Stephanie vivia desorientada para a vida. Considerava-se uma pessoa frágil, mas considerava que as mulheres tinham atitudes e que faziam de seu mundo uma eterna surpresa. Dizem que as mulheres não traem, que elas só o fazem quando houver motivos e que isto se enquadra mais em uma vingança, um “homicídio amoroso”, uma chacina de beijos roubados. Seu namorado, Lorenn, admirava muito a beleza física de seu grande amor, mas não suportava quando, na piscina do clube em que freqüentava, ela vestia um minúsculo biquíni. Tão minúsculo que cabia em uma caixa de fósforos. Ela gostava de ser paquerada e paparicada, pois levantava a sua auto-estima, eis que ultimamente só pensava em fugir de todos e, sozinha, ir residir na Índia. Possuía ambição e coragem, já estava decidido que deixaria o seu grande amor, a família, o amigo e, lógico, os estudos. Ela estudava arquivologia em uma universidade particular em Belgrado, na antiga Iugoslávia.
Gostava do costume de vestir a parte debaixo daquele minúsculo biquíni e deixar os seios à mostra. O ato enlouquecia o namorado. Mas ela gostava dos comentários em êxtase dos homens que a viam com aquelas vestes (se é que podemos definir como vestes). Muitas vezes comentários femininos sobre a sua beleza física surgiam e ela nada estranhava. Precisava daquilo para sentir-se bem. Não gostava da faculdade, não conseguia conversar mais com seus familiares. Achava tudo muito chato. Até seus cães de estimação ela havia doado, sem nenhum sentimento doloroso.
Naquela manhã decidiu fazer a sua primeira tatuagem. Adquiriu a sua primeira tatuagem: um anjo obscuro na virilha. Um tanto melancólico e assustador o seu anjo, lembrava mais o personagem “O Vingador” da “Caverna do Dragão” do que o nobre Gabriel. A tatuadora teve inveja de sua beleza física. Agradava Stephanie com elogios, mas eram invejosos comentários que a falsidade era visível em seus olhos.
Não se importou com nada. Não mostrou ao namorado a sua primeira obra corporal evidente nas proximidades de seu sexo. O namorado era um tanto religioso, possuía a opinião própria de que tatuagens, piercing’s, poucas roupas e danças eram coisas do demônio. Ela não se importava. Desejava ir embora para a Índia, queria viver sozinha, ser ter o que fazer além de meditações, vida turística e conhecimento de seu eu interior. Possuía muito volume de dinheiro em sua conta bancária, uma virgem poupança mantida pelos pais e avós desde os seus três anos de idade.
Na outra semana retornou ao estúdio de arte corporal e realizou mais uma tatuagem: um coração negro próximo do umbigo. Decidida, marcou outro horário para o dia seguinte e quis mais uma arte em seu corpo: começou o processo que levou nove dias para ficar pronto, cobriu todas as suas costas com o rosto de Syd Barrett, o mentor do Pink Floyd.
As tatuagens eram, agora, evidentes em seu corpo. Então passou a ter suas noites de amor com o namorado em total escuridão. Não desejava que ele as visse. Desejava primeiro chegar à Índia, para mais tarde postar as fotografias no Facebook.
Tudo corria perfeitamente. As tatuagens eram perfeitamente escondidas. Mas ela desejava mais. Num curto espaço de tempo realizou mais cinco tatuagens. Começou com um escorpião no seio direito, uma abóbora selvagem no outro, um prisma na nádega direita, um helicóptero estranho na virilha, emendado às coxas, e uma teia de aranha no meio de suas nádegas. Deve ter sido naquele lugarzinho que imaginamos. Mas, preferimos não comentar.
Agora ela estava decidida e de visual pronto para partir à África. O namorado seria abandonado enquanto o mesmo fosse no batizado de Solange, a sua sobrinha com poderes sobrenaturais.
A gula a fez parar um instante. Stephanie queria mais. Resolveu dar uma última visitada ao estúdio, desejava por uma nova tatuagem. Quem sabe algo no rosto? Quem sabe na boca? Ficaria legal no tornozelo?
Naquela tarde o estúdio estava vazio. A porta aberta. O rádio ligado anunciava um trecho de uma de suas músicas favoritas: “Run, rabbit run. Dig that hole, forget the sun". O volume era muito alto. O estúdio estava bagunçado. Olhou por tudo, não havia sinal nenhum da tatuadora. Teria feito diversas tatuagens e ainda não sabia o seu nome. Insistiu várias vezes em dizer: “Hello! Hello, baby!”. Nenhuma voz. Nenhuma face. Nenhum sinal.
Notou a presença de um armário, que antes não estava por ali. Curiosa, como de costume abriu e esbravejou um grito de pânico. Haviam fotos e mais fotos suas naquele armário. Fotos de Stephanie na mesa da tatuadora. Fotos na piscina. Algumas lingeries que eram suas. Fotos detalhadas de seu corpo. Um coração em volta de todas. Havia mais fotos dela por ali do que a mesma havia fotografado em toda a sua vida. 
Ao virar-se para o lado. Um estrondo. Uma bala de calibre 44 invadiu sua cabeça, atirando-a alguns metros para trás. O sangue invadiu o chão. A parte frontal de seu corpo estava manchada de vermelho, naquele raríssimo vestido branco. A porta se fechou com um ruído e na música só se pôde ouvir: "for long you live and high you fly".
Durante muitas horas Raphael permaneceu deitado na cama, mesmo no escuro, após acordar de um terrível pesadelo. O relógio marcava quase meia-noite, mas hesitou a levantar. Suava frio, havia acordado de susto e estava enrolado na cama perdido no embrulho de diversos lençóis.
Depois de alguns minutos de repouso na cama se levantou e foi direto ao banheiro. Sentia vontade de tomar um banho, estava bastante suado e trêmulo, logo ansiava por um banho quente.
Estava no banheiro e ouviu os fogos de artifício lá fora. Nada entendeu. Logo refletiu e concordou em seus pensamentos que eram fogos que celebravam o futebol. Só podia ser isso. 
Não ficou muito tempo no banho. Mesmo com a água morna, ainda sentia frio. Rapidamente secou o corpo e se vestiu, voltando para a cama em seguida. Sentou-se na cama e percebeu que suas pernas estavam manchadas de sangue. Passou a nada entender. Acendeu a luz e ficou apavorado, havia muito sangue em sua cama. Um tremor invadiu seu corpo, não conseguia se mexer. Então, foi surpreendido com um enorme estrondo. O barulho parecia vir do apartamento ao lado.
Morava num edifício aconchegante. Conhecia todos os vizinhos. Residia sozinho, embora às vezes recebia a visita da namorada e da amante. Era adorador do corpo escultural da primeira, mas amava a segunda.
No apartamento ao lado residia um casal de idosos, a única neta, por sinal adotiva, e um casal de gatos. Caminhou pela casa deixando rastros de sangue, apavorado olhava para o ferimento em sua perna e tentava lembrar o que havia acontecido. Não havia vestígios nenhum no quarto, muito menos no banheiro.
Ao acender a luz da cozinha encontrou Luzia, a esposa de seu melhor amigo de infância. A jovem Luzia era casada há sete anos com Alfred, o qual tinham um relacionamento muito estranho. Por vezes, ela revelava às amigas que não beijava o marido por um período superior a oito meses. Ninguém acreditava em suas histórias. O marido só pensava em seu trabalho, sofria de impotência sexual e não se preocupava muito em satisfazer a esposa.
Naquele instante, Luzia estava sentada no chão da cozinha no apartamento de Raphael, vestida com uma camisola e portando uma faca de pão na mão esquerda. Ele ainda estava grogue, não sabia distinguir sonho da realidade, sequer molhou o corpo no banho e sentia o sangue escorrer pelo chão, mas mal sentia o seu corpo. Num sorriso irônico e debochado, ela confessou ter dopado o jovem rapaz. O mesmo cortou o pé ao pisar numa seringa usada pelo chão. Quando tentou juntá-la, desequilibrou-se caindo em sua frente. O remédio era forte. O impedia de raciocinar. Ela somente ria e debochava em sua própria casa.
Ele conseguia escutá-la, mas não entendia o que estava acontecendo. O que ela fazia em seu apartamento? Os barulhos recentes vieram de seu apartamento ou do lar do casal de idosos?
Antes de desfalecer totalmente sob o efeito do remédio, ouviu as últimas palavras:
- “Agora não haverá nem namorada, muito menos amante, ao acordar e verificar suas cuecas”.
Ela desejava ser o que não era. Era culpa de Hollywood. Ansiava ser um quê de personagem de Alfred Hitchcock misturada com Scarlet Johanson, destas capas de revistas tipo Rolling Stone, marcada na história feito os Beatles e ser comentada no cotidiano popular feito a morte de Michael Jackson. Ela desejava ser muitas coisas, mas mal sabia ainda o que era. Ficava em dúvida se fazia aulas de equitação ou se comprava um automóvel novo parcelado no cartão de crédito emprestado pela avó.
Todos os dias a sua diversão era invadir a locadora, as páginas do Youtube, folhear as revistas de fofocas atrás de imagens e vídeos de Scarlet Johanson. Nem tanto pela beleza da jovem atriz, ela desejava ter o mel da região debaixo da loura norte-americana. Não desejava ser a vítima, muito menos a algoz de uma nobre história, enfim desejava ser desejada por milhões de homens. De nada adiantavam seus dezoito perfis no Orkut, todos lotados de gente estranha e esquisita (calma, ainda não falaremos de Renato Russo), e suas centenas de filmagens de strip-tease pela webcam, vestindo lingeries da Victoria Secret, que custavam o seu salário todo – e o restante ainda era parcelado – na sua rotineira profissão de balconista de lancheria. Estas singelas lancherias paulistanas que cedo da manhã, quando nem o sol acordou ainda, já está lotada de trabalhadores, palpiteiros, restolhos de vida noturna e mendigos querendo uns trocados. Se a Alessandra Ambrósio usava Victoria Secret, por que ela não poderia usar? Afinal a top internacional surgiu de uma cidadezinha do interior gaúcha, já ela havia nascido na capital paulista, na terra do garoa e do café. 
Ela sonhava com uma morte cheia de hematomas e facadas. Queria ser celebridade. Ser assassinada feito John Kennedy, ou, quem sabe, o seu destino seria idêntico ao de Ronald Reagan? Lógico! Reagan começou limpando lanchonetes até virar Presidente dos Estados Unidos da América.
Todavia, ela era um fracasso com sua administração financeira. Não sabia economizar, mas sonhar era um súdito em suas noites no quartinho na casa da avó. Até baixou a planilha do Excel, sugerida por um economista na revista Exame, mas logo esqueceu de editar e o tempo foi passando. Não era o seu feitio. Sua vontade era se produzir. O estômago invejava as suas nádegas, afinal o bumbum recebia mais investimentos do que os alimentos que o estômago recebia. Não podia comer nada. Tudo engordava. O válido era limpar a lanchonete, com a calça apertada, do anteverão passado, para agradar algum cliente rico que por ali passasse e fosse conquistado pela sua traseira. Ela dizia que era mais atraente que o bumbum de Angelina Jolie. Ela queria um Brad Pitt! Mas já se contentaria com um Romário, para mais tarde quitar as suas pensões alimentícias e viver numa boa, numa mansão no Leblon, passando o dia todo na praia, passeando bronzeador no corpo e fofocando com a Luana Piovani. 
As pessoas falavam e riam baixo de seus comentários. Ela ficava orgulhosa. Odiava pobres, mas era pobre. Se dizia ser da classe social "P". O “P” de poderosa! Talvez os demais rissem porque a letra “P” lembra muita coisa... Mas ela tinha uma tatuagem. Ela queria ser do Big Brother Brasil, acreditava que o programa era uma farsa e tentou conquistar o Pedro Bial escrevendo cinqüenta cartas de amor por dia para o jornalista global. Todas as cartas voltaram. Hoje serviam de rascunho no balcão da lancheria.
Mas ela acreditava em sua tatuagem. Há dois anos a tinha. Havia recortado uma foto da Playboy de Carol Castro e plagiado a tatuagem da moça, no mesmo local, na mesma cor, mas não era o mesmo tatuador e, muito menos, a mesma barriga.
Ela desejava ser garimpada por uma agência de modelos. A sua avó sempre lhe dizia: “Jamais trema em cima da lingüiça”. Ela não entendia aquela frase. Mas resolveu tatuar a mesma abaixo do umbigo. A avó havia nascido na Hungria, era chique de Budapeste, e a frase era estimulante para a sua mente. Ela achava interessante como Paulo Coelho e para as amigas dizia que a frase era do Xeique Pire (Por favor, Shakespeare!). Na verdade a avó só quis dizer que com a nova ortografia gramatical não tinha mais o trema na palavra lingüiça.
A frase diária de seu espelho estava escrito: “Preciso emagrecer até o Natal!”. No banheiro, todas as manhãs, ela ficava viajando sobre qual seria o papel higiênico de Scarlet Johanson? Quando a viu numa propaganda para a HBO fazendo merchandising para a marca de papel higiênico “Lux Nust”, ela adquiriu milhares de pacotes. Não importava que cada rolo custasse sete dólares. Ela queria o mel de Scarlet, e o fel de Angelina.
Ela queria viver feito jabuticabas numa bacia (ainda não falei de Renato Russo?). Ela queria fama, fortuna e glória (um trecho do “The Final Cut”. Será que combinou?). Ela queria o mundo aos seus pés. Queria tanto que o verbo querer já tinha nojo da sua cara. Ela queria ser amiga de Luciano Pavarotti, fazer compras com Brooke Shields (a gostosa da “Lagoa Azul”), ela sentava-se à mesa dos clientes e começava a contar os seus sonhos. Às vezes, só para puxar conversa, dizia: “Uma dor de cabeça me atormenta... esta noite nem dormi direito e ontem fiquei lavando roupas até tarde”.
Mas ela se dizia confiante no dito popular “querer é poder”. Ela tinha todos os livros do “China Chique” (leia-se Shinyashiki), e acreditava que suas pernas já lembravam a de Sharon Stone no filme “Uma Loira em Minha Vida”. Só que a loura neste filme era Kim Basinger. Era normal ela confundir as duas. Assim como no Orkut ela confundia “fake” de “reiki”. Seus scraps eram maravilhosos: “Amiga, vamos fazer um fake esta tarde?”. Logo, não entendia porque seus perfis eram apagados pelo turco barbudo. Ela queria era aparecer no “Guglê”. (Sim, no Google).
Ela queria tanto que esqueceu de si mesma. Não sabia mais o seu nome. E na lancheria resolveu só atender pelo nome de “Natalie Portmann”. “Mas pode me chamar de Alice!”.
No mês seguinte a Internet foi cortada de sua residência. Ela perdeu a personalidade. Ela se enforcou com um cadarço. Era o cadarço que um camelô lhe vendeu. Ela acreditava ser o cadarço de Neve Campbell. Ela estava em Pânico. Na lancheria apenas uma lembrança, dita por um cliente: “Quer dizer que a bunduda se enforcou?”.
As pessoas perdem tempo correndo atrás de ilusões. A ilusão é o tempo de cada pessoa. Muitas preferem fotografar a viver. Nem todos são iguais. A felicidade é estar vivo e amar, o resto, como disse um velhinho embriagado: “deixe que queime!”. “Não é a vida como está, e sim as coisas como são”. Só para não dizer que não falei de Renato Russo.
O tédio já iniciara o processo degenerativo na mente de Philippe que, embora com somente doze anos de idade, parecia não agüentar a rotina da família naquele luxuoso apartamento alugado no intuito de passar as férias de verão, no sul da Itália. A mãe, uma jovem professora, e o pai, nobre chanceler britânico, haviam saído de férias após longos sete verões sem viajar com os filhos: Philippe, Raicca, Adam e Susan. O jovem Philippe era o irmão caçula, o mais isolado na família, que preferia brincar com seus jogos didáticos do que comparecer na sala do apartamento para as reuniões familiares em frente à televisão. Mais uma noite observando a chuva e dormindo no mesmo quarto que os pais nas férias, até então, frustrantes de Philippe. Mas o dia seguinte lhe causara surpresas. O despertar mais cedo, mesmo com intensa chuva, o agradou. Timidamente surgiu na cozinha, serviu-se de duas fatias de pão, recheados de goiabada, e passou a observar o fantástico mundo dos corredores do prédio através do olho mágico. Era incrível ali permanecer enxergando com um olho só e ouvindo o maquinário dos elevadores, havia um mistério a ser descoberto pelo curioso menino que vestia camiseta cavada, bermuda de surfista e pés descalços. Rapidamente abriu a porta e se aproximou do elevador. O elevador estava parado naquele andar, talvez fosse o irmão mais velho, que recém chegara de festa, era muito cedo ainda, o relógio em seu pulso marcava quinze para as seis.
As férias da família Loudiamond estavam planejadas há meses, mas o importuno de diversos temporais, chuvas torrenciais e ocasionais impediam a felicidade de todos, afinal seriam quatro semanas curtindo as praias do Mediterrâneo, mas o tempo prendia todos naquele apartamento de aluguel. Os pais, mais tranqüilos com as férias, não estavam preocupados e os filhos mais velhos curtiam a badalada vida noturna em Nápoles, mas o dia-a-dia de Philippe em nada diferenciava a sua vida em Leeds. Os noticiários da TV informavam que o período de fortes chuvas seria intenso, e Philippe passou a ter tédio de ficar isolado naquele apartamento. Nada mais o divertia. Nem os brinquedos, não tinha companhia para o videogame e a televisão nunca o conquistara, nem mesmo os desenhos animados. A família o queria por perto, mas preferia os minutos de solidão no banho brincando com os seus barquinhos na banheira do que ficar ouvindo as reclamações de todos que almejavam dias de sol. 
Logo, por acaso, descobriu ser fascinante o mundo dos corredores daquele prédio, a família estava hospedada no nono andar e os elevadores pareciam ser mágicos, devido tamanha velocidade imprimida em poucos segundos. O que teria no topo do prédio? Por que os automóveis ficavam lá embaixo? Qual seria o objetivo de haver espelhos no elevador? Eram perguntas que aguçavam a sua curiosidade, mas quando colocava-as em prática durante os jantares com a família, sempre era repreendido pelos irmãos mais velhos, que faziam questão de impor limites ao jovem e curioso menino.
Entrou no elevador e ficou um tempo parado. Impressionado com os espelhos, se aproximou e verificou as espinhas em sua jovial face. Eis que um estrondo o assustou. O elevador começava a subir sem ele mexer em botão algum. Assustado, deu um passo para trás e passou a observar o destino do mesmo. Estava agora parado três andares acima do seu. Quando a porta se abriu e ela entrou.
Uma linda mulher. Destas capazes de fazer com Quentin Tarantino perdesse o sono esperando a aceitação para ser protagonista de um filme seu. De estatura alta, loura, pele bronzeada, olhos azuis, cabelos longos e lisos até a cintura, encoberta por um vestido curto que parecia formar um eclipse em suas nádegas, seios quase da mesma proporção que a cabeça do menino... Pisou no elevador e prontamente sorriu, o cumprimentando e virando as costas para o mesmo.
Aquilo o chocara. Não se mexia. Não tirava a visão de suas ancas. Mal respirava. Ela não olhou para trás. Apenas se despediu quando o elevador parou no subsolo. Nervoso, quase catatônico, subiu rapidamente para o andar de sua família. O tempo parecia ter parado. O mundo era um silêncio total. O que antes era tudo, agora era nada. Como era o nome dela? Ela havia sorrido para ele. Seria naquele instante o início de um futuro namoro? Haveria o primeiro beijo? Deveria contar aos pais o acontecido? Como era a beleza dela sem as vestes? 
Adentrou o apartamento. Ninguém havia acordado. Isolou-se pela sala de lavanderia, acompanhado de um papel e uma caneta. Em poucos segundos, perdido num turbilhão de pensamentos resolvera escrever para ela. No dia seguinte ela estaria no mesmo horário no elevador? Deveria bater em todas as portas do andar em que estava a moça e perguntar por ela? O síndico saberia informar?
Eis que escreveu um bilhete. Estaria amando? Deveria colocar no papel todo o seu sentimento de apreso, prazer e emoção? Então escreveu tímidos versos de Shakespeare. Lembrou da professora de Literatura, Senhorita Janet, que sempre insistia com o termo “os sonetos de William um dia lhe serão úteis em sua vida, Philippe!”. Colocou no papel os trechos que lembrara. Queria impressionar. Havia apelidado a mesma de “Princesa do elevador”.
A família acordou. O tempo chuvoso deu lugar a instantes períodos nublados. O sol timidamente surgiu. Faria um dia de sol. Todos acordaram e, rapidamente, realizaram a refeição matinal. Todos iriam à praia. Philippe só pensava em sua “Deusa de Marfim”. Todos desceram em direção à praia. Parecia que seria o único dia de sol pelo resto de suas vidas, devido a tamanha velocidade e ansiedade por curtir a beleza daquele dia que se aproximara. Todos desceram.
O garoto usou a desculpa do óculos de mergulho para retornar ao apartamento na busca pela sua carta de amor. Havia a deixado escondida na sala de lavanderia. Entrou no apartamento. Não achara os seus versos. Onde estavam? Procurou, procurou e olhou de novo e nada. Resolveu ir atrás de todos e procurar no retorno da praia. Desceu correndo pelas escadas. Estava no primeiro andar. A família o esperava. E sua mãe, em ar de felicidade, disse:
- “Vamos! Vamos, meu príncipe do elevador!”.
Naquela manhã no escritório, Rebecca observou o relógio por exatos cinco minutos depois da primeira vez que tinha focado os olhos no mesmo. Os ponteiros marcavam onze horas e cinqüenta e oito minutos e ainda restavam duas voltas no menor ponteiro do relógio para encerrar o seu ciclo no trabalho. Sairia ao meio-dia e só retornaria em um mês para aquela mesa. Estava saindo de férias, as malas já estavam prontas embaixo da mesa e ela se deslocaria até a estação rodoviária. Dali em diante, partiria para uma viagem longa, todavia estava indo encontrar o seu “príncipe encantado”, o doce cavalheiro que ela havia conhecido em um Chat pela Internet. 
“O que tiver que ser, será”, suspirava e não eliminava esta frase de sua mente. Estava muita ansiosa. Após diversos relacionamentos que a feriram no passado, este parecia ser alguém diferente, afinal eram onze meses de conversas diárias pelo computador. Já haviam trocado fotografias e conversado sobre tudo. Ela não tinha dúvidas. Já beirava os 40 anos de idade e acreditava que aquele gentleman, dez anos mais novo, seria a sua cara-metade.
Para ganhar tempo arrumou pela décima vez naquele instante a mesa de trabalho, colocou a capa protetora no computador e na impressora, verificou se todos os documentos e canetas estavam em ordem em sua gaveta, empurrou o bloquinho de papel cinco centímetros para o lado direito, soprou a poeira que incomodava no porta-retrato, levantou-se e ajeitou a saia. Estava tudo pronto.
Levantou e pegou as malas. Se despediu rapidamente de todos quando o relógio marcou doze horas em ponto. Desceu as escadas do quarto andar rapidamente sem perceber o peso de suas bagagens em suas costas e se dirigiu para a rua. Fez sinal para o primeiro táxi, entrou rapidamente e informou o motorista que teria muita pressa até a estação rodoviária.
Os motoristas de táxi são quase todos iguais. Gostam de iniciar uma conversa, um palito de dentes no canto da boca, no rádio as notícias policiais da cidade e insistindo em fazer um caminho diferente. Ela não lhe deu ouvidos. Tanto a corrida de táxi quanto a viagem de ônibus foram rápidas feito um feixe de luz.
Rebecca estava ansiosa, afinal estava prestes a encontrar o seu namorado virtual Ferdinando. Ao chegar na estação rodoviária entrou bruscamente no ônibus que logo sentou em sua poltrona e engoliu um medicamento para a sua ansiedade. Dormiu feito um anjo a viagem toda. Nada percebeu. Passaram-se oito horas dentro do ônibus que não acreditou que havia dormido tanto. Alguns minutos acordada e o ônibus já estava entrando na estação rodoviária da cidade de seu destino. Era a cidade de Ferdinando. Ele estaria a esperando. O combinado foi que o mesmo vestiria roupas amarelas e a esperaria na porta do ônibus.
Ela estava calma. Ainda sofria os efeitos do remédio que a desligara durante toda a viagem. Mais alguns passos e encontraria a pessoa que lhe fez companhia todos os dias pelo computador durante quase um ano. A pessoa que ela havia se apaixonado. Estava em férias e teriam um mês juntos para transformar a virtualidade em realidade. Haveria muito tempo para o contato físico. 
O ônibus estacionou no Box 27. Os passageiros começavam a descer. Chovia muito lá fora. Os vidros das janelas estavam embaçados e não havia como enxergar nada ao lado externo do ônibus.
Ela era a última a descer. Chegou no último degrau do ônibus. Não quis nem olhar para frente. Colocou um pé no chão e foi como se um furação a vitimasse. Foi agarrada ali mesmo. Um beijo destes de supetão. Não hesitou em abrir os olhos e continuou beijando. O motorista estranhou aquela acena, mas não disfarçou um sorriso no canto do lábio esquerdo. Ela continuou beijando, sem abrir os olhos. E quando o fez. A surpresa: Ferdinando era Fernanda.
Pela rua da pacata cidade de Santa Cecília, um vilarejo com um pouco mais de oitocentos habitantes, caminha a beata Luanna, vestia uma camisa de mangas compridas e sobre o pescoço um chambre, mesmo com o calor de 42 graus. Um vestido longo que, com o vento tocava o seu calcanhar, e a cada passo parecia estar rezando baixinho acompanhada de um terço, o qual segurava firme em sua mão esquerda.
Todos os moradores conheciam a sua história. Quando muito jovem havia perdido o marido e os três filhos em um acidente, eis que o automóvel em que eles se encontravam colidiu contra um caminhão que transportava madeira. Viu a sua família ser esmagada por gigantescas toras, e a partir disso sua vida era destinada à Igreja. Quando não estava dormindo e realizando as suas refeições, ela estava o tempo todo no culto. 
Dizem as más línguas que a esquizofrenia havia tomado conta de sua mente. Outros acreditam que ela falava com os espíritos e isso era assustador, pois eram infernais os diálogos. Ninguém sabia muitas notícias daquela senhora, conhecida na cidade como “a beata”, já que era difícil se aproximar dela, contudo a idosa parecia sentir asco das pessoas e sequer pronunciava uma palavra.
Numa noite de festa da Igreja, o padre Jeremias, empolgado com o consumo de vinho, deixara escapar os seus conhecimentos sobre a vida da beata. Dizia ele que quando ela sofria com pesadelos e sonhos eróticos, ela logo acordava e cortava o seu próprio corpo. Talvez fosse este o motivo dela vestir roupas longas mesmo no verão.
Naquele dia, enquanto caminhava pela rua em direção à Igreja, a beata avistou um casal de namorados entre carícias e beijos, viu a menina com uma saia curtíssima e esbravejou:
- “Vocês são ajudantes do demônio!”.
Como a cidade era pequena, o acontecido logo se espalhou por todos os cantos e além de ser tratada sob curiosidade e espanto, agora muitos tinham ódio de seu comportamento.
Mesmo assim, a curiosidade era aguçada sobre a vida dela. Ela não era encontrada nos mercadinhos, nem na padaria, muito menos na farmácia e a sua residência possuía muros altos, nem o pátio da casa era possível enxergar. Todos se perguntavam sobre a origem das suas refeições. Será que ela cultivava alimentos em seu próprio lar? Será que ela possuía outras roupas? O que ela fazia sozinha em casa e o porquê de ir tanto a Igreja? O padre Jeremias respeitava o seu silêncio, mas estranhava o fato de ela ir todos os dias na sua paróquia, há exatos 43 anos, e nunca ter se confessado.
Naquele dia algo parecia acontecer. Ela havia tirado o chapéu de sua cabeça. Todos estranharam, afinal fazia sol ou chuva e a beata estava sempre acompanhada de seu chapéu, destes que lembram Sherlock Holmes. Ao adentrar a porta da Igreja ela foi direto ao confessionário. O padre, assustado e um tanto surpreso, se dirigiu ao mesmo. Abriu a janelinha que os aproximava no confessionário com a mão trêmula e gaguejando disse:
- “Bom dia, minha jovem, Ele está contigo neste dia!”.
A beata permaneceu calada. Movimentou as mãos, enfiou os dedos em sua boca e parecia fuxicar os próprios dentes. O padre ficara assustado, já suava frio e observava a tudo com ansiedade e medo. Eis que a beata arrancou o próprio dente incisivo e o ofereceu, dizendo:
- “Estás de sacanagem? ‘Minha jovem’ ? Puta que o pariu!”.
Saiu para caminhar naquela gélida manhã, como se fosse mais um dia após o outro, numa rotina desenfreada que o apunhalava a cada instante. Não haviam amigos, a família estava distante, não atendia a nenhum dos telefonemas e recados dos mesmos e sua companhia parecia ser sempre um nefasto cigarro, cercado de drogas e amigos inúteis no passado, companhias passageiras, namoros que sumiam assim que se virara para o lado esquerdo da cama e seu estado físico era preocupante.
As mesmas vestes, o silêncio, sem comunicação com o mundo, a rotina incessante de trocar os canais segurando o controle remoto na mão, mesmo a televisão estando no volume mudo, não tinha mais prazer pelo banho, os cabelos e a barba já encobriam o seu rosto e o estado fétido de seu corpo já era o seu próprio perfume natural. Não tinha emprego, nem sequer isto o preocupava, a casa em que residia era da avó que, piedosamente, pagava suas contas, escondida do restante da família. A avó invadia o seu lar, deixava alimentos, sempre o flagrava dormindo, embriagado, drogado e estirado feito um papel crepom que grudava no chão úmido. Ele nem notara a presença dela. As frutas apodreciam, os alimentos venciam e ele parecia gostar do auto-flagelo. Se alimentava, quando o efeito de drogas o insistiam a se alimentar. Era nojento sentir o sabor de um feijão estragado no estômago. O banheiro de seu lar se parecia mais com um banheiro de uma praça pública, eis que haviam vestígios de urina por todos os cantos. 
Naquela gélida manhã, havia decido ir caminhar, era um domingo de sol irradiante, as pessoas se encaminhavam para o badalar dos sinos que chamavam todos para a missa, ele saiu de casa sem trancar a porta, vestindo uma jaqueta surrada que havia ganho de presente da madrinha, há longos dezoito anos, e tinha sido costurada diversas vezes pela sua avó, sempre preocupada com o neto. Por baixo da jaqueta, uma baby-look que havia sido de sua primeira namorada, Angélica, bem na verdade o nome da namorada, a primeira e única por sinal, na vida do moribundo Scardes - sim, era este o seu nome, dizem que foi influência do avô, um fã aficionado do personagem vietnamita Doctor Scardes, dos antigos gibis da década de 1910 -, era Patrícia, mas ele a chamava de Angélica, devido a semelhança com a atriz Angelica Houston, o que era uma hipérbole mais-do-que exagerada. A baby-look tinha a face de Michael Jackson, numa antiga campanha publicitária da Pepsi, e até combinavam com sua calça jeans de veludo, cheia de manchas de inalantes, e vestia aquelas sandalhas de tiras de couro, tipo as de Cristo no início dos tempos. De longe, chamava a atenção, o jovem tinha caspas na barba, ramelas pelo olho e caminhava levemente parecendo pisar em ovos. 
Ao caminhar observando tudo pelo caminho e cobrir os olhos do clarão solar que o assustava, afinal eram dias trancado dentro de casa e sentia o peso de sair para fora de casa feito um vampiro com medo do sol. Avistou um banco próximo à praça, deitou-se timidamente, observando todos os lados, escorando a cabeça no meio dos braços, observara a imensidão de uma antiga árvore que fazia sombra sobre o seu rosto. Sentiu a presença de um cachorro ali por perto, destes cães bonzinhos, abandonados, porém dóceis, que em qualquer efeito sonoro abanam o rabo, e foi se aproximando dele com a esperança de encontrar um amigo que lhe fizesse companhia.
Em um ato voraz, o esquisito Scardes abocanhou o cachorro pelo focinho, que gritara muito de dor, mordendo o seu focinho com força. Levantou com a boca cheia de sangue e observou tudo ao seu redor. As pessoas se aproximavam dele vagorosamente. Então ficou de joelhos sobre o banco. Vomitou pela grama e disse adeus, quando o calibre de um revólver 38 atravessou seus miolos. A polícia havia achado e liquidado com "Monseñor Scardes", o colombiano canibal de crianças.
Após todas as celebrações possíveis, o culto na Igreja e a recepção dos convidados na mansão da família Lehr, os recém casados Susan e Nicholas encaminhavam-se para a lua-de-mel. A viagem estava marcada para o sul da Grécia, numa pequena ilha, local destinado somente às famílias com alto poder aquisitivo.
O noivo não gostava muito de regalias e tradições. A noiva havia concordado em levar a própria mãe, Suzanah, junto à lua-de-mel, afinal teria sido ela um verdadeiro anjo em sua vida. O noivo optou por ir dirigindo o seu potente Mercedez, abrindo mão do uso de um motorista particular. Como o casal
ficaria em torno de 30 dias no local, a sogra não atrapalharia os planos deles, afinal ela logo se distrairia com as belezas naturais e os jovens amantes poderiam aproveitar todo o tempo possível juntos, em todas as noites de núpcias.
A sogra foi sentada no banco de trás do automóvel, juntamente com a filha. O noivo não havia gostado muito do espaço físico existente entre o casal dentro do automóvel, mas acabou controlando a sua ira e seus impulsos de ciúmes. Resolveu colocar uma música para distrair e deixar o ambiente mais calmo, afinal eram apenas mãe e filha, uma cena meio anormal em noites de núpcias, mas as duas estavam felizes e comentavam, durante todo o trajeto, sobre o sucesso da festa em mínimos detalhes: a roupa da fulana, o ciclano que levou a nova namorada, como estavam velhos os parentes distantes, etc.
O casamento tinha sido perfeito. Era relevante a decisão de levarem a mãe da noiva junto à viagem de lua-de-mel, mas após horas na estrada, Nicholas já parecia exausto das conversas, um tanto arrependido pela escolha e no rádio do automóvel o som de Madonna, a pedido da noiva, não o estava lhe fazendo muito bem. Suava frio, um tanto nervoso, os batimentos cardíacos estavam acelerados, quando a mão da jovem esposa invadiu o espaço entre o banco e a porta do automóvel o tocando na cintura. A voz suave dela indagou:
- “Você não me ama?”.
Sem nada entender, um pouco mais aliviado com o toque, procurou deixar o ambiente mais escuro, desligando a iluminaria do painel e do som, a ausência da voz da sogra indicava que a mesma havia dormido, e a vontade dele era ser tocado pela noiva enquanto dirigia, pois ainda haviam quilômetros e quilômetros até chegar em seu destino. Levou a mão até sua parte íntima, em um movimento brusco abriu o zíper da calça, e sentia o toque que revelava que viria muito desejo naquele mês todo na ilha grega.
O motorista diminuiu a velocidade, estava gostando da sensação de dirigir e, ao mesmo tempo, ter o contato físico com a sensual esposa, que timidamente emitia uma sonora de satisfação. A sogra havia dormido. A estrada estava sem nenhuma companhia, já se passavam horas de viagem e só houve a companhia de alguns carros pelo caminho, estava tudo tranqüilo.
Quando ele quis se posicionar melhor no banco, a doce voz afirmou em seu ouvido:
- “Vai ser inesquecível este mês na ilha!”.
Em um pensamento rápido ele resolveu que era melhor esperar chegar no local e, na verdade, seriam 30 dias de total satisfação.
Ao afastar a mão que o tocava e com o intuito de fechar o zíper da calça, notou a presença daquela mão enrugada, cheia de anéis e das marcas da vida, se recolhendo pelo espaço entre o banco e a porta.
Era possível admirar a escuridão do céu deitada naquela posição em que se encontrava a cama, no segundo piso de um prédio antigo que se parecia muito com um castelo medieval. A cama estava próxima da janela e deitada semi-nua naquele ângulho também era possível observar os milhares de pontos incandescentes que brilhavam ao redor da lua, esta totalmente cheia, um tanto sinistra, esplêndida, lânguida e sensual. A jovem Thally não sabia explicar o porquê desta noite ela ter achado especial, afinal sempre havia deitado naquela cama, na mesma posição e jamais notou a presença do céu, muito menos da lua, eram cenas insignificantes para o seu mundo, recheado de badalações, champagne e influências sociais. Esta noite diferenciada em sua vida a fez lembrar de amores perdidos, desilusões e isso a faziam pensar em volúpia, êxtase, prazer, etc. Apesar de ter provado de tudo, no que diz respeito ao sexo, ela estava enjoada e relembrar do passado a fazia passar mal. Ela já estava cansada das experiências inovadoras da sociedade promíscua, por ora vulgar e naquele instante começou a analisar toda a sua vida em marcha-a-ré. Ela desejava alguém capaz de conseguir abrir a sua porta para deixar o sol entrar.
Deitada naquela gigantesca cama e sozinha, coberta por lençóis de seda, no escuro e no meio à claridade lunar observava o céu e enxergava um passado não muito distante. Um calor invadiu seu corpo, parecia febril e ela começou a sentir um formigamento no meio das pernas, a fazendo se contorcer na cama. Começou a ficar nervosa, logo se viu mordendo o travesseiro e um tesão contido parecia ultrapassar o calor febril. A respiração estava acelerada, já sentia a saliva pulsar de sua boca e escorrer pelo seu queixo e seu cérebro pairava no desejo de ter um novo homem em sua vida. 
Seus sentidos estavam entorpecidos, seu corpo ansiava por um toque involuntário de outrem, e ela já havia cansado de tocar o mesmo. Inicialmente a jovem estava frustrada com a vida. Neste instante o sexo possuía um bloqueio. Desejava que alguém invadisse o quarto naquele instante e a flagrasse com os lençóis no chão, as vestes íntimas baixadas e o corpo se retorcendo de pudor.
Naquele instante ela parou tudo. Rapidamente se cobriu. Havia escutado um estrondo forte do lado de fora. O tédio e as cobranças de sua mente haviam se transformado em pânico e medo. Não teve forças para fechar a janela, muito menos para espiar brevemente e perceber o que havia acontecido.
Em um pequeno intervalo de tempo, uma luz muito forte invadiu o quarto pela janela. A mesma luz havia brilhado diversas vezes, mas enquanto parecia perdida em seu próprio corpo ela não notara, e somente no estrondo havia se desligado de sua excitação para sentir a presença de algo.
Em um ato corajoso levantou-se rapidamente e foi até a janela. Notou a presença de vultos e um cochicho ao fundo. Mas só pôde diagnosticar uma parte do diálogo:
-“Amanhã colocaremos no Youtube”.
O idoso entrou no ônibus pela porta da frente cheio de sacolas nas mãos. De expressão facial fechada, muito sério, vestindo um pala surrado de cor marrom, uma velha bombacha e chinelos-de-dedo, uma boina de posição diagonal na cabeça encobria seus cabelos grisalhos, num rosto cansado pelo tempo e pelo sol em sua face, decorado com um enorme bigode. Sorriu para o motorista, enquanto levemente subia os degraus do ônibus, que já acelerava vagarosamente para o seu destino. O destino do velhinho era a comunidade de Santa Fé, onde residem sua filha, as netas e o genro. 
Antes de escolher a poltrona a se sentar, analisou com estrema sagacidade o corredor do ônibus à sua frente e, em uma fração de segundo, achou tudo normal. O ônibus não estava completamente lotado, havia jovens retornando da escola no final daquela manhã, mulheres retornando para casa para fazer o almoço para a família, crianças que não paravam quietas pelo corredor e lá no fundo, após a catraca do cobrador, havia um homem totalmente embriagado, com vestes velhas, sem dentes na boca e que cumprimentava todos os passageiros o tempo todo.
- “Bom dia vizinho! Senta aqui comigo, companheiro!”.
O velho homem se abancou pelas poltronas da frente. Ao avistar o bêbado apenas sorriu e passou a observar todo o trajeto, admirando cada paisagem. Na sacola carregava alguns doces e brinquedos aos netos, algumas revistas velhas para o genro e em outra portava as frutas.
A luz do sol que refletia na vidraça do ônibus parecia hipnotizar os passageiros. Muitos estavam exaustos da rotina de trabalho e apenas desejam descansar enquanto o ônibus cumpria o seu trajeto. Outros não tiravam os olhos do velho homem, que observava tudo no corredor do ônibus, pois lhe agradava espiar para os lados à espera de algum acontecimento ou, talvez, tivesse medo de algum acidente de trânsito, assaltos ou simplesmente não se sentia bem naquele lugar.
A viagem era lenta, parecia haver diversos pontos de ônibus em cada quarteirão, o que angustiava o velho homem que, ansioso não via a hora de reencontrar a família após semanas sem visitá-los. A distância entre um quarteirão e outro parecia aumentar e nesse instante a luz do sol refletia em sua face, fazendo com que seus olhos ardessem e, logo, levava as mãos para cobrir o rosto daquela claridade toda.
O motorista jovem o chamou a atenção. O aspecto físico era de um homem menor de idade, fato que o fez reparar insistentemente naquele rapaz. O cobrador parecia estar muito nervoso, tão tenso que se podiam ouvir os batimentos cardíacos dele mesmo à distância.
Logo, reparou que atrás dele havia um jovem rapaz. Tão jovem quanto o motorista. De cabelos tão penteados que pareciam lambuzados, camisa e gravata, e óculos escuros por cima de um olhar assustado pelo reflexo da janela do ônibus.
Sem nada pronunciar, aquele senhor de idade seguiu quieto em sua viagem. Foi quando o motorista lhe alcançou a carteira e, sorrindo, disse:
- “Sou tão novo quanto você!”. 
O jovem que estava atrás dele o segurou pela mão e também quis dizer alguma coisa:
- “É muito estranho na primeira vez, não é mesmo?”.
Sem nada entender, o velho ergueu as pálpebras num sinal de interrogação e quando, subitamente, o bêbado gritou, lá do fundo:
- “Não foi no meu velório! Hoje também não fui no seu!”.
As pessoas diziam a Natalie que ela era sósia de uma modelo francesa famosa. A jovem menina tinha quatorze anos e seu corpo ainda estava em plena adolescência. A comparação com a modelo estrangeira a deixava feliz, empolgada e isto fazia ela ficar horas em frente ao espelho, todos os dias, no início de um narcisismo. A pele branca como um leite, pequenos detalhes de sardas próximos aos olhos, olhos amendoados, uma boca de coloração rosa e ainda possuía o sorriso de uma menina meiga. O corpo estava em transformação, os seios já eram grandes a ponto de usar o mesmo sutiã de sua mãe, a cintura, pernas e ancas já eram de uma mulher formada, mas ela só tinha quatorze anos e só queria saber de ir à escola, no cursinho de línguas estrangeiras, passar horas na casa das amigas e nos domingos, cedo da manhã, ir à missa. Sim, Natalie gostava de ir à missa, onde aprendia muito com o velho padre Arnaldo. 
O seu cuidado com o comportamento diante das pessoas protegia a sua imagem, sabia que ao se ver diante do espelho que já possuía um corpo admirável, onde muitos homens gostariam de poder tocar, mas ela tinha disciplina e era muito tímida, o que a fazia esconder a sua beleza com vestes longas. Acordar cedo e ir à missa nos domingos de manhã era a sua alegria maior, pois comparecia cedo, ajudava nos preparativos para o culto e no retorno da mesma ajudava a sua mãe na tradicional macarronada de domingo. Assim teria o domingo livre para sair com as amigas no cinema, tomar sorvete e passear pelos parques da cidade.
Mas os olhares masculinos a assustavam. A primeira vez que ela pôde perceber isto aconteceu em sua própria casa, quando um amigo de seu pai, tradicional médico na cidade, foi jantar em sua residência. Todos estavam envolta à mesa, saboreando a deliciosa janta que a mãe de Natalie preparou: um assado de carne suína, arroz, saladas e estrogonofe. Como estava em casa, a jovem não se importou em comparecer na cozinha vestindo um pequeno vestido e uma destas blusinhas de alças que ressaltava seus grandes peitos. Ela recém saira do banho, os cabelos estavam úmidos e as pequenas gotículas invadiam sua blusa amarela, encharcando-a aos poucos e logo era visível o formato de seus mamilos. O curioso foi que ao se levantar da mesa e se dirigir à pia com as louças sujas nas mãos, o amigo de seu pai, o médico da família, a segurou pela cintura e se ofereceu para ajudar no serviço. Num movimento rápido ele tocou as suas nádegas e em seguida se afastou dela.
Aquilo a deixou nervosa, havia sido o seu primeiro contato físico com outra pessoa, embora de surpresa, sentia arrepios por todo o corpo, e por outro lado sentira nojo, não sabia se contava aos pais ou se guardava pra si aquele segredo. Após dois dias, Natalie estava muito confusa e resolveu que iria à Igreja, no dia da missa, para se confessar ao jovem padre, dizendo a ele o acontecido. Aquilo a estava incomodando, a deixando sem sono todas as noites e, ao mesmo tempo, estava curiosa.
Ao chegar muito cedo na Igreja, entrando pelo lado direito da Paróquia, Natalie percebeu que Padre Arnaldo já estava acordado, recém havia feito o café e ficou completamente assustado ao perceber que a jovem chorava, estava nervosa e que algo grave havia acontecido. O padre adorava aquela menina, a cuidava com zelo total e aos poucos foi ouvindo o que afligia a sua fiel amiga. 
O sol começava a surgir, era cedo demais naquele domingo e a jovem Natalie havia passado por dois dias de extrema confusão mental, por muito pouco não contou aos pais que o médico havia a bolinado... chorava pelos cantos da casa, tinha vontade de se esconder do mundo, até mesmo de morrer e sabia que não suportaria mais enxergar o vilão que a tocou.
O padre sugeriu que realizassem orações, foi acalmando a jovem com a leitura de trechos bíblicos, pediu que ela tivesse calma e se dirigiu ao telefone para ligar para os seus pais. Ele já sabia de tudo e o segredo dela deveria ser revelado.
O padre estava de costas, a menina chorava deitada ao chão, quando uma terceira pessoa invadiu a sala. Ambos notaram a sua presença, mas não o enxergavam. A menina sentia sussurros no ouvido e começava a gritar aos planctos:
- “Me perdoa, me perdoa! Não consigo evitar o que estou sentindo! Meu corpo me impede de reagir!”.
O padre, trêmulo, largou o telefone na mesa, a ligação já havia sido feita, já era notável o atendimento da ligação do outro lado da linha, era a mãe de Natalie que eles escutavam dizendo “Alô!”, insistentemente.
Em um ato fulminante a menina jogou seu corpo contra o padre. A terceira pessoa na sala só ria, um riso compulsivo. O padre se entregou à luxúria. Com o telefone ainda em ligação, a mãe dela, sem nada entender, ainda dizia “alô”, porque escutara os gemidos e, curiosa, como a filha, continuou ouvindo.
O pai de Natalie, em sua casa, ao perceber que a esposa estava quieta ao telefone, indagou:
- “Com quem falas, querida?”.
Com a expressão facial de susto, um tanto apavorada, ela disse:
- “Acreditas que uns pervertidos passam trotes para as pessoas, cedo da manhã?”.
- “Meu Deus, preciso ir à Igreja, o mundo está perdido”, disse a mãe.
O quarto escuro, o silêncio vazio na cidade, e a aconchegante cama de Amélie não a ajudavam a enfrentar a sua maior preocupação: a falta de sono. A baixa qualidade de sono já estava virando rotina na vida desta jovem que durante o dia enfrentava a rotina de passar o tempo todo em frente a um computador, no cansativo serviço de telemarketing. A escuridão total em seu quarto, a qual muitas vezes ficava impossibilitada de enxergar a porta do mesmo, o tranqüilo som das árvores que balançavam com o vento próximo à sua janela, o travesseiro feito de penas e a cama aconchegante, não eram suficientes para enfrentar o sono inadequado que a titubeava em rolagens da direita para esquerda, e vice-versa, todas as noites, deixando seu amanhecer com um ar hostil e rabugento, aonde um simples “Bom dia”, era uma tarefa impossível. 
Já era muito tarde daquela fria noite de inverno e o sono não vinha e de nada adiantavam as crendices populares de “contar carneirinhos”, tanto de pijama ou nua na cama a angústia era a mesma, nem a leitura a conduzia para o cansaço, onde histórias que a fizessem relaxar, em pequenos contos que escutara em seu aparelho sonoro, afastavam o sono e ocupavam a sua mente com lembranças ruins do passado, o que se tornava tedioso.
O intervalo entre o seu quarto e o banheiro sempre permaneciam também escuros, tinha medo do escuro quando criança, quando pequenos contos de lobisomem, saci-pererê, bruxas e gnomos a faziam dormir com os pais, no meio de ambos. Era preciso sempre lutar contra este mal chamado insônia todas as noites, mas a derrota era constante.
Já adulta, beirando os 29 anos, ela havia deixado para trás o medo do escuro, mas ao invés disso, o pesadelo real, por ora imaginário, era formado por visões constantes em seu quarto: criaturas saiam das sombras das paredes enquanto as luzes se apagavam, e quando as luzes estavam acesas ela não tinha a ambição de dormir, e acabava passando a noite no computador procurando o que fazer em sites de relacionamentos.
Nesta noite, a vontade de acabar com todo este mal que a apunhalava ao anoitecer estava evidente em sua mente, mas no apagar das luzes logo sentiu um arrepio, destes que começam no início da coluna e parecem nos emudecer por alguns segundos. Constrangida, e novamente sem conseguir dormir ela se deparou a sorrir sozinha, em repleta escuridão em seu quarto. O riso amarelado, fraco, forçado e meramente tímido foi daqueles de tentar enganar a si mesmo, como se o consciente dissesse ao inconsciente que não estava com medo naquele momento.
Pensou em levantar, acender a luz, beber um copo de leite e ler um pouco até o sono se aproximar, mas um pequeno estalo no chão da casa, feito de madeiras, já velhas com o tempo, o deixaram tímida na cama, ao ponto de cobrir todo o corpo com um cobertor. Ela tremeu. Foi quando percebeu a presença de uma sombra, mesmo no escuro, passando vagarosamente pela parede de seu quarto.
Talvez tivesse achado que havia visto uma sombra em meio a tanto escuro. Ajeitou-se na cama e ficou espiando um bom tempo. Nada mais aconteceu. Mas a sombra que era negra, agora apresentava um brilho constante de cor amarelada. Ela lembrou que na infância tivera medo do escuro, mas não tinha mais este medo. Mesmo assim, não pode evitar respirar fundo e em instantes de hesitação começou a encolher-se entre os cobertores.
Em sua mente as coisas que eram desocupadas se tornaram fortes, os medos irracionais estavam de volta, começava a ficar perplexa, histérica, trêmula e sentia-se a criatura mais idiota do mundo, ao mesmo tempo em que beirava entre o medo e o pânico em seu quarto. 
Sentiu algo encostar nas suas costas, foi como se uma mão suave passasse rapidamente por seu corpo, desejava gritar mas parecia ter ficado muda. As mãos estavam geladas, as pernas estavam congeladas, e completamente assustada tentou se mexer, vindo a cair da cama. Quis fechar os olhos e desejar que logo amanhecesse, nem isso conseguiu. Já soluçava, suava frio, lembrava de acontecimentos ruins, de cenas sobrenaturais de um filme de terror e de todas as coisas que poderiam lhe acontecer. Quando, fulminantemente, um som:
-“Miaaaaaaaaaaaauuuuuuu”.
No dia em que realizou a sua mudança para uma pequena cidade no interior, o jovem pintor apenas desejava um local tranqüilo para refletir e realizar as suas pinturas, afinal a perda dos pais em um terrível acidente aéreo o deixou perturbado durante meses, completamente perplexo pelo fato de residir numa metrópole, sendo incomodado pelo incessante barulho durante toda o dia. 
Assim que começou a ajeitar os móveis pela casa e aos poucos se acostumar com o silêncio, o clima aconchegante de inverno e a imensidão da casa transmitiam ao artista uma sensação de solidão, o que bloqueava seus instintos artísticos a criar, o que o deixava estupefato, o fazia circular sem rumo pela casa, sem parar...
Já fazia algum tempo que o modesto pintor, aficionado em arte barroca, estava confuso, uma briga interna de consciente versus inconsciente, e a imaginação estava ofuscada, nenhuma criação surgia e aquilo o fazia caminhar pela casa, fumar exageradamente pelo pátio, enfeitando-o com bitucas de cigarros, nem mesmo o seu nome de artista, Estradiuvarious, o fazia acreditar que algo poderia dar certo. Parecia o fim, o marasmo era o seu passatempo, a dor a companhia e o negativismo o seu futuro próximo.
Num belo condomínio em frente ao seu, após semanas residindo naquela casa, em total desordem, sujeira e sem vontade de fazer nada, apenas perambulava pelo pátio e consumia um cigarro atrás do outro, ele avistou a presença de Yasmin, uma loura que ali residia, vestindo uma blusa de frio e uma calça tão apertada quanto os dedos do pintor segurando mais um cigarro. Aparentemente, a vizinha deveria ter 45 anos, pele clara, olhos verdes, cabelos longos e lisos que encerravam-se no início de suas nádegas, onde escondia a metade de uma tatuagem enigmática, um corpo de uma jovem mulher, e um sorriso que, ao avistar o vizinho, lhe deu boas-vindas àquele longínquo bairro.
Aquela visão pareceu o acender para o mundo artístico, e impulsivamente atravessou a rua indo em direção à estranha vizinha, que parecia ter o mesmo dia-a-dia que ele, afinal não haviam sinais de mais pessoas pela casa, janelas fechadas, nem a presença de automóvel e passo a passo foi atravessando a rua e entrando no quintal da casa, quando percebeu que nem cachorros existiam por lá. 
Ao ouvir as pegadas sobre os ladrilhos da calçada, logo ela olhou assustada e sorriu brevemente, dando-lhe as boas vindas e, ingenuamente, dizendo que não havia percebido a sua presença na casa à frente. O pintor se aproximou, e mesmo ao perceber que a tímida Yasmin era casada, eis que haviam gravatas penduradas no varal, ele foi se aproximando sem entender o que ali fazia. Estaria louco? O bloqueio artístico o havia prendido naquela curiosidade intensa ao tempo de cometer irracionalidades?
Ao se aproximar da estranha mulher não disse nada. Apenas abriu o zíper da calça e estirou seu membro sexual para fora, ali mesmo, no pátio da casa dela, sem nada dizer, em total neurose de artista. Estática e confusa, ela sorriu da cena, e logo demonstrava que seus mamilos estavam enrijecidos de prazer, era curioso aquela cena, nem em fantasias sexuais seu marido havia brincado disso, e o pintor, que há semanas circulava por ali, preso em seu mundo, não havia dito nenhuma palavra. Sua expressão facial assustaria qualquer ser, mesmo assim a loura levou as mãos até seu órgão genital e começou a pulsá-lo em movimentos bruscos, aproximando a sua boca do mesmo.
Ao sentir o calor em suas mãos, o jovem pintor percebeu que o cigarro queimava os seus dedos, a vizinha loura nem estava mais em frente à sua casa, jamais direcionou o olhar a ele com outra intenção, e o seu bloqueio mental perdurava em segundos na sua mente, quando em susto soltou no pátio o cigarro que havia queimado o filtro e seus dedos, e sua imaginação sexual com a vizinha não havia durado sequer cinco segundos.
A vida nos ensina que tudo que é fácil, não faz parte do vocabulário das pessoas que pensam. Tudo que é ganho sem esforço, também é perdido sem nenhum esforço, e que nada somos sem a presença do amor... Não lembramos do amor somente no fato de um ser amar ao outro, mas também à natureza, os animais e acreditar que um outro mundo é possível, afinal as fantasias não passam de paranóias aguçadas, a solidão mata e a nossa mente é o revólver de maior calibre, se não souber manusear ele dispara.
A rua estava vazia. Ela caminhava sozinha naquela travessa escura, em uma madrugada sombria, baixa temperatura, umidade e frio cortante que assolava a sua pele. A neblina originava um aspecto perturbador em meio aquela paisagem sinistra, típica de filmes de suspense e terror, cercada de árvores enormes e enigmáticas. A jovem, no pudor de seus quinze anos, passava por este caminho todas as noites, ao retornar da casa da avó. Mesmo em noites chuvosas, o trajeto solitário de suas caminhadas era constante, afinal era preciso visitar todas as noites o lar de seus avós, para cuidar dos mesmos.
Naquela noite, o medo invadiu a sua mente, seu coração estava gélido, e suas imaginações a cada passo, que parecia acelerar a cada segundo, sem olhar para os lados, por ora dando algumas espiadinhas para trás, e tentando motivar a sua mente a pensar algo que a acalmasse, pois a mesma parecia agir contra ela naquele instante. Ainda faltavam alguns metros até sentir-se segura em seu lar, embora a sua mente já a assustará que no dia seguinte aconteceria tudo, novamente.
Em cada passo acelerado, da jovem menina, que vestia uniforme colegial, uma blusa branca combinada com uma gravata escura, que já sufocavam seu pescoço jovial, e a saia, que não importava mais a mudança de temperatura, e nem o vento que a levantava, o objetivo era logo chegar em casa, mas o piso úmido e deslizante, a impediam de correr por estar calçada com sapatilhas de plástico, surpreendentemente escorregadias. Lembranças desconexas absorviam seus pensamentos, o inconsciente pedia passagem em sua mente de forma inusitada e avassaladora, o que faziam suas idéias serem distantes, mas o medo era recente, a mente começava a ficar confusa a ponto de tropeçar em vários percalços e chutar por vezes pedras perdidas pelo caminho. Sentia-se cansada, encharcada, insegura e ansiosa, chegando a fechar os olhos por alguns segundos e caminhar em total escuridão, quando as vozes surgiam e a chamavam pelo nome: “Sophiaaaa!!!!!!!!!”. Uma voz suave, compatível à uma criança de quatro anos, com gargalhadas jocosas ao fundo. 
No quarteirão seguinte, o último até a chegada de sua casa, a paisagem estava estranha, era inexistente a presença da drogaria... nem a banca de revistas estava por ali e o local não era nada familiar. As calçadas estavam mais estreitas, havia túmulos à sua direita e, à esquerda, muito deles. Por trás, um coro de crianças sem faces, a chamando pelo nome: “Sophiaaaa!!!”. Um pequeno badalar de sinos iniciava timidamente, a umidade no chão era exagerada, e a vontade de correr, a impedia de pensar em poder correr descalça, já que o calçado era escorregadio, destes feitos de borracha ultra-fina.
Como isto estava acontecendo? Por que todas as noites o mesmo trajeto, qual era o motivo de voltar para a casa, se a possibilidade de dormir na casa dos avós parecia ser mais plausível? Será que era a neblina a causadora de todo aquele medo? A neblina teria desviado a jovem do trajeto até a sua casa? Todos estes pensamentos prendiam a sua mente, a jovem já soluçava de medo e transpirava excessivamente, lágrimas já escorriam pela sua face, a voz que tinha a ânsia por um pedido de socorro a impediam de gritar, parecia estar rouca.
Tinha apenas fechado os olhos por um instante e apressado o passo, mas o cenário estranho daquela via já a fazia pensar que devido a neblina talvez tivesse errado o caminho. Insistiu em continuar caminhando, invadiu a calçada estreita que era formada por pedras soltas, não entendia nada do que estava acontecendo e o seu coração disparava, repleto de medo, foi quando viu bem a sua frente uma pequena lâmpada acender, onde parecia ser o final da ruela, havia um túmulo e uma mulher deitada sobre.
Quando mais perto estava, notou que o túmulo era uma cama, aquela luz já parecia familiar, pelas informações existentes numa parede ao fundo reconheceu poesias escritas na parede com a sua própria grafia. Notou a presença de uma jovem e linda mulher, corpo formado de por volta da mesma idade que a sua, e um barulho de porta abriu-se e subitamente em gritos insistentes assoava: “Sophiaaaa!!!! São 7 horas! E eu já não disse várias vezes para você não dormir somente de calcinha, menina?”.
Sentiu-se aliviada por um instante, a voz era de seu pai. A luz e as escritas revelam ser um pedaço de seu quarto. Mas o bumbum enfeitado com a calcinha de bandeira dos Estados Unidos, revelava ser ela mesma ali presente.
Ás vezes sonhamos e nos enxergamos em diferentes atitudes. Os sonhos não são compreensíveis, mas a mente humana nos coloca em diferentes situações, onde um simples acordar pode virar um pesadelo. Todo mundo tem medo de alguma coisa, mas a nossa mente é uma locadora de filmes: um dia você loca um romance, outras vezes um terror e às vezes te indicam um filme que estava lá no almoxarifado, bem escondido, perdido e que você nem lembrava mais de sua existência.
Até o Grenal desta tarde, o de número 377, válido pelo 1º turno do campeonato brasileiro 2009, Internacional e Grêmio já se enfrentaram 376 vezes, sendo 141 vitórias do colorado, 118 vitórias tricolores e 117 empates. O Inter marcou 538 gols em grenais, contra 499 gols marcados pelo Grêmio. Em toda a história do clássico, o maior artilheiro pelo lado do Beira-Rio foi Carlitos (42 gols marcados) e pelo lado da Azenha, Luiz Carvalho (17 gols marcados). 
Embora neste ano já tenha ocorrido três clássicos, válidos pelo campeonato gaúcho, todos com vitórias do Internacional, e pelo mesmo placar, 2 a 1, o Grenal de hoje é o primeiro após o Internacional ter completado 100 anos de fundação, o que já foi batizado como "Grenal Centenário", pelo fato de já haver um século de rivalidade neste duelo.
O PRIMEIRO GRENAL
Fundado em 04 de Abril de 1909, o Internacional logo foi desafiado pelo rival Grêmio, o qual já existia desde 1903 (fundado em 15 de Setembro de 1903), a realizar, amistosamente, o primeiro clássico. Com apenas três meses de fundação, o Internacional foi goleado pelo placar de 10 a 0.
AS PRIMEIRAS GOLEADAS Em 18 de Junho de 1911, o Grêmio voltou a vencer o Internacional pelo placar de 10 a 1. A primeira vitória do Inter aconteceu em 31 de Outubro de 1915, pelo placar de 4 a 1. A DÉCADA DE 1920 O primeiro empate em Grenais só foi acontecer em 24 de Maio de 1925, no 3 a 3, com o primeiro gol contra nos clássicos, o de Meneghetti do Grêmio. O nome Gre-Nal surgiu em 1926, na vitória do Grêmio pelo placar de 4 a 1. O Inter voltou a vencer o clássico em 1927, pelo placar de 3 a 1. A DÉCADA DE 1930 O primeiro clássico desta década foi vencido pelo Grêmio, 3 a 1, em 04 de Maio de 1930. Na inauguração do novo estádio do Inter, Eucaliptos, em 1931, o Inter venceu o primeiro Gre-Nal no novo estádio, pelo placar de 3 a 0. No mesmo ano, no primeiro clássico Gre-Nal disputado à noite, o Grêmio venceu por 2 a 0, na Baixada. Em 1935, na decisão do Citadino "100 anos da Revolução Farroupilha", o Grêmio venceu por 2 a 0. Considerado o maior clássico desta década, o empate em 4 a 4, em 1938, marcou a estréia de Carlitos no Sport Club Internacional. No mesmo ano, em outro clássico, o atacante Luiz Carlos, maior artilheiro da história do Grêmio no clássico, se despediu levando 6 a 0 do Inter. ANOS 40 E O "ROLO-COMPRESSOR" O Hexacampeão gaúcho Internacional, em 1945, conquistou este título na vitória de 4 a 2 no Gre-Nal, foi o jogo em que o Internacional ultrapassou o Grêmio em número de vitórias no clássico. Em 1948, o Inter aplicou a goleada de 7 a 0 no Grêmio, a maior goleada colorada até os dias de hoje. O Grêmio só venceu o "Rolo-Compressor" em 1946, pelo placar de 2 a 1. A INAUGURAÇÃO DO OLÍMPICO MONUMENTAL Em 1954, na inauguração do estádio do Grêmio, o Olímpico Monumental, o Internacional não tomou conhecimento do novo estádio e da festa e aplicou uma goleada de 6 a 2. Um ano antes, no último Gre-Nal na baixada, antigo estádio do Grêmio, o Inter venceu por 2 a 0. Em 1952, ano em que um primeiro negro vestiu a camisa do Grêmio, o Grêmio venceu o Grenal por 2 a 1, com gols dele, o primeiro negro, Camacho. A DÉCADA DE INAUGURAÇÃO DO BEIRA-RIO Nova goleada do Grêmio, em 1963, desta vez por 4 a 2. Em 1964, Grêmio faz 3 a 0 no Internacional. Primeiro grenal numa competição nacional, a antiga Taça Roberto Gomes Pedrosa (o primeiro campeonato nacional no país), Inter 2 a 0. Em 1969, o primeiro Grenal no Beira-Rio, Inter 1 a 0 (o estádio foi inaugurado em 06 de Abril de 1969). A primeira final no Beira-Rio, empate em 0 a 0 no Gre-nal, e título para o Internacional em 1969. ANOS 1970 O Gre-Nal número 200, em 1971, Grêmio venceu por 3 a 1. 1º Grenal no campeonato brasileiro, em 1971, Inter 1 a 0. O Heptacampeonato gaúcho do Inter, em 1975, Inter 3 a 1, no Beira-Rio. Em 1976, no ano do bicampeonato em 1976, Inter, de virada, 3 a 1. ANOS 1980 Inter volta a golear o Grêmio no clássico de 1982, por 3 a 1, com três gols de Geraldão, antigo ídolo gremista. No jogo de entrega das faixas de campeão mundial ao Grêmio, em Janeiro de 1984, Renato Portallupi despacha o rival num eletrizante 4 a 2, com dois gols do herói do mundial gremista de 1983. Em 1987, o atacante Lima, abre o placar com três gols, em quinze minutos de jogo, Grêmio 3 a 0. O Inter marca dois, mas perde por 3 a 2 e, também, o campeonato gaúcho daquele ano. Em 1987, Grenal fica marcado pelo "frango histórico" de Taffarel, na derrota do Inter por 1 a 0, válida pelo campeonato brasileiro, levando um gol olímpico de Jorge Veras. O Gre-Nal do Século, em 1989, Nílson vira o jogo para o Internacional, 2 a 1, nas semifinais do Brasileirão, colocando o Colorado na final do certame e na Taça Libertadores da América. O primeiro Gre-Nal que decidiu um campeonato nos pênaltis aconteceu em 1989, na final do campeonati gaúcho, onde o Grêmio venceu por 4 a 3. ANOS 1990 Herói pelo Inter em 1989, Nílson, em 1990 no Grêmio, fez o gol da vitória tricolor no primeiro Grenal desta década. Vitória gremista por 1 a 0. Na Copa do Brasil de 1992, após dois empates em 1 a 1, Inter elimina o Grêmio nos pênaltis por 3 a 0, com três defesas do goleiro paraguaio "Gato" Fernández, nas quartas-de-finais da competição. O Colorado voltaria a golear o rival no campeonato gaúcho de 1994, com vitória de 4 a 1. Na Era Felipão no Grêmio, em 1995, vitória gremista por 2 a 0, pelo Brasileirão, e 2 a 1 na final do Gaúchão conquistado pelo tricolor. Final do gauchão de 1997, vitória colorada, 1 a 0, gol antológico de Fabiano. Goleada colorada pelo Brasileirão de 1997, em pleno Olímpico, por 5 a 2, com um show de Fabiano. Em 1999, o primeiro gol de Ronaldinho Gaúcho em clássicos, na vitória de 2 a 0 do Grêmio, na final do Gauchão. Jogo em que o craque Ronaldinho deu um balãozinho e um drible de elástico no capitão do Tetra, Dunga. ANOS 2000 Após 13 clássicos sem vencer, o Internacional recupera a hegemonia em 2003, na vitória por 2 a 1, com dois gols de Daniel Carvalho, pelo campeonato gaúcho. No mesmo ano, pelo Brasileirão, Grêmio 1 a 0, gol de Christian. O primeiro gol de Nilmar no clássico, em 2004, na vitória colorada por 2 a 1. O gol 1.000 em Grenais, em 2004, pelo Brasileirão, foi marcado por Fernandão, na estréia dele no Internacional, na vitória colorada por 2 a 0. Em 2004, o Internacional também vence no Olímpico, pelo Brasileirão, por 3 a 1. No ano das maiores conquistas do Internacional, o Grêmio conquista o campeonato gaúcho ao empatar no Beira-Rio, em 1 a 1. Em 2008, pelo campeonato brasileiro, show do argentino D'Alessandro, na vitória colorada por 4 a 1.
Em 30 de Julho de 1916, o Internacional venceu o Grêmio pelo placar de 6 a 1.
O Grêmio só voltou a golear o rival, em 1957, na vitória por 5 a 3.
No ano do Tricampeonato Brasileiro, em 1979, Inter 1 a 0 no Grêmio.
Na final do campeonato gaúcho de 1990, Grêmio 4 a 1, em tarde inspirada de Cuca e Paulo Egídio.
O mundo está recheado de coisas fúteis, banais e, acima de tudo, vulgares. Entre o mundo das vulgaridades, o que mais me deixa estupefato e com olhar de desaprovação são as “mulheres perfeitas”. Sim, muitos aqui estarão neste momento a questionar a minha sanidade, mas as “perfeitinhas” me enojam.
A “perfeitinha” é casada com os meios-de-comunicação, está sempre atenta às novelas e não perde as dicas de beleza do “Jornal Hoje” e do “Fantástico”, e se a moda que um “visionário” estilista viaja e diz, mesmo às gargalhadas, que na próxima estação “a moda vai ser” usar estrume de porco no cabelo curto, picoteado com um garfo, todas elas entram na moda. Afinal estão cansadas de acordar as seis da manhã, sendo que o trabalho inicia às nove horas, para fazer duas horas de “chapinha”. E as novelas? Ah, as novelas, em tempo, o colar que a atriz tal está usando lota as barraquinhas de Camelô, e os vendedores mesmo extrapolam-se aos berros “olha..olha...o colar da Juliana Paes”... “quem vai levar? É baratinho!”. Vejamos, baratinho é a essência moral de pessoas que seguem isto, tudo bem você, leitor, vai querer me dar uma lição de moral e dizer que eu devo deixar as pessoas felizes e fazerem o que elas bem entendem, certo? Errado, isso jamais vai ser uma felicidade, e sim uma superficialidade de plástico e enganosa de seu próprio espelho. 
E a burrice descontrolada continua, as mulheres estão colocando seios e bumbuns de silicone, usam calças jeans que ajeitam as nádegas, os sutiãs enganam e passam a imagem que são lindos peitos enormes e levantados, como se isto fosse um padrão, pois do que adianta ter lindos peitos e enormes, se for uma mulher frígida, ou, se estiver pequenos pêlos ao redor dos mamilos? E se os mamilos forem feios? E se houverem deformidades com o tempo?
São bonecas bizarras que poderiam estar num cenário de filme, talvez “Blade Runner”, por ser um experimentalismo doentio, regadas a regras baratas, que não sabemos o porquê de toda esta babaquice, tão fútil quanto usar o cós da calça lá embaixo, em tom de quase mostrar o início da vagina. A tatuagem e os piercing’s, que antes eram objetos exóticos de pessoas com personalidades diferenciadas do “oba-oba”, pessoas distantes do “Circo, regado a água, pão e jogo-do-bicho”, hoje é tão comum feito um telefone celular, que aliás, é o maior aliado destas “perfeitinhas”, que não se desgrudam destes aparelhos, ainda mais se o mesmo tiver como periférico uma câmera fotográfica, motivo para fazer fotografias sexy’s para postar no Orkut, ou se possuir filmadora, um pequeno vídeo, rebolando, com as cantoras piranhas mais admiradas do mundo (que tal Fergie? Que tal Britney? Que tal Aguilera?), com vestes íntimas e colocar no Youtube, com a néscia idéia de “serei famosa”, “me chamarão de gostosa”, “vou ser desejada por todos e estarão eles ajoelhados aos meus pés”. Sim, só esquecem de entender que para a maioria dos homens, elas só serão um vazamento descontrolado de sêmen e nada mais.
As “perfeitinhas” malham o ano todo para ter uma bunda durinha. Que coisa mais deselegante uma bunda durinha, parece mais uma boneca mórbida do que algo que possamos mesmo chamar de “gostosa”, pois o bom mesmo é o bumbum “fofinho”, que temos onde pegar e massagear, e aliás as “perfeitinhas” jamais serão amadas porque elas se produzem para a vulgaridade, são alunas de Madonna, são alunas de Deborah Secco, são as prostitutas das casas vermelhas fazendo compras pelo centro, afinal as selecionadas, bundas durinhas, regadas a tatuagens, bronzeamentos artificiais, calças com cós baixo, mulheres de chapinha, estão sempre possuirão a imagem de “vadias de vitrines”, e as palavras “amor”, “paixão” e “casar, ter família e filhos” jamais estarão em seu vocabulário, porque a vida toda elas só se preocuparam em “ser algo para os outros”, odeiam machistas e pervertidos mas estão sempre agradando a mente, a visão e a perversidade deles com suas “modas” e suas necessidades nesciantes de “precisar ser gostosa”, fato onde a grande maioria não entende que o termo “gostosa” é a mulher excelente entre quatro paredes, que gosta do que faz, que faz com quem ama, e se entrega totalmente a este amor carnal com seu parceiro, isto chamamos de gostosa. O corpinho bonitinho, é mais uma fanfarrice da mídia que separa as pessoas, em feias e bonitas, bem vestidos e mal vestidos, e esta vulgaridade não agrada ninguém, porque as “perfeitinhas” só conseguirão uma extensa lista de homens que desejam despi-la e um apelido que ficará marcado pra sempre em suas vidas: “putinha”.
As “perfeitinhas” que me perdoem, mas as mulheres especiais são as naturais, as que nascem e se aceitam como são, as que abrem os seus corações para o amor, as que não se importam com roupas, modas, acessórios de silicone no corpo, aquelas que quando saem de casa saem arrumadas para agradar os olhos do marido, e não para mostrar ao mundo que são vulgares, fúteis, descartáveis e, a meu ver, são “prostitutas gratuitas”, que pagam para serem penetradas, afinal gastam horrores com estas superficialidades, desfilam nas ruas com toda a vulgaridade, se aquecem em academias com total burrice e perversidade, e ainda saem às ruas exibindo uma “putaria descontrolada”, onde na hora de dormir, até os vira-latas estarão se masturbando imaginando a cena de das reboladas delas, sem esquecer que as mesmas estão pedindo, de forma inconsciente, para levar uma mão nas nádegas. As “perfeitinhas” são mais nojentas que restolhos de necessidades escatológicas, misturadas com pedacinhos de papel higiênico, lambuzadas com gotículas de menstruação, misturados num lixo cheio de pentelhos e catarros verdes.É o pior de tudo, é que elas adoram “baile funk”, locais onde até entram sem calcinha, aliás a calcinha deixou de ser há muito tempo algo romântico e misterioso, sendo substituída apenas por um pano de intervalo.
Já dizia Nietszche que ninguém pode construir em teu lugar as pontes que você deverá atravessar na vida. Hoje é tão modista a sensação de falar ou citar Friedrich Nietzsche como uma expressão normal, ou no intuito de dar relevância a um discurso confuso, covarde e, outrossim, apenas desigual aos demais, achando ser este um ato inteligente para se fazer o inteligente.
Parece que não precisamos discutir que a Filosofia esteja em alta. Não sei bem como enxergar este possível sinal dos tempos. Mas, quando até o programa Fantástico, recheado de entretenimento e moda, se dispõe a avaliar o comportamento humano, retratando relações familiares diante das câmeras, num imenso Big Brother Brasil, aquela velha máxima que deve fazer George Orwell tremular no sepulcro e se perguntar: “Por que eu fui escrever o tal 1984”?
Para quem nunca ouviu falar, a obra de Orwell, 1984, é um livro que conta a história de Winston Smith, membro do partido externo, funcionário do Ministério da Verdade. A função de Winston é reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do Partido. Nada muito diferente de um jornalista ou um historiador. Winston questiona a opressão que o Partido exercia nos cidadãos. Se alguém pensasse diferente, cometia um crime e fatalmente seria capturado pela Polícia do Pensamento e era vaporizado. Desaparecia.
O mesmo Orwell que escreveu “A Revolução dos Bichos”, é um livro de extrema importância para entendermos o funcionamento de sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano, o "sonho do poder". E este livro que inspirou Roger Waters a produzir, juntamente com o Pink Floyd, o álbum “Animals”, trazendo as músicas “Dogs”, “Sheep” e “Pigs”.
O Pink Floyd, que a meu ver, foi o maior nome na história do rock’ n’ roll, de estilo progressista (veja mais em http://psiquedelein.blogspot.com/ ), que influenciou a minha vida, o cotidiano de alguém que já leu Nietszche, que assistiu muitas vezes o Fantástico, que entende um pouco de Psicologia e que já conheceu George Orwell.
Aqui, poderíamos destacar que essa quase ressurreição nietzscheana ocorre em pelo menos duas esferas: na academia e fora dela. Quanto ao primeiro dos nichos, poder-se-ia assemealhar uma vasta produção acerca de Nietzsche representada por estudos (livros e artigos), seminários e até congressos.
A Rede Globo, ao comprar os direitos do Big Brother Brasil, programa europeu que foi baseado na obra de Orwell, que influenciou Roger Waters, que fez todos conhecermos um pouco desta banda, seja através de “Another Brick in the Wall” ou “Wish you were here”, mesmo em superficialidade histórica e sonora, é a mesma emissora que uma vez passou na Tela Quente o filme “The Wall”, dirigido por Alan Parker, que foi baseado na história do mesmo Waters, do mesmo Pink Floyd, mas que jamais vimos pelo Fantástico, agora trabalha a questão emocional e familiar humana em sua programação, mostrando o dia-a-dia de pessoas, num extenso Big Brother Brasil, que incentiva as pessoas a saber separar o lixo, mas também exibe a intimidade da família para o mundo todo, neste vício virtual que acaba no Youtube, no Google, no Orkut. Assim como no Orkut, no Youtube e no Google encontro eu, tu te encontras, nós somos encontrados e também encontramos o Orwell, o Nietszche, o Roger Waters, o Pink Floyd, a Rede Globo, o Fantástico, o Alan Parker, que também dirigiu O Expresso da Meia-Noite, que já foi citado pelo Roger Waters em uma entrevista, que já passou na Rede Globo, já esteve exibido no Fantástico, e que assim como o Pink Floyd, também surgiu em Londres (Inglaterra).
A família exibida na televisão, sendo apenas privada das filmagens nos momentos em que fazem suas necessidades escatológicas, aprendem a economizar a preservar a água, assim como Waters aceitou o convite de Bob Geldof, que foi o ator principal em The Wall, para participar do “Live 8”, na África, em prol da pobreza e do ambientalismo, que passou na Rede Globo, que também encontramos no Youtube, no Google, no Orkut, que por lá algum africano já deve ter assistido a outros filmes de Alan Parker, sim, “Mississipi em Chamas”, certamente há muitos africanos que estudaram Nietzsche e que já houveram revoluções, existem bichos, mas há seres humanos pensantes que já ouviram falar de Orwell, e por aquele continente também existe o Big Brother.
A família que precisa a aceitar a convivência da filha com a madrasta, que é mais um caso de Psicologia, que passa no Fantástico, que Nietszche definiria como “É difícil viver com as pessoas, porque calar é muito difícil”, a qual a mesma família precisa de um tempo, e tempo lembra “Time”, e “Time” lembra Roger Waters, que lembra Pink Floyd... que a família do corinthiano parece não gostar, mas logo estarão à frente da TV para assistir “Evita”, que é do Alan Parker, enquanto a menina senta no sofá e as calcinhas são evidenciadas, e se falamos em calcinhas lembramos de uma cena de 1984, de Orwell, onde a moça é assassinada no momento em que despe a roupa íntima, que está passando tudo isso no Fantástico e logo mais, você assistirá a outro programa, que também parece um realitty show, onde as pessoas devem enfrentar cobras e ratos em busca de dinheiro. E dinheiro lembra “Money”, e “money” lembra Pink Floyd, no álbum Dark Side of the Moon, que teve gravações na África, onde Alan Parker gravou “Quando as metralhadoras gospem”, que já passou na Globo, que já teve trailler no Fantástico, que Nietzsche poderia definir como “o holocausto é dentro de si”, que as pessoas não trocariam este filme pelo Big Brother, que também encontramos no Google, no Youtube, etc. 
A mera coincidência é um mero acaso, onde a escravidão dos meios de comunicação antes nos transformava em presas, hoje somos os atores, no Youtube e Orkut todos são famosos, qualquer ninfeta faz um strip-tease, escondido do pai, um adorador de Pink Floyd, que estava lendo Niezsche enquanto ela gravou na webcam, e que agora é tarde, a sua vida e o seu mundo está in The Wall.
Ao longo de todos os anos têm havido muitas especulações em torno de William Shakespeare, incluído os aspectos familiares, a posição religiosa, orientação sexual e diversos textos que nunca foram de sua autoria.
O poeta e dramaturgo inglês, William Shakespeare nasceu em 23 de Abril de 1564, vindo a falecer aos 52 anos, em 23 de Abril de 1616. Ele compôs suas peças durante o reinado de Elizabeth I (1558-1603) e de James I, que a sucedeu. Casou-se em 1582 com Anne Hathaway, que tinha 26 anos e estava grávida. O casal teve uma filha, Susanna, e dois anos depois tiveram os gêmeos Hamnet e Judith.
Por volta do ano de 1588, mudou-se para Londres e, em 1592, já fazia sucesso como ator e dramaturgo. Mas, eram suas poesias — e não suas peças — que eram aclamadas pelo público. Em virtude da peste, os teatros permaneceram fechados entre 1592 e 1594, impossibilitando seu contato com o público. Publicou dois poemas, "Vênus e Adônis", em 1593, e "O Rapto de Lucrécia", em 1594. Estes dois poemas e seus "Sonetos" (1609), que tornaram-se famosos por explorar todos os aspectos do amor, trouxeram-lhe reconhecimento como poeta. Escreveu mais de 38 peças, que estão divididas entre comédias, tragédias e peças históricas. Seus escritos são famosos até os dias de hoje, e suas atuações trouxeram-lhe riqueza (ele era sócio da companhia de teatro).
Comédias de Shakespeare:
A Comédia dos Erros, Os Dois Cavalheiros de Verona, Sonho de Uma Noite de Verão, O Mercador de Veneza, Muito Barulho Por Nada, Como Quiserdes, A Megera Domada, A Décima Segunda Noite.
Peças Históricas: Ricardo II, Henrique IV - Partes I e II, Henrique V, Henrique VI - Partes I, II e III, Ricardo III, Rei João, Henrique VIII, Romeu e Julieta, A Tempestade, Júlio César, Antônio e Cleópatra, Hamlet, Othello, Rei Lear e Macbeth, O Mercador de Veneza, Rei Lear, entre outras.
o dia todo vi coisas vulgares;
mas quando durmo em sonho te revejo;
pondo no escuro luzes estrelares;
tu, cuja sombra faz brilhar as sombras;
pois tanto brilho no negror produzes?
Como podem meus olhos abençoados;
assim te ver brilhar em pleno dia;
quando na noite escura deslumbrados;
dentro de fundo sono eu já te via?
Meu dia é noite quando estás ausente;
e a noite eu vejo o sol se estás presente”.
Macbeth celebrizou-se assim como uma sutilíssima obra de propaganda política, se bem que subliminar. Todos os que estavam próximos ao monarca, os cortesãos, os ministros, os capitães da guarda, e os súditos em geral, poderiam considerar suas possíveis intenções conspirativas caso fossem acometidas por elas como possíveis sinais de enfeitiçamento. Eles já se encontravam de alguma forma possuídos, pois as bruxas, aquelas "emissárias do diabo", sabiam perfeitamente conjurar os malignos poderes luciferinos contra o governo legítimo. A história dessa peça mostra por fim como duas coisas aparentemente tão distintas, como o teatro e a política, são, por vezes, faces da mesma moeda.
Quando vemos alguém dizendo que não acredita que o homem tenha ido à Lua, nossa primeira reação é a de rejeição, de menosprezo a alguém tão alienado que não acredita em coisa alguma que comprove tal proeza científica; não acredita nos relatos históricos, nos vídeos que foram filmados nem nas milhares de fotos comprovando tal acontecimento histórico que acabou mudando os rumos da humanidade.
De acordo com a versão oficial, em horário mundial UTC, às 13 horas e 32 minutos de 16 de julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins partiram na ponta do foguete Saturno V, de Cabo Canaveral na Flórida, Estados Unidos, tripulando a nave Apollo 11 composta pelo Módulo de Comando Columbia e pelo Módulo Lunar Eagle na presença de centenas de milhares de pessoas que, pelas estradas e campos ao redor do Centro Espacial Kennedy, assistiam ao lançamento do foguete.
A Missão Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo da NASA e teria sido a primeira a pousar na Lua. Após quatro dias de expedição, sob o olhar de milhões de telespectadores em todo o mundo, o Módulo Lunar teria tocado a superfície lunar e Neil Armstrong teria sido o primeiro homem a pisar na Lua em 20 de julho de 1969 dizendo a célebre frase "Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade".
Armstrong e 'Buzz' Aldrin, que desceu em seguida, teriam caminhado no nosso satélite natural por duas horas antes de retornarem com segurança à Terra em mais quatro dias de viagem cumprindo a promessa do então presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, que em 1962, disse que os Estados Unidos mandariam uma missão tripulada com segurança à Lua antes do final da década. Esta estória é muito bonita, repleta de heroísmo e superação. Mas, a verdade pode estar bem longe do que realmente aconteceu nessa missão em julho de 1969.
A FRAUDE
Não há incidência de luz na lua, e muito menos seria possível a utilização de luz artificial, o que se tornaria impossível haver sombras nas imagens e, na década de 1960, com a tecnologia pífia – não existiam computadores e nem TV a cores, ainda _ não seria possível fotografar nada do espaço.
A bandeira dos Estados Unidos cravada na lua da foto acima não estaria recebendo um vento tão intenso a ponto de ficar esticada da forma mostrada. Note que, na parte superior da bandeira, há uma haste para mantê-la sempre esticada. Mas, como explicar que, mesmo nos filmes gravados na época, são exibidas imagens da bandeira tremulando?
Em outras imagens, nota-se a quantidade de pegadas no solo "lunar". Porém, encontramos outro problema: normalmente, para que se forme a marca de uma pegada, teria que haver umidade no ar. Na Lua não tem ar! Muito menos umidade! Levando-se também em consideração a pouca gravidade da Lua para manter a poeira abaixada, seria praticamente impossível que se formassem pegadas tão bem definidas como as encontradas em milhares de outras fotos tiradas "na Lua". Uma pegada, na Lua, poderia se desmanchar assim que a bota do astronauta levantasse do chão, tal como acontece no fundo do mar, onde há umidade aos extremos.
Um engenheiro que fez doutorado na área de Ciências Aeroespaciais na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, com vários professores e engenheiros que participaram do projeto Apollo da NASA, que teve a oportunidade de conhecer pessoalmente Neil Armstrong, nos brinda com um depoimento muito instigante! Ele diz que "no caso das pegadas e das marcas dos suportes do módulo lunar, se uma pegada feita por um astronauta pode fazer a marca indicada nas fotos, imagine a 'marca' que os suportes do módulo fariam no solo lunar. Não se observam estas marcas! O sistema de propulsão para frear o módulo teria feito uma enorme marca no solo devido à força dos gases (princípio da ação e reação). Como você observou, essas marcas não existem. Em segundo lugar, o 'piloto automático' não funcionou, segundo o relato de um professor que ajudou no projeto. O Filtro de Kalman teve que ser desativado por falta de ruído, e Neil assumiu o comando manual causando um grande impacto no pouso. Onde estão as marcas do impacto?" Segundo KTF, muitos norte-americanos acreditam piamente que o módulo pousou na Lua embora hajam alguns aspectos técnicos inexplicáveis. Segundo ele, que não acredita na versão oficial da NASA, a viagem à Lua provavelmente aconteceu, mas não o pouso no solo Lunar! KTF ainda diz que "Outro ponto, como você observou, é o tamanho do módulo lunar que não é consistente com o sistema de propulsão necessário para colocar os astronautas de volta em órbita lunar. Há muitos outros itens que podem ser contestados. Mesmo sendo um tecnocrata profundo conhecedor de muitos detalhes técnicos, não acredito ainda que o homem tenha tocado o solo lunar e retornado." Com certeza, KTF nos deu uma grande contribuição para que caminhemos rumo à verdade.
Parece que o filme A Fantástica Viagem, de 1966, que mostrava uma aventura dentro do corpo humano, inspirou a NASA a criar um filme de outra fantástica viagem três anos depois: A Fantástica Viagem do Homem à Lua. Analisando todos esses fatos, poderíamos até mudar a categoria do filme A Fantástica Viagem do Homem à Lua. Não o encontraríamos na seção de filmes de ficção científica ou aventura. Mas, poderíamos encontrá-lo juntamente com os capítulos da série Acredite Se Quiser!
O Triângulo das Bermudas é um estiramento do Oceano Atlântico, delimitado por uma linha imaginária entre a Flórida (Estados Unidos), Porto Rico (passando por Cuba) e logicamente as Ilhas Bermudas. 
O primeiro a utilizar esse nome para designar essa região misteriosa, foi o jornalista e escritor Vincent H. Garddis, em 1964. Essa região também é conhecida como "Mar do Diabo", "Triângulo Maldito", "Triângulo da Morte", "Mar dos Barcos Perdidos", "Cemitério de Barcos", "Triângulo do Diabo" e outros nomes que foram dados pelos raros sobreviventes e também por jornalistas de todo o mundo.
A polêmica das Bermudas começou na década de 1970, quando várias investigações sobre o lugar foram retomadas, mas sem conclusões satisfatórias. São vários os casos de desaparecimentos de barcos e aviões nessa área. Muitos não deixaram vestígios. Alguns foram posteriormente encontrados, porém sem nenhuma pessoa a bordo, ou sequer uma pista de que ali haviam estado. Geralmente, as cargas e equipamentos eram encontradas intactas, assim como haviam sido embarcadas em seus portos de origem. Os aviões em sua maioria nunca foram encontrados.
Várias supostas explicações foram surgindo com o tempo, mas nenhuma delas pode ser comprovada. Desde hipóteses de OVNI’s até tempestades magnéticas que teriam feito com que bússolas e equipamentos de navegação parassem de funcionar. A região do Triângulo das Bermudas também é conhecida pelos cientistas por ocorrerem outros fenômenos interessantes, por ser um local onde são encontradas, em grande número, cavernas subterrâneas que dão passagem a lagos e mares no continente americano.
VÍTIMAS DO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS
KAIYO MARUS - Um navio enviado pelo governo japonês, justamente com o intuito de estudar o fenômeno no local, desapareceu sem deixar nenhuma pista, com dezenas de cientistas a bordo.
ROSALIE - Barco francês desaparecido em 1840. Foi encontrado meses depois na área do Triângulo das Bermudas, com as velas recolhidas, carga intacta, navegando normalmente, porém sem nenhum vestígio de sua tripulação.
MARY CELESTE - Barco desaparecido em novembro de 1872, com 10 tripulantes. Foi encontrado em dezembro do mesmo ano sem ninguém a bordo.
ATLANTA - Fragata britânica com 290 pessoas a bordo, desaparecido em janeiro de 1880.
FREYA - De origem alemã, ficou um dia desaparecido. Saiu de Manzanillo, Cuba no dia 3 de outubro de 1902. O curioso é que foi encontrado no dia seguinte, no mesmo local de onde havia saído, porém sem nenhuma pessoa a bordo. Todos os tripulantes desapareceram.
CYCLOPS - Desaparecido em 4 de março de 1918. Carregava 19.000 toneladas de provisionamentos para a marinha americana. Tinha 309 pessoas a bordo e desapareceu sem nem mesmo enviar uma mensagem de socorro.
RAIFUKU MARU - Cargueiro japonês desaparecido en 1924. Chegou a pedir ajuda pelo rádio, mas nunca foi encontrado.
COTOPAXI - Desaparecido em 1925, próximo a Cuba.
STAVENGER - Cargueiro desaparecido em 1931 com 43 homens a bordo.
JOHN AND MARY - Desapareceu em abril de 1932. Posteriormente foi encontrado a deriva, a cerca de 80km das ilhas Bermudas.

ANGLO-AUSTRALIAN - Desaparecido em março de 1938. Pediu socorro quando estava próximo as ilhas Açores. Sua tripulação era de 39 homens.
GLORIA COLITE - Desaparecido em fevereiro de 1940. Também apareceu com tudo intacto, mas sem tripulação.
RUBICON - Desapareceu em 22 de outubro de 1944. Cargueiro cubano que teria sumido no centro do chamado Triângulo das Bermudas. Foi encontrado mais tarde pela Guarda Costeira Americana próximo a costa da Flórida.
SANDRA - Cargueiro repleto de inseticidas que desapareceu em junho de 1950. Nunca foi encontrado.
CONNEMARA IV - Desapareceu em setembro de 1955. Apereceu 640km distante das bermudas, também sem tripulação.
MARINE SULPHUR QUEEN - Cargueiro que desapareceu em fevereiro de 1963 sem emitir nenhum pedido de socorro.
SNO'BOY - Desaparecido em 1º de Julho de 1963. Era um pesqueiro com 20 homens a bordo. Nunca foi encontrado.
WITCHCRAFT - Desaparecido em 24 de dezembro de 1967. Considerado um dos casos mais extraordinários do Triângulo. Tratava-se de uma embarcação que realizava cruzeiros marítimos. Estava amarrado a uma bóia em frente ao porto de Miami, Flórida, a cerca de 1600 metros do solo. Simplesmente desapareceu com sua equipe e um passageiro a bordo.
ANITA - Desaparecido em março de 1973. Era um cargueiro de 20.000 toneladas que estava circulando próximo ao Triângulo com 32 tripulantes a bordo.
MILTON ATRIDES - Cargueiro desaparecido em abril de 1973.
SUPER CONTELLATIÓN - Avião desaparecido em 30 de outubro de 1945. Era um avião da marinha norte americana. Estava com 42 pessoas a bordo.
MARTIN MARINER - Hidroavião desaparecido em 5 de dezembro de 1945. Depois de 20 minutos de vôo, sumiu com 13 tripulantes a bordo.
Um C-54 do exército dos Estados Unidos, desapareceu em 1947. Nunca foi encontrado.
Um avião TUDOR IV. Desaparecido em 29 de janeiro de 1948. Avião comercial de quatro motorres. Tinha 31 passageiros e 3 tripulantes a bordo.
Avião DC-3. Desaparecido em 28 de dezembro de 1948. Avião particular, comercial, com 32 passageiros.
Mais um avião TUDOR IV, desapareceu em 17 de janeiro de 1949. Avião comercial.
GLOBEMASTER - Avião desaparecido em março de 1950. Era um avião comercial dos Estados Unidos.
Avião de transporte britânico YORK. Desaparecido em 2 de fevereiro de 1952. Tinha 33 passageiros a bordo fora a tripulação. Sumiu ao norte do Triângulo das Bermudas.
MARTIN P-5M. Hidroavião desaparecido em 9 de novembro de 1956. Fazia a patrulha da costa dos Estados Unidos. Sumiu com 10 tripulantes a bordo nas proximidades do Triângulo das Bermudas.
CHASE YC-122 - Desaparecido em 11 de janeiro de 1957. Era um avião cargueiro com 4 passageiros a bordo.
Um avião KB-50 desapareceu em 8 de janeiro de 1962. Tratava-se de um avião tanque das Forças Aéreas dos Estados Unidos. Desapareceu quando cruzava o Triângulo.STRATOTANKERS KC-135 desapareceram em 28 de agosto de 1963. Eram 2 aviões de quatro motores cada, novos, a serviço das forças aéreas americanas. Iam em missão secreta para um base no Atlântico, mas nunca chegaram no local. CARGOMASTER C-132 - Desaparecido em 22 de setembro de 1963 perto das ilhas Açores. FLYNG BOXCAR C-119 - Desaparecido em 5 de junho de 1965. Era um avião comercial com 10 passageiros a bordo.
Na década de 1960, o rock’ n’ roll já não era o mesmo da década passada, pois as músicas eram mais elaboradas, as letras nada mais românticas e neste cenário surgiu o movimento chamado de rock progressivo, marcado por letras profundas, arranjos complexos, instrumentos exóticos e uma dose exagerada de experimentalismo. Foi assim, em 1966, que surgia os primeiros passos de uma banda, que não seria exagero admitir que a mesma pertenceria a outro universo, devido tamanha perfeição musical, que tomaria conta do século XX, superando os The Beatles, chamada Pink Floyd.
Tudo começou com o Sigma 6, nos anos 1964/65, quando três alunos da Faculdade de Arquitetura de Cambridge (Inglaterra) – Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason – formaram uma banda de garagem com este nome. No mesmo período, o nome da banda mudou para “Abdads” e “T- Sets”.
Mas foi um ex-colega de Roger Waters na Cambridge High Scholl, Roger Keith “Syd” Barrett, que a convite do amigo, ingressou na banda e logo sugeriu o nome de “Pink Floyd Sound”, passando para “The Pink Floyd” e, mais tarde, Pink Floyd. O nome foi uma homenagem aos blues-man Pink Anderson e Floyd Council, influências de Barrett, mas diz a lenda que também seria em função de existir, na época, um potente ácido lisérgico (LSD) na Holanda, chamado de Floyd e de coloração rosa.
Além de vocalista, guitarrista e letrista da banda, Barrett tentava transmitir para a música as suas experiências com o LSD, e neste clima criou-se o primeiro disco: “The piper at the Gates of a dawn”, em 1967, através da pequena gravadora Thompson Records. A banda começou no estúdio Abbey Road a gravação de seu primeiro álbum. Curiosamente, no mesmo estúdio e na mesma época os Beatles gravavam o disco “Sgt Peppers”. Nos corredores do estúdio foram compartilhadas drogas e opiniões musicais. Os discos resultantes, Sgt Peppers, dos Beatles, e The Pipers At Gates of Dawn, disputam entre si o título de marco da estréia do rock como obra de arte. Nos bastidores das gravações, John Lennon e Syd Barret tiveram a visita de Timothy Leary.
O sucesso do disco de estréia é atribuido principalmente à mente genial de Syd Barret, responsável pelos arranjos de estrutura indefinida, cheio de nuances e completamente imprevisíveis. A linha que limitava a genialidade e a loucura de Syd Barrett porém se tornava mais tênue a cada momento. Problemas mentais provenientes de uma infância conturbada se agravaram em virtude do uso excessivo de alucinógenos e Syd Barrett começou a apresentar um comportamento algumas vezes esquizofrênico e algumas vezes alienado. A situação se agravou até o ponto em que Syd Barret não conseguia mais tocar ou compor e se limitava no palco a tocar um único acorde e olhar para um ponto perdido no espaço. Foi convidado para preencher o espaço na banda o vocalista e guitarrista David Gilmour, antigo companheiro de escola de Roger Waters e Syd Barret. Na época, foi sugerido o nome de Jeff Beck e até mesmo de Eric Clapton.
Com Syd Barrett ainda oficialmente na banda embora não mais participasse dela ativamente, foi lançado o álbum Saucerful of Secrets. Ao contrário do que se podia esperar, apesar de não contar com a participação integral de seu criador e principal articulador, o Pink Floyd se sai muito bem.
O prestígio da banda cresce nos anos seguintes com os discos Ummagumma (1969), Atom Heart Mother (1970) e Meddle (1971), além das trilhas sonoras para dois filmes, More (1969) e Obscured By Clouds (1972), e também da coletânea Relics (1971). O comando da banda havia sido assumido aos poucos com maestria por David Gilmour, que dividia com Roger Waters a responsabilidade de compor as músicas da banda. Na mesma época houve a segunda coletânea A Nice Pair (1971) e a gravação de Live at Pompeii, na Itália, em 1971.
Em 1973, a banda grava Dark Side Of The Moon, um dos álbuns mais bem sucedidos da história, que viria a permanecer mais de 20 anos entre os mais vendidos. Com este disco o Pink Floyd prova definitivamente que não dependia apenas do gênio de Syd Barrett e supera em todos os aspectos a obra prima que foi o primeiro disco. A EMI chegou a construir fábricas para fabricar exclusivamente este disco, que marca uma fase de trabalho conjunto e harmonia entre os membros da banda. O disco apresenta sincronia com o filme “O Mágico de OZ”, de 1939, baseado na obra de L. Frank Baum.
Segue-se Wish You Were Here (1975), um trabalho conceitual e um verdadeiro tributo a Syd Barret. O tema da ausência é o pretexto para indiretamente homenagear e analisar o gênio louco. Curiosamente durante as gravações deste disco Syd Barret compareceu ao estúdio, gordo, sujo e careca, com uma imagem tão degenerada que custou a ser reconhecido pelos companheiros. Animals, de 1977, inaugura a fase de protesto político-social da banda e também marca o início de um predomínio de Roger Waters sobre os outros músicos. O disco é baseado na peça teatral "A Revolução dos Bichos" de George Orwell e retrata as contradições e injustiças da sociedade capitalista. E também presta homenagem a Barret (foto com o violão) em “Shine on You Crazy Diamond”.
Durante as gravações de The Wall (1979) surgem os primeiros atritos entre os membros, com Roger Waters tomando para si o controle da banda. The Wall era um tratado sobre a solidão e sobre o poder esmagador do sucesso, mas era antes de tudo uma auto-biografia do que Roger Waters se supunha ser. A obra, logo tachada de ópera-rock, seria lançada também em forma de filme, em 1981, sob a direção de Alan Parker. Após o The Wall, a banda lançou a coletânea “Works” (1980).
Com o álbum The Final Cut (1983) agravam-se os problemas de relacionamento entre os membros, com Roger Waters tendo despedido Rick Wright e relegado os outros componentes da banda a pouco mais do que músicos de estúdio. Waters compôs o conceito e praticamente a totalidade das músicas, além de ter sido o responsável por todos os vocais. O álbum na realidade deveria ser um trabalho solo, mas a gravadora achou que seria mais lucrativo lança-lo como trabalho da banda. Brigas entre os componentes restantes levaram Roger Waters em 1986 a anunciar o fim do Pink Floyd. O guitarrista David Gilmour foi o primeiro a gravar seu álbum solo com “About Face” (1984). No mesmo ano, dois meses depois, Roger Waters fez seu trabalho solo com “The pros and cons of hitch hiking”, com a participação de Eric Clapton. 
Seguiu-se uma longa batalha judicial entre os advogados de Roger Waters e David Gilmour. A justiça decidiu que o nome da banda não pertencia a Roger Waters. Rick Wright foi trazido de volta e em 1987 foi lançado A Momentary Lapse Of Reason. Segue-se o segundo disco ao vivo da banda, Delicate Sound Of Thunder (1988) - lembrando que um dos discos Ummagumma era ao vivo - . Na época Waters, produziu o seu segundo álbum solo com Radio KAOS (1987). Em seguida vieram, “Music From the Body” e “When the wind blows”.
Em
1992, o Pink Floyd lançou o box “Shine On”, já Waters produziu “The Wall in Berlin”, em 1990, com diversos músicos convidados, tais como: Bryan Adams, Sinnead O’ Connor, Van Morrison, Scorpions, Joni Mitchell, Cindy Lauper e The Band. Roger Waters produz “Amused to Death”, em 1992. Em 1994, num clima de volta triunfal, após alguns anos sem gravar e sem se apresentar ao vivo, a banda volta com The Divison Bell, disco que teve excelente aceitação por parte da crítica e do público. Pouco mais tarde, em 1995 é lançado Pulse, uma outra gravação ao vivo. Is There Anybody Out There, é lançado no final de 1999, e se trata de mais um disco ao vivo, que apesar dos boatos de serem da mais recente tournê, segundo David Gilmour, é na verdade, da tournê do The Wall, gravado entre 1980/1981. Já Waters produz “In The Flesh!”, no início dos anos 2000, sendo o primeiro integrante do Floyd a pisar na América do Sul e no Brasil para a realização de shows.
Após anos sem material novo de estúdio, o Pink Floyd 'some', deixando em aberto uma possível volta que seria aguardada por muito tempo, várias vezes anunciada mas nunca concretizada. Em 2005, para delírio de milhares de fãs ao redor do mundo, o Pink Floyd volta a tocar ao vivo e com sua formação original (exceto Syd Barret). O show se deu, juntamente com os de muitos outros artistas, em Londres na Inglaterra, em prol da absolvição da dívida externa dos países pobres da Africa, no festival chamado "Live Aid 8", organizado pelo amigo particular de Roger e David, Bob Geldof. A banda tocou clássicos como "Wish You Where Here", "Money", "Confortably Numb" e outras. David Gilmor e Roger Waters mal trocarem olhares durante as músicas. David Gilmour lançou “On a Island” (2006) e "Remember That Night - Live at the Royal Albert Hall" (2008). Já Waters, no mesmo período, “Flickering Flame” e “Ça Ira”.
INTEGRANTES:
GEORGE ROGER WATERS - Great Bookham, Surrey, 06 de Setembro de 1943.-
DAVID JON GILMOUR - Cambridge, 6 de Março de 1946.
ROGER KEITH “SYD” BARRETT - Cambridge, 6 de Janeiro de 1946. (falecido em 07 de Julho de 2006).
NICHOLAS BERLELEY MASON - 27 de Janeiro de 1944, Birmingham, Inglaterra.
RICHARD WILLIAM WRIGHT - 28 de Julho de 1943 (falecido em 15 de Setembro de 2008).
Em 21 de Abril de 2009, o misterioso Robert James Smith, líder e fundador do The Cure, completou 50 anos. Nascido na cidade de Blackpool, no Estado de Lancashire, na Inglaterra, o vocalista, letrista e guitarrista de uma das maiores bandas de rock’ n’ roll da história, a qual foi a primeira dentro do quesito gótico, também completou 33 anos da banda, a qual se mantêm em atividade desde 1976.
Ao falarmos de Robert Smith, logo lembramos de se tratar de um ícone da música alternativa e de ser ele a imagem do The Cure, por ser o único integrante a permanecer em todos os álbuns da banda.
Um fã aficionado por Davie Bowie, The Beatles, Jimi Hendrix, Albert Camus, Edgar Alan Poe, Black Sabbath, Keats, Rimbaund, Robert Smith começou no “Easy Cure”, um primórdio do CURE. O The Cure começou em 1976, e o primeiro álbum foi “Three Imaginary Boys”, somente em 1979.
Depois do “Three Imaginary Boys”, vieram “Seventeen Seconds” (1980), Faith (1981), Pornography (1982), The Top (1984), The head on the door (1985), Kiss me Kiss me Kiss me (1987), Disintegration (1989), Wish (1992), Wild Mood Swings (1996), Bloodflowers (2000), The Cure (2004) e 4:13 Dream (2008). Além disso, diversas compilações das gravadoras da banda lançaram, paralelamente, os seguintes álbuns: Boys don’t cry (1980), Happily Never After (1981), Japanese Whispers (1983), Standing on a Beach/Staring on the sea (1986), Mixed Up (1990), Lost Wishes (1993), Galore (1997), Greatest Hits (2001) e Join the Dots (2004). E, ainda, as gravações ao vivo da banda: The Cure in Concert (1984), Entreat (1991), Paris (1993), Cure Show (1993), Sideshow (1993) e Five Swing Live (1997).
O The Cure lançou a música “Burn” para o filme “O Corvo”, baseado num conto de Edgar Alan Poe, estrelado por Brandon Lee, e os vídeos Live in Japan (1985), The tea party (1985), Staring at the sea (1986), In Orange (1987), Picture Show (1991), Play Out (1991), Cure Show (1993), Galore (1997), Greatest Hits (2001), Trilogy (2005) e Festival (2005). No cinema, o The Cure, além do filme “O Corvo”, também fez parte da trilha sonora dos filmes “X-Men”, “Times Square”, “Meninos não Choram”, “Não é mais um besteirol americano”, “Um psicopata americano”, “Um dia perfeito”, “Ficheiros Secretos”, entre outros.
Além do “Easy Cure”, Robert Smith também fez parte do “Siouxsie & The Banshes”, no final da década de 1970, e embora o The Cure não segue uma formação original a lista de integrantes de Smith possui Roger O’ Donnel (piano, teclado e percursão), Jason Cooper (bateria), Simon Gallup (baixo), Boris Williams (bateria), Perry Bamonte (guitarra e teclado) e Porl Thompson (guitarra).
Hoje, Robert Smith é casado com Mary Poole, sua antiga namorada de infância, e ainda mantêm acesa a esperança do CURE realizar outras trilogias. Uma marca do The Cure foi sempre afirmar que a banda estava acabando, assim como o fato de vestir o preto como uniforme. Embora Smith assuma que foi apenas uma coincidência, e que revele que a melancolia e o goticismo, são apenas emoções que são refletidas na música, esperando a inspiração da dor, o que não quer dizer que é uma pessoa infeliz.
“O The Cure é a alma revelada da melancolia em pinturas de arte eterna, a genialidade presente em cada detalhe e o espírito que transmite a verdade, nua e crua, de todos os sentimentos. A magia do Cure é a face de Smith, e poucos entendem esta banda, por ora de composições suaves e dançantes, outrora de melodias góticas e tocantes, e após o Pink Floyd, é a que eu mais admiro e gosto”. (RB).

Edgar Allan Poe, crítico, contista e poeta norte-americano, nasceu no dia 19 de Janeiro de 1809, na cidade de Boston, e faleceu, na cidade de Baltimore, a 7 de Outubro de 1849. Filho de Elizabeth Arnold Poe e David Poe, dois comediantes pobres, fica órfão aos dois anos, sendo então acolhido por Frances Allan e seu marido, exportador de tabaco de Richmond, Jonh Allan. Em 1815, parte para Londres, com os pais adotivos, onde estuda dos seis aos 11 anos. De regresso a Richmond, Poe freqüenta a Universidade da Virgínia, e sai, depois de um ano, devido à falta de suporte financeiro provocado, provavelmente, pelas dívidas de jogo.
Aos dezoito anos, vai para Boston onde publica, anonimamente e suportando os custos, o seu primeiro volume de poemas. O livro passa despercebido, e, conseqüentemente, acaba por se alistar no exército, em 1827, pelo período de dois anos. Passado este tempo, e depois da morte de Frances Allan e da reconciliação com o seu pai adotivo, Poe ingressa na Academia Militar dos Estados Unidos, da qual é expulso, passados seis meses, por negligência do dever.

Poe escreveu muitas histórias para revistas e, em 1831, residindo já em Nova Iorque, publica Poems by Edgar A. Poe, dedicado aos cadetes da Academia Militar. Os quatro anos seguintes passa-os na companhia de sua tia Maria Clemm e Virgínia Clemm, sua prima, em Baltimore. Esses anos foram especialmente difíceis pelo fato de Poe temer a prisão por dívidas. Em 1833, ganha um prêmio em dinheiro pela história Mensagem Encontrada em Uma Garrafa, e, em 1835, colabora regularmente no Southern Literary Messenger e, dentro de um ano, a circulação da revista multiplica-se sete vezes em conseqüência da popularidade das suas histórias, mas rapidamente perde o emprego devido a problemas de alcoolismo. Em 1836, casa com sua prima, que tinha, na época, 14 anos. Mudam-se então para Nova Iorque, e depois para Filadélfia, onde o escritor viveu os seus melhores e mais produtivos anos.
Em 1840, é editada a primeira série das Tales of the Grotesque and Arabesque, uma compilação de contos de mistério e do fantástico, publicados em diversos jornais. Como editor de literatura da revista Graham's Magazine, Poe escreveu as famosas histórias A Descent into the Maelstrom e A Máscara da Morte Rubra. Em 1843, ganha um prêmio com a história O Escaravelho de Ouro, história essa que, em conjunto com The Purloined Letter e O Crime da Rua Morgue, o tornam criador da novela policial, antecedendo, assim, em muitos anos, a figura de Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle.
Foi em 1844 que o escritor volta a Nova Iorque, onde possui, por um breve período, um jornal próprio. No ano seguinte, redige o seu mais famoso poema: O Corvo, com o qual atinge o pico da fama e é apontado para crítico de literatura do New York Mirror. Dois anos após, em 1847, Virgínia acaba por falecer vítima de tuberculose e Poe escreve Anabel Lee. Depois desta data e até ao ano da sua morte, a sua condição física e mental agrava-se dia a dia. No ano posterior ao seu falecimento, é publicado The Poetic Principle, que, juntamente com Ulalume e o já referido Anabel Lee, o tornam num dos precursores do simbolismo.
Deve-se a Poe, também, o mérito de haver renovado o conto de terror, mistério e morte; introduzindo-lhe o fator científico que o deixa mais verossímil e, ao mesmo tempo, mais assustador. Não era um gênero novo e já existiam expoentes na Inglaterra, França e Alemanha, antes de Poe. 
A mente atormentada de Poe começou a ser "construída" com a morte dos pais biológicos, quando ainda era muito criança. Adotado e mimado, teve que sofrer também a morte da mãe adotiva e presenciar o desafeto de John Allan, o pai adotivo. As mortes prematuras de seus outros familiares, a doença mental da irmã Rosalie, que o deixa em pânico ao imaginar o mesmo destino, a extrema penúria que o acompanhou grande parte da sua vida e seus traumas sexuais também ajudaram a destruir sua alma. Consumido pelo alcoolismo hereditário do pai, o jogo, a boêmia e a trágica morte da sua jovem e amada Virginia Clemm, Poe não agüentou mais tamanha infelicidade e morreu embriagado e drogado com ópio numa obscura sarjeta da Filadélfia, em 1849.
Eu não fui desde a infância jamais
(EDGAR ALAN POE, o pai da literatura gótica)
* Edgar Alan Poe, certamente influenciou a minha vida como escritor. Além do fato de ser o escritor preferido de Robert Smith, líder do CURE, banda que admiro desde a minha infância. Poe, também foi um dos escritores preferidos de John Lennon, Renato Russo e Morrissey, do Smiths.

Te tenho em mim constantemente
na magia do passado futuro e presente
um anjo lindo felizmente
no esplendor do amor para sempre
Suaves são os toques do seu coração
a mim pura magnífica emoção
somos asas na imensidão
fonte de inspiração!!!
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Comemorado desde o ano de 1985, a data de 13 de Julho foi definida para celebrarmos o Dia Mundial do Rock n’ Roll. O Rock gerou infinitos subgêneros em mais de 50 anos de história.
No período de 1954 a 1963, o Rock surgiu através de uma mistura de rhythm e blues, com as presenças de Bill Haley (1955), Elvis Presley (1956), Little Richard (1957), Buddy Hole (1958) e Chuck Berry (1959), marcando este estilo que tomaria conta do Século XX, anos mais tarde. Na década de 1960, surgiram Jerry Lee Lewis (1961), Ray Charles (1962), Beatles (1964), Bob Dylan (1965), The Beach Boys (1966), Pink Floyd (1967), The Velvet Underground (1967), The Doors (1965/66), Rolling Stones (1962), Jimi Hendrix (1965/66), The Who (1964), Simon and Garfunkel (1964), Led Zeppelin (1968), David Bowie (1969), Black Sabbath (1968), Lou Reed (1967), Iggy Pop (1969), Elton John (1969), Queen (1968), Kiss (1973), Stevie Wonder (1962), The Ramones (1974), The Sex Pistols (1975), Joy Division (1976), The Clash (1975), Judas Priest (1969), ACDC (1973), Bruce Springsten (1973), Van Halen (1976), Jethro Tull (1967), The Smiths (1980), Lynyrd Skynyrd (1973), Smashing Pumpnkins (1987), The Cure (1976), Radiohead (1988), Rage Against the Machine (1991), Audioslave (2001), The Jesus and Mary Chain (1984), Pearl Jam (1990), U2 (1976), Nirvana (1986), Metallica (1981), Guns N’ Roses (1985), entre outros.
Hoje, são poucas as bandas dos anos 1990 e no século XXI que ainda fazem do rock n’ roll um estilo, pois é cada vez mais saudosista esta época dos anos 60 e 70 que fizeram do mundo uma época em que todos os que não viveram gostariam de ter presenciado, sendo sem dúvida os The Beatles o grande nome, mas o Pink Floyd o maior de todos os tempos.

Quem não tem bens de fortuna...
Nem sangue e educação...
Embora queira, não páde, obrar uma boa ação.
Só o amor é real e, por ora, surreal.
Fiz voto firme e constante de te amar, eternamente.
Antes estava ausente do amor, e como poderia estar? Na rua imunda da melancolia.
Andes por onde andares...
Sempre lembrarás que o maior amor da minha vida fostes tu, e pelos céus continuará sendo eternamente.
Do mal me curares, do bem te fiz amar.

Eu que sempre observei o mundo e as pessoas girarem por ruas desertas...
Por vezes acompanhadas em castelos nada reais...
Seres circulantes no meio de precipícios de fama, fortuna e glória...
Só tive olhos para ela, e por si só a enxergo neste instante.
Enquanto as múmias se contornam para subir no palco da cena principal...
O meu abrigo é confortável e não me canso de minhas vestes.
Um dos sintomas do mundo louco é a masturbação. Não me refiro à românticos delíquios, orgasminhos secretos de mulheres; refiro-me à solidão social reinante, que provoca a solidão sexual, mesmo dentro da permissividade total de hoje. Em meio a tanta liberdade, nunca fomos tão sozinhos. Tinhamos os pecados, tinhamos as proibições que perfumavam os prazeres deliciosos, mas, hoje, com a crise do amor romântico, com tudo permitido, ao sexo foi designada a função de substituir frustrações políticas e sociais. Eu pensava essas coisas graves quando subitamente me surge uma "serpente" na TV: um reluzente e enorme "vibrador" ! Sim, um pênis artificial que uma mulher exibia, elogiando os benefícios da masturbação contemporânea. Ela louvava com orgulho o chamado "dildo", manejando-o com naturalidade e destreza, enquanto o inquietante objeto fálico ronronava como um gatinho angorá. No dia seguinte, vejo no "Saia Justa" um fino debate sobre as vantagens do bom e velho "big consolator" Tabajara. Aí, me bateu a verdade inapelável: o vibrador explica a solidão em que vivemos, no amor, na política, nas artes.
O pré-vibrador foi inventado na pré-história; há-os até de pedra, penis artificiais "flintstones" e, no início do século XX, foi recomendado no tratamento das histéricas frígidas. Tinha o romântico nome de "consolador", ou seja, um "consolo" para damas solitárias, uma nostalgia, uma saudade. Hoje, não. Hoje, o pênis natural é que ficou no banco de reservas. Hoje, o "dildo" não consola ninguém; veio para afirmar, para nos substituir e nos deixar a nós "desconsolados". Nos tipos de vibradores, há um retrato de nosso mundo imaginário: há-os em forma de coelhinho infantil, há-os negros de ébano, imensos, evocando a Africa profunda, há-os árabes, terroristas, há-os imperialistas norte-americanos, há-os autoritários, ibéricos. Com a inseminação artificial e os "dildos", cria-se uma civilização de abelhas sem zangões. E não há uma contrapartida do consolador para homens. As tais mulheres de plástico (como vi anunciadas numa revista com o genial slogan: "She needs no food nor stupid conversation") não resolvem. É muito sinistro aquela pobre boneca sendo estuprada no silêncio da ignominia. A mulher de borracha é uma metáfora analógica; já o vibrador é uma metonímia digital - a parte pelo todo.
A mulher de borracha nos angustia com sua presença incômoda; ela nos inquieta, mesmo esvaziada no fundo do armário, como uma ocultação de cadáver. O pênis digital não; ele tem vida própria, não tem inconsciente, não tem desejos e manias. O consolador é uma "coisa em si"; já o homem é "para si", cheio de projetos, opiniões. Ele não é um pedaço, está inteiro; o homem é que foi amputado dele. O consolador não perua (com trocadilho, please); ele é um amante dedicado, sempre pronto para satisfazer sua dama. O consolador é uma fantasia feminina de auto-suficiência, mas é também um velho sonho masculino: ser livre e solto como um pênis voador, sem inibições, comendo todo mundo numa boa, voando, irresponsável, o velho sonho do "passaralho", capaz de proezas infinitas. Os homens gostariam de ter a autonomia de vôo do vibrador, seus movimentos giratórios, sua beleza aerodinâmica. Vamos assumir logo: temos inveja e ciúmes do vibrador. Se uma mulher põe um vibrador na cama com o parceiro, isso pode provocar uma crise: "Ele é melhor que eu, quem você prefere?" Um vibrador pode provocar broxadas irreversíveis; um vibrador pode gerar terríveis discussões de relação ("DRs"), a que ele assistirá impassível, ali, na cama, como um juiz da Vara de Famílias (com trocadilho).
O vibrador parece uma arma. Está pronto para entrar, onde? Ele não recusa portas, pode estar na mulher ou no homem e, por isso, é angustiante. Ele pode desencaminhar machos, principalmente nesta era GLS, de oscilações entre homo e hetero. Vejam o sucesso crescente do "fio terra"... (quem não conhece a expressão, informe-se ou se toque - com trocadilho...). Mas o vibrador não é um objeto cotidiano, que possa ficar à vista de todos, ali, como um bibelô, um telefone (se bem que os há nesse formato). Onde guardá-los? Nas gavetas e desvãos, encafuados e ocultos, sentem-se de longe as vibrações dos vibradores. Eles estão ali como uma bomba- relógio. Além do mais, o que dizer aos filhos que perguntarem: "Manhê... posso brincar com esse minhocão preto aqui? Legal! Essa piroquinha anda sozinha!.." Eu fui educado para achar que as mulheres eram românticas, apenas uma conseqüência do desejo masculino. Hoje, a mulher pega, mata e come machos constrangidos e inseguros, perplexos diante de tanta liberdade. Ficaram mais fálicas que qualquer um de nós.
Quem pode competir com seus parceiros portáteis? Elas estão numa "falicidade" (com "a" mesmo) vingativa quase, recuperando séculos de submissão. E o vibrador é sua espada para nos castrar num espelho. A tecnologia não tem volta. Assim, jamais vamos restaurar um romantismo simbiótico entre sexos analógicos. Talvez inventem vibradores com alma, o inverso de homens maquínicos: vibradores em crise, em dúvida, vibradores que discutam a relação, que tenham de ser estimulados aos poucos, que precisem de preliminares, que podem até broxar, humanizados como nós. Na progressiva desumanização do sexo, os corpos estão apenas virando lugares onde se expressará o prazer das máquinas, seremos apenas o campo de provas da eficiência técnica das coisas. Quanto maior o orgasmo, mais caro o equipamento; dirão os vendedores; "faz um "test drive" com esse bofe aí..." ) Com o tempo, seremos apenas uma lembrança, uma nostalgia romântica, uma fantasia erótica evocada em meio a orgias tecnológicas e sem alma.

Mother do you think they'll drop the bomb?
Mother do you think they'll like this song?
Mother do you think they'll try to break my balls?
Mother should I build the wall?
Mother should I run for president?
Mother should I trust the government?
Mother will they put me in the firing line?
Mother is it just a waste of time?
Hush now baby, baby, don't you cry.
Mother's gonna make all your nightmares come true.
Mother's gonna put all her fears into you.
Mother's gonna keep you right here under her wing.
She wont let you fly, but she might let you sing.
Mama will gonna keep baby cozy and warm.
Ooooh baby ooooh baby oooooh baby,
Of course mama'll gonna help to build the wall.
Mother do you think she's good enough -- for me?
Mother do you think she's dangerous -- to me?
Mother will she tear your little boy apart?
Mother will she break my heart?
Hush now baby, baby don't you cry.
Mama's gonna check out all your girlfriends for you.
Mama wont let anyone dirty get through.
Mama's gonna wait up until you get in.
Mama will always find out where you've been.
Mama's gonna keep baby healthy and clean.
Ooooh baby oooh baby oooh baby,
You'll always be baby to me.
Mother, did it need to be so high?
06/07 = Hoje minha mãe completaria 65 anos... Mas ela deixou este mundo há 18 anos... O que restam são lembranças e saudades... De seu filho, que a ama. Rodrigo
Grupo Étnico Madre Paulina (GEMP) é o único grupo étnico da América do Sul a participar do XII Festival Internacional de Grupos Étnicos e Nações na Polônia
O Grupo Étnico Madre Paulina (GEMP), escola de dança de Crissiumal/RS, existente desde o ano de 1995, está representando o Brasil no XII Festival Internacional de Grupos Étnicos e Nações “O Mundo em Kyczera”, que acontece desde o dia 25 de Junho e encerra-se na próxima segunda-feira, 06 de Julho, na Polônia. O GEMP, dirigido pelo bailarino e psicólogo Leandro Diel Rupp, já realizou apresentações em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Na América do Sul, já esteve em países como Argentina, Uruguai, Bolívia e Chile. Além de representar o país, o GEMP é o único Grupo Étnico da América do Sul que participa do Festival na Europa.
A HISTÓRIA DO GEMP
Foi no pátio da escola crissiumalense Madre Paulina, no ano de 1995, que 18 crianças entre os sete aos 12 anos de idades formaram a primeira turma do então batizado GEMP. Já no ano seguinte, o mesmo já havia realizado apresentações nos Estados do Paraná, Santa Catarina e no interior do Rio Grande do Sul.
Em 1998, conquistou o primeiro prêmio nacional, onde hoje já são mais de 100 conquistas nos títulos nacionais e internacionais. No ano 2000, inicia-se os trabalhos da escola de dança, passando a se chamar GEMP Escola de Dança e Cia. A partir de 2005, inclui em seu repertório danças regionais do folclore brasileiro, compondo seu conjunto instrumental, representando o Brasil em Festivais Internacionais de Folclore.
Um dos marcos do trabalho do GEMP é seu vasto figurino, premiado em festivais nacionais e internacionais, fruto de um denso trabalho de pesquisa que culmina na apresentação de trajes típicos de grande beleza e fidelidade, mantendo a identidade de cada povo.
Ao todo são mais de 100 premiações em festivais e competições nacionais e internacionais como o 1º lugar no Festival Internacional de Dança de Campos do Jordão/SP, Encontro Latino-Americano em Capão da Canoa/RS, Porto Alegre em Dança, Competição Nacional Santa Maria/RS em Dança, Festival Santa Rosa/RS em Dança, Festival Danzamérica em Iquique (Chile), Certan Danzaba em Buenos Aires (Argentina) e Cascata Cultural em Horizontina/RS.
A TURNÊ PELA EUROPA
No dia 24 de Junho os integrantes do Grupo Étnico Madre Paulina (GEMP) foram recepcionados na Polônia. No dia seguinte, aconteceu reunião com os organizadores do festival com a realização de almoço, desfile e apresentações em Krynica. No dia 27, apresentação de gala e desfile em Gorlice.
Em 28 de Junho, a delegação crissiumalense desembarcou em Bardejov (Eslovênia), com a apresentação de gala na cidade de Kurov, na divisa entre os países Eslovênia e Polônia. No dia 29 de Junho, o GEMP esteve presente em Litmanova (Eslováquia), com desfile, apresentações e novamente estiveram em Krynica (Polônia). No dia 30, o Grupo esteve na Cracóvia, na cidade de Legnica.
Em 1º de Julho, o Grupo Étnico Madre Paulina fez apresentações na cidade de Wroclaw, na Breslávia. Nos dias seguintes, acontecem apresentações em Legnica (Polônia), Rudna (República Tcheca), Zamienice e Chocianow (Polônia). Na segunda-feira, 06, novas apresentações em Legnica e Szczawno (Polônia).
Na terça-feira, 07, acontece a despedida e retorno ao Brasil, com chegada no Aerporto Internacional de Guarulhos/SP, em seguida no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre/RS, e viagem à cidade natal em Crissiumal/RS.

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