter mandou nesta década e na década de 1970, eis que o Grêmio reinou nos anos 80 e 90.
Mas onde o torcedor colorado pode chegar com toda esta análise? Eis o perigo da gangorra do futebol gaúcho virar de lado. Pois, mesmo conquistando o Gaúchão 2009 com 8 a 1 no Caxias (em 2008, foi 8 a 1 no Juventude), sendo finalista da Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana, e tendo ainda pela frente o Brasileirão e a Copa Sul-Americana (o Colorado é o único brasileiro a vencer esta competição), há equívocos na direção colorada e nas escolhas do técnico Tite que já ligaram o sinal de alerta no Beira-Rio:
a) Nilmar: o jogador é sem dúvida nenhuma o melhor camisa 9 do país e um dos melhores do mundo na sua função, pois somente Cristiano Ronaldo e Ett’o seriam parelhos ao guri do Beira-Rio. Portanto, é jogador para quando for negociado ser a maior transação da história do futebol brasileiro, e para um clube de expressão internacional como, por exemplo, Milan, Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Inter de Milão, entre outros. É um craque que não pode ser vendido a Lyon (França), como o próprio Inter fez em 2004, e muito menos o que o Colorado fez ao se desfazer de Alexandre Pato e Fernandão. É jogador para ficar no Beira-Rio no ano do Centenário, conquistar títulos e vaga para a Libertadores 2010, para o ano seguinte voltar a Tóquio. Nilmar precisa ficar no mínimo mais um ano com a 9 do Internacional, afinal um clube que se orgulha de ter 91 mil sócios (6º maior do mundo) não pode abrir mão deste craque, um verdadeiro fenômeno que deste 2002 encanta a torcida colorada.
b) D’Alessandro, Taison e Guinãzú: o mesmo vale para os dois argentinos do Beira-Rio. Guinãzú e D’Alessandro não são titulares da seleção Argentina, hoje, só porque o Maradona não quer. O “chulo”, capitão colorado, dono da camisa 5 do Internacional, é hoje o melhor volante do país e um dos melhores do mundo. Um jogador comparável a Falcão e Dunga, que fizeram história com a 5 do Internacional. Já o marrento argentino D’Alessandro, já era craque nos tempos de River Plate e é hoje o cérebro e a genialidade do meio-campo do Internacional, que substituiu Alex à altura, e ambos os gringos também não podem ser negociados num período mínimo de um ano. O mesmo vale para o garoto Taison.
c) As perebas de Tite: qualquer um que entende um pouco de futebol sabe que Danny Moraes vive uma grande fase desde 2007 no Internacional, e que ninguém entende o porque desta jovem promessa do futebol brasileiro não ser titular no Internacional. Além de excelente zagueiro, Danny Moraes é um jogador raro no futebol devido a sua polivalência: atua como zagueiro, ala direita e volante, todas com brilhante execução. O Danny poderia ocupar o lugar de Álvaro, que já provou que não é digno de vestir a camisa 4 do Internacional, e poderia ter sido o substituto de Bolívar na final frente o Corinthians e certamente evitaria os desastres de Danilo Silva.
Danilo Silva, Álvaro, Marcelo Cordeiro, Alecsandro, Maicon, Giuliano, Leandrão, Rosinei, Marquinhos são as perebas de Tite neste elenco do Internacional. Outro jogador com capacidade para ser titular é o uruguaio Sorondo, ainda mais depois das grotescas falhas do veterano Índio, que já começa a demonstrar desgaste, após ser titular desde 2004 no Internacional. O Inter não possui um reserva para Nilmar. Está certo que Bolaños arrebentou na Copa Libertadores da América de 2006, 2007 e 2008 pela LDU do Equador e na seleção do Equador, mas em 2009 o mesmo Bolaños foi reserva no Santos e chega no Internacional como solução? Não acredito que possa dar certo.
A categoria de base: a categoria de base só deu certo com Sandro, Danny Moraes, Taison e só. O volante Glaydson é um bom marcador, assim como Andrezinho. São bons reservas ao lado de Danny Moraes, Sorondo, Michel Alves... Mas é só. O resto é jogador para os clubes do interior do Estado. Se bem que ao meu ver Alecsandro, Giuliano, Danilo, Marcelo Cordeiro e Leandrão não jogariam nem pelo Santo Ângelo na 2º Divisão do Gauchão.
Está na hora da direção colorada acordar e entender que não poderá vender nenhum jogador e sim contratar, mesmo que seja para a reserva, jogadores de alto nível, pois é um clube grande, uma administração invejável, mais de 90 mil sócios, contas em dia, apoio do torcedor e uma política de organização a nível dos grandes clubes europeus. O Inter não pode pecar, pois corre o risco de perder estas finais, perder o técnico Tite e o centenário virar um simples Gauchão conquistado, sem esquecermos que o rival Grêmio, como quem não quer nada, conquiste o Tricampeonato da Libertadores e no final do ano encare o Barcelona no Mundial. É hora de acordar! É hora de não esconder o sol com a peneira, e vender uma meia-dúzia de pernas de pau ao invés de vender jovens craques que podem dar muitas alegrias ao torcedor colorado.
Infelizmente, o presságio de uma era onde a ignorância prevalece e leis ditatoriais imperam a favor de interesses particulares, afetando uma sociedade como um todo. A extinção da profissão de Jornalista, sem a necessidade de possuir diploma ou registro profissional para exercer a profissão, sem relevar a importância e a responsabilidade da mesma pelo simples fato de ser um formador de opinião, nos submete a um caos na imprensa, a uma "censura democrática", que envergonha a classe e humilha o setor jornalístico e seus profissionais, que buscam o conhecimento, são movidos pelo prazer visceral da leitura e do saber, nascem para tal função e agora são esculhachados ao ridículo, onde qualquer um, ainda mais com o avanço tecnológico, pode se comparar a tal.
Como dizia Renato Russo... "Ninguém respeita a Constituição!"... "Que país é este?"... Vergonha Nacional!
Sem analisarmos o fato que o Inter venceu o Brasileirão de 1976 do Corinthians, e em 2005 foi o real campeão brasileiro (título que Luiz Zveiter, STJD e MSI tiraram do Colorado), o Inter eliminou o Corinthians da Copa do Brasil em 1992, e neste ano, o Nilmar marcou um golaço que nem Pelé fez, contra os Corinthianos. Lógico que os Corinthianos vão dizer que era time misto, mas é com time misto que o Inter lidera, atualmente, o Brasileirão. Isto prova que não vem ao acaso.
O certo é que o Corinthians é filho do Rio Grande do Sul. Embora tenha vencido do Grêmio a Copa do Brasil em 1995, acabou levando o troco do tricolor gaúcho em 2001 e na Libertadores da América em 1996, quando o Grêmio fez 3 a 0 em São Paulo nas Oitavas de Final.
Outra idiotice dita pelos Corinthianos e pela Rede Globo é este Mundial fajuto que o Corinthians ostenta. Só disputa o Mundial de Clubes quem é campeão da Copa Libertadores da América, a qual o Inter venceu em 2006, o Grêmio em 1983 e 1995, e todos os rivais paulistas do Corinthians (São Paulo, Palmeiras e Santos) possuem este título. Em 2000, o Campeão Mundial foi o Boca Juniors, o qual venceu a Copa Libertadores da América neste ano.
Em relação ao Inter, o Colorado possui a Recopa, a Sul-Americana, a Copa Libertadores da América e o Mundial de Clubes FIFA, títulos que o Corinthians não tem. Sem esquecermos que o Inter nunca disputou a 2ª Divisão. E nesta noite o Técnico é Tite, o mesmo que venceu pelo Grêmio a Copa do Brasil do Corinthians em 2001, fazendo 3 a 1, em plena capital paulista.
Palmeiras, Santos, São Paulo, Inter, Grêmio, Flamengo, Vasco... todos estes têm títulos mais importantes e mais conquistas que o Corinthians, o qual ainda insiste em ser chamado de "Timão", o que não faz jus as suas conquistas apenas nacionais. Sobre Ronaldo? Ex-jogador, e faz muito pouco pra quem ganha R$ 1,3 milhão mensal. E se o Dunga não tivesse convocado Nilmar, esta noite era Pesadelo Corinthiano. Inter vai sem 4 titulares, mas não perde este título pro Corinthians. O Timinho, que tem títulos inventados e roubados, filho do Rio Grande do Sul.

ANDY, MEU AMORZINHO!
"Eramos amigos, e por ti eu já tinha carinho e vontade de me aproximar. Foi que numa noite louca, um único beijo nos uniu. Era aquele beijo esperado por toda a vida, que no dia seguinte nos olhávamos envergonhados, mas com vontade de repetir. Os dias passaram, e permanecemos unidos o tempo todo. Eis que novamente nos beijamos, na porta da Igreja que iremos casar. Logo, já estávamos morando juntos e nos tornamos namorados. De lá para cá, já ficamos noivos, e hoje casados e temos o nosso ninho de amor. Para muitos pode parecer loucura, mas nós entendemos bem o que é isto, porque sabemos que ambos esperavam um pelo outro. Concordo quando você diz que nossos destinos já estavam traçados na maternidade, e que tu tens tudo o que eu sonhei um dia em ter numa pessoa ao meu lado. Por isso meu amor, neste 1º Dia dos Namorados juntos, só tenho a dizer que TE AMO MUITO, e nunca vou esquecer esta nossa bela história, pois sempre estarei do teu lado, porque te amo muito". BEIJOS, RODRIGO (KHIÁ).
"Porque digo que amo você?
Pelo doce prazer de olhar nos seus olhos, e falar do meu amor por você.
Por reconhecer que sem você, eu não sou nada.
Que você tem sido, o amanhecer de minha vida.
O meu prazer de viver...
A minha realização como pessoa...
Como poderia negar a satisfação de lhe amar?
Como poderia esconder o bem que você me faz...
Você realmente é o meu sonhar...
A cada dia tem renovado o meu desejar...
Linda e bela mulher...
A vida e a natureza foram generosas com você...
Fizeram-na pura e bela...
Mulher cheia de encantos...
De sorriso encantador...
Olhos cheios de amor e sedução...
Sua voz ecoa em minha mente...
Como é bom amar você...
Dar-le flores roubadas,
Viajo só de pensar em todos nossos momentos juntos, e o futuro que está reservado a nós: a eternidade.
De puro amor e paixão que juntos temos...
És meu amor e meu sonhar...
Meu desejar e o meu realizar...
Beijos de quem te ama muito, de alguém que se apaixonou cedo por ti, mas sabia que o nosso elo de amor já estava destinado a dois corações unidos num só".
Rodrigo Bergsleithner (Khiá)

Andy!
Se somar todas as estrelas do céu, todos os grãos de areia da praia, todas as rosas do mundo e todos os sorrisos que já foram dados na história, começarás a ter uma idéia do quanto que te amo.
Beijos,
Khiá
* ARNALDO JABOR
Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ando em crise com o tempo. Que estranho "presente" é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido.
As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo.
Temos de funcionar, não de viver. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde? A este mundo ridículo que nos oferecem, para morrermos na busca da ilusão narcisista de que vivemos para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer. E este "enorme presente" é reproduzido com perfeição técnica cada vez maior, nos fazendo boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar".
Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, da sucessibilidade de momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção de nosso desejo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.
Há alguns anos, eu vi um documentário chamado Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92, Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas mais lindas e assustadoras que já vi.
Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram incluídos num decorrer, num "devir" que não havia. Hoje, esses índios estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é que pareciam mostrar o "presente" verdadeiro deles. Eram mais naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e sandália, pareciam estar numa espécie de "passado" daquele presente. Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles.
Lembrando disso, outro dia, fui atrás de velhos filmes de 8mm que meu pai rodou há 50 anos também. Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que prenunciasse minha identidade ou denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu... Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menino comprido feito um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu, como entre os índios. Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It's All True, em que ele mostra o carnaval carioca de 1942 - únicas imagens em cores do País nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios, galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da capital. Dava para ver ali que, como no filme de minha família, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado.
Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O "hoje" deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias.
E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os "juros" da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe".
(Oscar Wilde)
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