A pequena cidade de St. Louis, no norte da Escócia, vivia um período tenso devido à gravidade dos últimos acontecimentos registrados nas páginas policiais dos jornais locais. Pessoas estavam desaparecendo, corpos eram encontrados em total mutilação e o prazer de sair à noite havia se tornado algo incomum nos últimos meses. O autor dos atos canibais não havia deixado nenhuma pista à polícia, os crimes eram perfeitos e o medo e o pânico tomavam conta dos pouco mais de sete mil habitantes daquele povoado que vivia próximo às montanhas.
O frio e a constante neblina geravam agonia. Uma das vítimas, recém encontrada, estava em total decomposição. O seu órgão genital havia sido retirado com perfeita simetria médica, o assassino canibal parecia conhecer muito bem o corpo humano. A mandíbula estava totalmente destroçada, indícios de cimento estavam misturados junto à gengiva, os olhos haviam sido arrancados e o cadáver não possuía nem pés, nem mãos. A jovem, em torno de dezoito anos de idade, havia saído de casa para uma aula de ballet no mês de Maio e seu corpo só fora encontrado quatro meses mais tarde, perdido no meio de escombros no parque municipal onde o lixo era despejado.
Inúmeros eram os relatos de sadomasoquismo e canibalismo nos cadáveres encontrados, ao todo já eram vinte e três, num período de cinco meses. A maioria das vítimas eram mulheres, entre adolescentes e adultas.
No meio àquela angústia de não poder viver em paz, poucas pessoas continuavam com o hábito de andar à noite pela cidade. Poucos policiais reforçavam o trabalho de caça ao assassino pelas ruas. As autoridades aconselhavam a todos a permanecerem em suas residências. Muitos trabalhavam à noite, porém as empresas adotaram outro método de trabalho e após o pôr do sol a cidade se tornava fantasma. Pouco barulho. Muita neblina. Um ar de terror. Policiais circulavam pelas ruas em suas viaturas. Mas nem todos estavam apavorados com os crimes acontecidos.
A jovem Damantha não tinha medo. Já era solitária. Não tinha família, muito menos casa. Andava pelas ruas durante o dia, dormindo em praças e parques, conhecendo o mundo com os seus olhos fúnebres. À noite, se prostitua pelas ruas escocesas atrás de alguns trocados que lhe dessem garantia de vida para o cotidiano de viver solitária.
A garota necessitava de algo, ainda não sabia nada sobre sonhos e planos, buscava seguir a vida daquela forma, talvez lhe fosse útil uma bússola, uma fórmula mágica ou algo que lhe mostrasse o caminho. Os policiais a alertavam sobre o perigo de permanecer na rua em uma época recheada de crimes e mistérios, mas ela não lhes dava ouvidos. Ali permanecia. Não tinha medo de mais nada.
Parecia uma revoltada contra o mundo, contra o sistema e às pessoas. Não sabia o que queria, o que viesse era lucro. Se prostitua com homens e mulheres, por vezes não cobrava pelo sexo, devido à tamanha devoção que possuía pelo prazer sexual. Era viciada em se masturbar e em conversar sozinha, ria feito uma bruxa, ela mais assustava do parecia ser assustada.
Ela sabia sobre os crimes, na verdade parecia saber sempre o que viria acontecer. Ela sempre ostentava que viriam surpresas. Riu em frente a todos quando o noticiário da TV informou que um bebê havia sido encontrado com o corpo dilacerado em ossos, jogado na porta da biblioteca pública municipal.
Outra vez, se viu em um disparo contra um policial, o mordeu na face e depois se pegou a chorar, ajoelhada em volta de uma árvore. Enquanto outra vítima era encontrada com um pedaço de dente alojado no crânio e restos de fezes de animais misturados ao coração, ela parecia viver em outro mundo. Não estava interessada em saber disso tudo. Continuava a sua vida, onde seu lar era a rua, e o prazer a sua alimentação voraz.
Quando uma senhora idosa recusou lhe dar uns trocados, ela rasgou a carne de sua perna com os dentes, atingiu os músculos e começou a bater com os dentes na parte óssea, ficou sem oxigênio com a boca empapuçada de sangue, o corpo sufocado de prazer intenso. Nenhuma testemunha. Nenhuma prova. A idosa faleceu no local, vítima de hemorragia. Na noite, Damantha se mantinha assustada ao saber de mais um crime. Parecia não ser a mesma pessoa que ali agia. Era dual. Era a pobre menina órfã, e ao mesmo tempo a Dama do Pecado e da Luxúria, viciada na combinação sexo, sadomasoquismo e canibalismo.
A sociedade poderia proibir a todos o uso de armas e facas, achando que assim ninguém mataria outras pessoas e a operação de busca teria um efeito maior. Ledo engano. As armas de Damantha eram os próprios dentes e as unhas enormes. Os clientes que satisfaziam suas fantasias sexuais com aquelas enormes unhas que os masturbavam em troca de uma xícara de café e um pão com guloseimas, jamais imaginariam que as mesmas já haviam furado diversos olhos. Ela era a assassina. Ninguém sabia. Muito menos ela mesma.
As lágrimas que às vezes escorriam de seu rosto era como a chuva molhando lentamente as plantas carnívoras, nada nascia onde a jovem pisava. Abusava sexualmente de suas vítimas, dilacerava seus corpos, comia cada pedaço do corpo. Saia pela noite. Escondia-se feito uma ratazana no esgoto. Ninguém a achava. Acordava e ela mesma não estava mais ali. E sim a doce e pobre órfã, que não entendia a dualidade de seu ser. Por assim viveu intensamente. Nunca foi flagrada. Nunca foi presa. Quando os crimes aumentaram, ela sumiu.
Ela havia conhecido a vida em sua casa sem nenhuma propriedade. Morava na rua. Convivia com a sua loucura, suas psicopatias. Todo fim de semana era o início de uma nova vida. Perdeu-se com o mundo. Um novo final. Ou seria um novo recomeço? Seu relógio nunca parava. A sua vida havia passado. Nunca voltaria ao normal, e sempre era igual aos demais dias. Mudava e seguia em mudanças de personalidade. Dormia. Apagava. Era outra pessoa. Diferente a cada instante, feito o percurso de um rio. Eternamente misteriosa.
Um dia acordaria. Seria a fatalidade. Seria uma borboleta, um pássaro ou um simples átomo? Passava voando e as horas também. Os crimes pararam. A cidade também. O mundo sempre foi assim, nos espantamos devido às dimensões das informações. Adeus Damantha. Adeus mistérios.
Os anos 80 foi a década mais criticada pelo estilo de vestir e os cabelos arrepiados, onde roupas extravagantes e coloridas em êxtase tomaram conta do universo. No Brasil, se salva a música desta década que nos premiou com Legião Urbana, Barão Vermelho, Cazuza, Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós, Plebe Rude, Capital Inicial, Os Eles, Zero, Uns & Outros, Ultraje a Rigor, Titãs, Paralamas do Sucesso, Replicantes, TNT, Ira!, Garotos da Rua, Alemão Ronaldo e Bandaliera, Wander Wildner, Garotos Podres, Blitz, entre outros.
Mas no final desta década, todos estavam odiando os casacos com ombreiras, os cabelos arrepiados e com gel, além das chatices do Léo Jaime, Fábio Jr, Fausto Fawcet, Kid Abelha, Wando, Evandro Mesquita e Fernando Collor de Mello.
Os anos 1990 pareciam ser a grande mudança do apocalipse. Ledo engano. Até que na música ainda havia uns resquícios de rock n’ roll, com o grunge do Pearl Jam, Alice in Chains, e alguma coisa do Guns N’ Roses, Faith no More, Soundgarden, The Verve, Stone Temple Pilots, Red Hot Chili Peppers, Nirvana, Oásis e cia. 
Mas enquanto isso no Brasil... “Família Dinossauro”, “É o Tchan!”, Rafael do Polegar, e o pior de tudo: as “raves”. As “raves” nada mais são do que homens bombados sem camisa, música irritante e ninguém beijando ninguém. Enfim, uma festa regada a “Ecstasy”, também conhecida como “paraíso dos homossexuais”. Aí inventaram o axé, o funk, “na boquinha da garrafa”, a Sasha, o lesbianismo como cultura pop, o Casagrande de comentarista de futebol, etc. Outra coisa que quiseram nos empurrar à força, é que nos anos 1990 inventaram o “grafite” como arte. Confesso que ainda prefiro as pichações que dizem algo e têm um ideal. Arte é Picasso, Da Vinci, Michelangelo, etc. A década de 1990 nos empurrou o “manguebeat”, “a apologia da maconha do Planet Hemp”, as bonecas de Madonna como Britney Spears, Avril Lavigne, Shakira e cia; um milhão de bandas de rock que nem deveriam ser chamadas de rock e sim de “a escória do Pop”; as músicas faladas do Gabriel O Pensador (imagina se não pensasse...)... Mas não veio só isso, surgiram as camisas de flanela, as camisas “cor sim, cor não”, as camisas sem gola, os jeans rasgados (para os ricos se passarem por pobres), os tamagotchis e nem vamos aqui falar da unificação das Alemanhas, a separação da Iugoslávia, a Guerra do Golfo, a vitória do Capitalismo, o fim da União Soviética, a separação da Tchecoslováquia, a Guerra da Bósnia, a unificação do Iêmen, que Hong Kong passou a ser colônia da China... e sim de outras porcarias, como os Power Rangers, as Tartarugas Ninjas, Pokémon, Dragon Ball Z, os seriados Melrose, Plantão Médico e Barrados no Baile; Programa do Ratinho, New Kids on the Block, Jordy, L7, os tênis com luzes, a comida fast-food, entre outras idiotices que faz desta década a mais decadente de todas do século passado.
Enquanto nesta década Roberto virava Roberta Close e Bill Clinton era flagrado com uma prostituta, os travestis, os bissexuais e os homossexuais saíram da toca. Quanta gente sentiu falta de Adolf Hitler neste período. O samba foi assassinado e veio o pagode. O Rock não existe mais. Seremos eternos saudosistas. O LP perdeu para o CD, e como era melhor (e sempre será) o som do LP. Os carros populares se tornaram de plástico. O fusca voltou, mas não como antes. O impeachment de Collor, mas Sarney permanece até hoje. E o Collor voltou. Perdemos Cazuza, Renato Russo e Cássia Eller. Nos mandaram como “recompensa” Ivete Sangalo, Skank e as centenas de duplas sertanejas. Teve “Claudinho e Buchecha”, “Mamonas Assassinas”, “Os Virgulóides”, “SPC”, “Reginaldo Rossi”, “Padre Marcelo”, “Eliana”... melhor parar por aqui, escutar um disco dos Beatles, assistir Alfred Hitchock e depois dar uma volta de Santa Matilde. De 1990 para cá. É só ânsia de vômito e caganeiras.
Ele freqüentava a Catedral Angelopolitana. Seu pátio eram os pilares. A escada sua nobre sala. A porta estilo medieval, a sua singela cama. Não se importava com o frio, as fortes chuvas e, nem mesmo, com os dias quentes no verão. A sua casa, era a mais visitada por todos.
Possuía uma visão que poucos possuíam. Em sua frente a primeira rua de Santo Ângelo Custódio. Logo se divertia com os jacarés e tartarugas ali presentes. À sua direita, o poder executivo e o museu. À esquerda, um antigo prédio e as intermediações da Cúria. Aos fundos, uma travessa, dotada de alguns lares distantes.
Ele não dormia há uma semana. Não tomava banho há algumas semanas. E dividia o seu alimento com as clássicas pombas que sempre freqüentaram aquele local formado por estátuas de anjos e sinais ocultos. Não se barbeava desde a estação passada. Permanecia no local por conta própria, às vezes na companhia de pessoas estranhas, de soldados da lei que queriam impor respeito, de pessoas que lhe jogavam ossos, e muitas vezes cedia a entrada da sua casa, quando a porta da Catedral se abria. Ele conversava muito com seu amigo lá de cima, mas os freqüentadores daquela casa se incomodavam com a sua presença. Era fácil entrar na antiga Catedral e dizer Amém, e segundos depois olhar para Ele com cara de nojo. 
As crianças o ridicularizavam. As famílias nobres da cidade que nunca foi nobre o olhavam com insignificância. O poder ali do lado fingia não enxergar, mesmo com aquele papo todo de assistência social e outros blá-blá-blás. Os adolescentes notívagos o incomodavam com freqüência, alguns ainda o serviam com doses homeopáticas de substâncias ilícitas e outros prazeres censurados pela dinastia do poder.
Ele já havia sido surrado. Estuprado. Humilhado e até esfaqueado. Era freqüente confundi-lo com bandidos procurados. As autoridades o tratavam feito lixo. Ele nunca seria fotografado para as colunas sociais. Era um desacato ser abordado por ele nas portas dos restaurantes. As pessoas eram intolerantes. Apareciam nos jornais realizando entrega de doações, mas quando o viam ali pedindo uma ajuda, os olhares eram de ânsia de vômito e repulso.
Ele ali permanecia, na porta da Catedral. Deitado no chão e com olhar fixo para o teto. Já tivera na vida ideais, projetos, planos, amores e ilusões. Agora só tinha as vestes do corpo e a moradia provisória na praça da Catedral. Já havia percorrido o mundo. Conheceu Paris, Nova Délhi, Buenos Aires, Amsterdam, Santiago de Compostela, Tóquio, Moscou, Glasglow, entre outras cidades. Havia perdido tudo. Os bancos e os fiadores o levaram tudo. Perdeu a família. A mulher que tinha sido Rainha, num destes concursos bestas que promovem qualquer débil em ser coroada, o que nada muda, o que nada acrescenta. Continuam amebas. As filhas ele nem chegou a ver nascer. O sistema o expulsou. Por ora ejaculava nos degraus sagrados, imaginando as vísceras de um cadáver. Por ora defecava na porta do poder público. Por ora urinava na mesma água bebida pelo jacaré.
Permanecia calado. Quando bebia falava sozinho. Tinha a companhia de um cão. Cantava Beatles, Frank Sinatra e Vera Lynn. Rabiscava as paredes com pedaços de tijolos de construção com frases de Goethe. Era uma dádiva cultural. Mas para o mundo era um ser defecado. Não tinha espelho, mas sabia muito. Não se importava com a rejeição, mas era sábio. Não tinha medo da solidão, preferia conversar com os seus botões. Sabia mais da lei do que qualquer autoridade. Era impedido de ingressar no prédio do poder devido o mal cheiro. Mas sabia mais do que muito edil. Era poliglota. Era um artista. Mas os jornais não se interessavam. As autoridades lhe ajudavam, ao máximo, com uma moeda de cinco centavos.
Ele sumiu. Ele esteve por ali. Ele veio quando todos os chamavam. Ele quis ajudar. Mas a prepotência dos seres humanos foi uma coroa de espinhos. A arrogância o primeiro prego em seu punho. A ausência de amor o segundo prego. E a intolerância, a gula, a inveja e a ganância social pelo dinheiro foram as chibatadas em seu corpo. Ele resolveu partir. Cansou de esperar. Poucos mereceram a sua atenção.
A cada dia me espanta ver os noticiários regionais das emissoras de TV aberta serem produzidos pobremente: pautas sem emoção, sem nenhum conteúdo útil e cultural, e o mais revoltante é vermos exibições de imagens com áudio narrativo ao fundo. Hoje qualquer bobagem, qualquer pseudoherói vira notícia num meio televisivo comandados por amadores, pessoas sem graduação na área de Jornalismo, sem conhecimento cultural e em línguas estrangeiras serem âncoras de um programa tão pífio, tão banal e de uma bizarrice regada a besteirol que nos faz refletir uma só questão: que jornalismo é este? Ficção?
São direitos do jornalista, baseado em lei, que diz "...IV - examinar em qualquer repartição policial autos de prisão em flagrante, de inquérito, diligência ou sindicância, findos ou em andamento, podendo obter cópias ou tomar apontamentos;", e mesmo assim há delegacias no interior de nosso Estado que desrespeitam a lei (seja ser cômico) e não informam os profissionais corretamente, por uma questão de "status" ou o quê? O mesmo em relação a outra parte da mesma lei, que diz "...V - ingressar livremente, para colher informações, em qualquer recinto ou edifício em que funcione repartição pública, inclusive autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista e em sala de sessões públicas dos três Poderes da República;", e mesmo assim, muitos são barrados com ordens hierárquicas e boçais que dizem "a imprensa não entra". Baseado em que lei? A lei da prepotência e arrogância?
Ainda, "VII - dirigir-se às autoridades públicas em suas salas ou gabinetes de trabalho, independentemente de horário ou audiência previamente marcados, observada a ordem de chegada, podendo ser atendido em grupo de jornalistas, simultaneamente;
VIII - ser tratado com dignidade por autoridades e servidores da administração pública de qualquer dos poderes e unidades da Federação"; tudo isto está na lei, mas estamos num país onde as leis não são cumpridas, adequadamente.
A mesma lei que relata sobre as empresas jornalísticas é clara ao afirmar que "Artigo 16. 2º - Não serão admitidas a registro, nem poderão funcionar, as empresas jornalísticas, ou a que elas se equipararem, que não tiverem jornalistas responsáveis", mas isto é tão comum hoje no país quanto o consumo de maconha, por exemplo, pois acontece livremente, quem enxerga finge que não vê e nada acontece ao infrator. Ser jornalista não é escrever para um jornal, publicar e assinar embaixo; ser editor, muito menos. E há também o Código de Ética, onde todos os diretores de jornais, diretores de redação, editores devem respeitar a fonte da informação (citando o autor da matéria e o crédito de imagem a cada fotógrafo), jamais alterar o texto por respeito à obra e, em caso de "releases", citar a origem natural da informação. Hoje, há muitos jornalistas que não vivem sem o "Google", o "Wikipédia" e a Internet em geral. Nunca me esqueço de uma jornalista que escrevia num jornal com matérias copiadas do Google, e que uma vez levou três horas para formular uma legenda de uma foto. É vergonhoso! Estes são aqueles famosos jornalistas que se acham "Capaz"...
Nada são se colocados diante de uma folha em branco e um lápis na mão... Contudo, "...Art. 28. O jornalista obriga-se a cumprir, rigorosamente, os deveres consignados no Código de Ética e Disciplina.
Parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina regula os deveres do jornalista para com a comunidade, o direito à informação, a relação com outro profissional e, ainda, o dever geral de urbanidade e os respectivos procedimentos disciplinares". Todavia, a lei também é claro em relação aos crimes "III - assinar matéria ou apresentar-se como responsável por publicação, jornal falado ou televisionado, sem ser o seu verdadeiro autor ou sem ter dado a sua contribuição efetiva e profissional".
Você já reparou que as vezes uma informação exibida num canal de TV é a mesma pauta em todos os canais de TV, abertos e fechados? Ainda, você encontrará a mesma notícia em todos os sites da Internet, jornais impressos e revistas? Tudo funciona de uma só maneira, as agências de notícias comandam e as notícias são realizadas de acordo com interesses comerciais, sociais, políticos e econômicos; e assim o jornalismo que você acompanha é mais perto da ficção do que a realidade. Quando você abre um jornal na segunda-feira, as notícias são de domingo. Isto é um fato.
O que mais revolta, além de vermos um jornalismo pobre em nosso Estado, em nossa região, em nosso país, é que há muitas "autoridades" que ainda acham que a Ditadura Militar existe, e que todos os profissionais da área (só posso chamar de colegas de profissão aqueles que são graduados em Comunicação Social/Jornalismo) são Vladimir "Vlado" Herzog. O que é uma vergonha, um absurdo, pois a Imprensa é o 4º Poder de uma Nação.
Pessoas sem qualificação, amadores com interesses financeiros que não dominam a gramática, que não passaram pelas Universidades, que desconhecem a Literatura, a Cultura, as Línguas Estrangeiras, e o mundo fora daquela visão banal e pífia hoje dominam e comandam muitos jornais (assim como a maioria dos jornais estão nas mãos de políticos, líderes religiosos e administradores), um assassinato da Gramática, que nos faz ter pena dos assinantes dos jornais que estes enchem o peito para dizer "sou o editor". Editor que não sabe diagramar, que nunca foi repórter, que desconhece a fotografia e as leis da Imprensa, que não tem editorias em seu jornal (as notícias são misturadas feito uma salada-de-frutas, sem citar as fontes e com muita dose de Ctrl +C e Ctrl + V oriundas da Internet), e ainda sem diploma, é mais insignificante feito os restolhos de necessidades escatológicas deixadas em suas cuecas, mais cruel que as suas dúvidas interiores de sempre se questionar se é Barbie ou Ken, e mais pobre que os seus conhecimentos culturais, onde, se somarmos todos os livros que leram na vida não serão mais do que cinco. O jornalismo está cheio de amebas, o despreparo é cada vez mais terrível, mas o ego continua e estes morreram com ele, na pobreza, na futilidade e na arrogância regada a matérias que surgem de uma mente boçal. E o mais ignorante é que todos querem aparecer ou ser jornalista da Rede Globo. Sim, a mesma Globo que apoiou a Ditadura Militar, que elegeu Fernando Collor de Mello, a mesma Globo que Leonel Brizola chamava de "Mafiosa e enganadora"... Ledo engano de quem acredita que o "Plin Plin" é uma fonte segura de informação...
Ela era conhecida como a cantora oficial das tropas britânicas na II Guerra Mundial (1939-1945). Pouca conhecida no Brasil, a inglesa Vera Lynn Black, nascida em East Ham no dia 20 de Março de 1917, foi um ícone musical dos ingleses durante a Segunda Guerra, onde os soldados se distraiam com músicas antes do combate ouvindo o seu maior sucesso We'll meet again.
Em 1933 havia começado como solista. Com uma voz doce, uma pitada de vulnerabilidade, eis que logo teve a atenção do público britânico. "Eu nunca fui um deslumbramento de menina. Eu era a garota na porta ao lado", disse Lynn em uma de suas últimas entrevistas na BBC. Em 1944, com a guerra global no auge, Lynn realizou uma turnê para entreter as tropas britânicas no Egito, Índia e Mianmar.
Durante a II Guerra, Vera Lynn atuou no cinema participando do elenco de três filmes: “We’ll Meet Again” (1942), “Ritmo de Serenata” (1943) e “Uma Noite Emocionante” (1944).
Após a II Guerra Mundial, ela realizou oito apresentações para a família Real britânica e lançou a sua primeira música pós-guerra: em 1951, com "Auf Wiederseh'n", uma canção ironicamente suficiente com um tema alemão.
Vera Lynn se tornou uma música defensora dos problemas dos soldados veteranos britânicos da II Guerra, sendo reconhecida como uma ativista através da melodia de suas músicas. Além de contribuir para fundações de caridade para ajudar os remanescentes da II Guerra Mundial. Em 1975, foi condecorada como “A Dama do Império Britânico”.
Em 1979, o líder do Pink Floyd, Roger Waters, o qual perdeu o pai na II Guerra Mundial, Eric Fletcher Waters, compôs a música “Vera” em homenagem a Lynn, na clássica ópera-rock “The Wall” - mais tarde virou filme, em 1981, sob produção de Alan Parker -, o álbum duplo mais vendido na história da música. O Pink Floyd já havia homenageado Vera Lynn na capa do disco "Ummagumma" (1970), com a sua imagem num vinil que diz "Lili", se referindo ao apelido de Lynn. Segundo Waters: “Durante a guerra, quando Vera cantava no rádio, o silêncio era absoluto em nosso lar”. Em 1994, Vera Lynn, com 77 anos, participou das comemorações do 50° aniversário do Dia D, ocorrido em 06 de Junho de 1944. Vera Lynn atualmente vive em Londres, aos 92 anos de idade.
O verdadeiro homem não é guiado por ninguém, não se apega a nenhuma opinião sobre diferentes doutrinas, ele é mais ele, e está acima de qualquer disputa ou suspeita. Não poupe o seu sorriso, ele desarma o ódio. Concordo com Charles Chaplin, a simplicidade conquistou o mundo. Se perco coisas importantes, no máximo devo confessar a minha falência, mas jamais a decadência.
A arte não é um lance ilusório, tem que ter muita sensibilidade para saber de fato o que ela exprime. A arte não é só pintar quadros, compor músicas, escrever livros, ela está acima de qualquer suspeita, é o símbolo máximo da criação do homem. O empresário produz em série e visa o lucro, o artista produz a unidade e visa a perfeição de um momento artístico. O político se preocupa com a imagem e o número de votos que conseguirá este ano, o agricultor quer a chuva, os clínicos de área médica querem pacientes, os advogados querem encontrar uma brecha, os jogadores de futebol querem gols, fama e salários milionários (...) Mas e o viver fica aonde? Se você não descobrir em si mesmo o papel que deve assumir, não se iluda com filmes que jamais verá de perto.
O sol ainda é o mesmo de milhões de anos atrás, todos os caminhos ainda levam a Paris, mas somente um é mais curto. Faça seu próprio sonho, se você quer salvar o seu dia-a-dia numa freqüente novela da sua vida denominada “Vale a pena ver de novo”.
Não espere que Deus faça isso por você, Ele tem mais coisas a fazer do que pensar no seu egoísmo com cara de “pidão”. Não fique esperando um Che Guevara, Luis Carlos Prestes, Gandhi, John Lennon... Para fazer uma coisa que é sua obrigação: viver. Quando você parar de reclamar, alguma coisa vai mudar.
Os mais velhos podem apontar o caminho, mas só você tem o poder da opção. Por mais caminhos que percorra, o traçado por você será sempre o mais significativo. Será que não é cedo para casar? Tenho certeza que o meu namoro é eterno, ou estou me baseando na ficção da novela das oito? Não é cedo ainda para sair de casa e se achar velho com quarenta anos? A meu ver velho é ter mais de 120 anos...
Os filósofos não são os donos da verdade, são apenas colaboradores de um pensamento que já foi manifestado através dos tempos. Somos seres vibrantes, transmitindo força e realismo cósmico, seres em busca de um movimento, presos ao laços dos tempos. Somente o hoje nos pertence, se prender no passado é dar luz à neurose e se preocupar com o futuro é assinar a receita médica por ansiolíticos. Não adianta ficar em casa sonhando esperando por algo ou alguém que lhe mostre o caminho, pois quando perceberes estarás dez anos mais velho e “cairá a ficha” de que você não fez nada. Só ficou pensando em dinheiro e assistindo o Big Brother. A vida, é muito mais que isso. E as mulheres devem ser amadas, e não confundidas com objetos que nem tiramos o pó.
Catherine sempre esteve envolta ao sentimento de rebeldia. Era seu natural feitiço. De nada adiantava a sugestão de que ela deveria mudar para viver melhor em seu cotidiano, junto ao marido Joseph, a qual já conviviam juntos numa pacata casa de pedra durante o período de quinze anos.
Nos últimos meses, a sua rebeldia estava envolvida pela ira e o relacionamento já não era mais o mesmo. A sua natural rebeldia já perturbava aquele casal que viveu de uma paixão para um grande amor num ápice de segundo. Ela era mesmo rebelde e ponto final. Não havia o que fazer. Nem o próprio espelho a faria mudar. Nem os erros serviriam como futuros acertos. Rebeldia era o seu nome, e rebelde o sobrenome.
O marido havia pensado durante as últimas semanas em uma severa punição à sua amada. A paciência havia terminado. Os limites todos ultrapassados. O amor começava a se transformar em ódio, e o ato de fazer amor estava mais próximo de um estupro do que pétalas de rosa pela cama.
Antes de dormir na chuvosa noite de sábado, o casal apreciou um bom vinho francês deitados na aconchegante cama, mas ela já demonstrava sinais de rebeldia devido o intenso barulho dos trovões e a incessante chuva que não parava, vindo a impedir que suas roupas secassem na sala de lavanderia. Sem Catherine perceber, o impaciente Joseph misturou em sua taça de cristal uma substância sonífera, o que a impediria de acordar num período mínimo de doze horas.
Levantou-se cedo da cama, por volta das seis horas da manhã. Tomou seu banho, fez a barba, perfumou o corpo e calmamente vestiu suas vestes. Invadiu a cozinha, preparou um delicioso café-da-manhã, espalhou a sua margarina preferida levemente pelo pão e retornou para o quarto. Deitou-se na cama, retirou o lençol que cobria a face de Catherine e notou que seu corpo não se mexia nem com fortes toques no mesmo. 
O marido a despiu. Introduziu em seu corpo legumes pontudos de extenso comprimento e a carregou em seus braços até o quintal. O corpo dormente a fazia provocar murmúrios de som indecifráveis. Ainda chovia fortemente. O gramado do pátio estava encharcado, com poças d’água que formavam pequenas lagunas. A deixou nua presa junto à casa do cachorro, um elétrico dobermann que latia sem parar. Em posição fetal a prendeu junto à coleira do cão, e seu corpo vitimado por legumes gigantescos.
Ela não havia acordado. A feriu com quatro chibatadas pelo abdômen. Retornou ao quarto. Abriu as portas do guarda-roupa e jogou tudo para o alto. Encontrou o revólver e disparou-o contra a sua garganta, introduzindo o mesmo em sua boca. No mesmo tempo em que trovões surdiam pelo céu, o estrondo de um tiro.
O impacto da bala não foi fulminante, desfaleceu mas sobreviveu. Foi encontrado deitado no meio de uma imensidão de sangue. A jovem mulher, ao ser acordada pelos policiais que invadiam a residência, não entendera porque estava presa e nua na casa do cão, e com objetos estranhos em seu corpo. Ao avistar o marido embebido num inferno de sangue, descontrolou-se. A polícia a prendeu. Os jornais da cidade publicaram a manchete na primeira página:
“Maníaca sexual é presa por tentativa de homicídio”.
A vida nos prega peças engraçadas, onde por muitas vezes somos os atores principais, por ora coadjuvantes e, em muitos casos, a platéia de um teatro real que observamos em nosso cotidiano.
Num mundo recheado de notícias ruins, contrastando com a beleza natural de um cenário chamado mundo, onde as pessoas são movidas e conduzidas por uma eletricidade midiática mais forte do que elas, onde muitos se perdem em frente ao espelho ou na coleção de cartões na carteira que carregam consigo em seus bolsos. É fato notório, a maioria das pessoas perdeu a fé, desconhece o amor e não está nem aí com a natureza, o futuro e os animais. Mas experimente iniciar uma conversa sobre a beleza física, valores monetários mensais e sites de relacionamento e todas saberão de tudo um pouco. 
Pessoas passam boa parte da vida em frente a um computador. Crianças e adolescentes não criam mais nada, não disputam esportes reais, e é estranho entender como passam mais tempo em jogos virtuais do que dormindo. Tudo parece perder a graça. Não há mais o charme de ir numa biblioteca e folhear as páginas empoeiradas, segurar obras clássicas com cuidados e ler um livro que marcou uma época, esquecido no baú dos tempos, pois hoje basta um “download”, o popular “baixar da Internet” e os filhos que serão o futuro do país estão acostumados a ler somente aquilo que virou Pop, ou que se tornou um filme e, ainda, caso seja um trabalho exigido por um professor. Mesmo assim eles dificilmente lerão, pois parece ser mais cômodo copiar da Internet o resumo.
As pessoas não se relacionam mais. Não existe mais o flerte. Muito menos os sinais não-verbais de uma conquista. Não há os momentos do conhecerem-se, ansiar pelo primeiro beijo, passearem juntos, programar sonhos e momentos. Hoje a virtualidade toma conta. Um “emoticon” é o substituto do olhar. A língua portuguesa assassinada, em abreviações aberrantes e néscias, invadiu o vocabulário e a mania de jovens que nem sequer chegaram a sonhar. Uma geração perdida. Uma geração que não viveu. Aliás que não vive, que só fica estática ao comodismo e o tudo pronto servido em seus braços. Não vivem sem um telefone celular. Não saberiam o que fazer sem a Internet. Não conhecem os artistas que marcaram uma época política-social-econômica. Desconhecem a história. Mergulham na ignorância. Não entendem de música. Jamais irão ao teatro. Idolatram pseudoheróis vestidos de otários. Riem por qualquer coisa. Talvez se criassem, notariam o quanto são besteiróis os seus gostos.
Não há pessimismo por aqui. Nem um futuro pragmático. As pessoas temem parar, observar e analisar. Mas as pessoas hoje não notariam um cometa no céu, embora seriam capazes de notar uma janela aberta na área de trabalho do computador. Não existem mais os romances, e sim a competição por ficar, beijar e ir pra cama mais vezes. Não há mais a beleza da virgindade, nem todos acreditam no amor eterno, nem sabem do que vos falo e o que assusta é uma geração de seres rastejantes que vem se acumulando desde o início dos anos 1990. Se idolatram Kurt Cobain na música, é porque certamente não souberam quem foi John Lennon. Se Paulo Coelho é o mais lido? Pobres Mário Quintana, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Lya Luft, Carlos Drummond de Andrade, Rui Barbosa... Se a produção hollywoodiana encanta, com seus heróis e contos fantásticos, talvez seja porque jamais viram uma produção cinematográfica européia, desconhecem os irmãos Lumiére, o cinema mudo, o cinema argentino e, até mesmo, o nosso nacional.
Há muita superficialidade, muitos sentimentos são virtuais e de plástico, os diamantes de hoje são falsas pedras, assim como os olhares de diamantes que não brilham, somente enganam e finge serem o que não são. Há aqueles que não respeitam a palavra casamento, o termo “comprometido” parece nada importar e até mesmo quem usa aliança na mão continua promíscuo. Mulheres traem, quanto os homens. Não há mais respeito. Nada aprenderam com seus avós. Tudo é fácil. Tudo é pronto. Tudo vem enlatado. Tudo têm acesso. Nada se cria, tudo se copia. Ter diploma é ter um papel, o que vale é pagar a mensalidade e pronto. Quem não estuda, se forma mesmo assim.
Qualquer uma despe as vestes. É mais fácil que fazer pão. Tudo é fast-food. Não sabem produzir o próprio alimento. O pronto já nasce pronto. O novo já nasce velho. As bandas de garagem de hoje, fazem as de ontem querer vomitar. As revistas não vivem sem Photoshop. Os modelos são avatares do Photoshop. A pornografia virou mania. A webcam virou nudez. O Papa não é respeito, mas a vulgaridade é. 
As boates não são mais danceterias. O cinema fecha as portas do que restam. O teatro é para uma minoria. O carnaval é um filme erótico. Os desenhos animados não são Walt Disney e Hanna-Barbera. A arte é fulgaz. O dinheiro nada vale. A personalidade também.
As pessoas mentem. As pessoas traem. Há cotas para os negros. Agora todos almejam cotas. A sociedade está dividida em cotas. Não “cotas” de cocotas, mas parece. A política está lotada de laranjas. Todo laranja é um otário. Os laranjas querem mais, mais e mais. Mas querer não é poder. Um dia a realidade aparece. As pessoas viram fakes. As pessoas invadem a intimidade alheia. As pessoas se passam por amigos para tirar proveito próprio. As pessoas falam em Deus, mas nem todos acreditam Nele. As pessoas se escondem nas drogas.
O amor é bom demais para não vivê-lo. Eis que a sociedade é lotada de vampiros, que sugam nossas energias. Não falo dos vampiros da noite que vestem preto, consomem drogas e escutam rock n’ roll, acreditando que são capazes de enganar a sua dor, porque estes não merecem a nossa atenção. São vira-latas sem dono e rumo, que raramente recebem um osso.
Como disse Luís Fernando Veríssimo, “o mundo não é ruim, é apenas mal habitado”. O sonho até pode ter acabado, como entronizou Lennon. Mas o amor é bom demais para não vivê-lo. O que vale é ser honesto, amar com verdade, acreditar em seus sonhos e viver o amor eterno, porque este existe sim. Quem diz outra coisa é besta.
Não sei ao certo se o ocorrido se passou em um sonho, um desatino, em uma viagem regada de pensamentos insanos, ou, simplesmente, alguma substância elevou todo o imaginário a formalizar o ato, por vezes rarefeito, embora duradouro.
Havia uma casa. Não havia paredes. Nem sequer notamos a presença de portas. O telhado? O céu. O chão? O inferno. A casa não possuía dono, nem teria interessados em alugar. Não estava à venda. Mas em seu interior estavam reunidos todos os sentimentos. 
A loucura teve a idéia de todos brincarem de esconde-esconde, eis que o pânico sugeriu a presença de artifícios sobrenaturais. Mas nem todos concordaram, pois o medo tinha medo de escuro. E mais medo ainda de se esconder e se perder. A neurose não queria se perder, pois temia não ser encontrada e raptada, ou, talvez, pudesse surgir uma força tremenda que a sugasse para um inferno profundo, cheio de gnomos sem olhos, portando facas na cintura. E se fossem canibais?
A loucura sugeriu contar de zero a dez. A pressa logo sumiu. O ciúme queria ter sido o inventor da brincadeira, e não quis participar. A possessividade não quis que brincassem naquela casa, eis que havia tomado a mesma para si. A beleza e a adoração se esconderam atrás de uma linda rosa avermelhada. O orgulho quis se esconder no meio das barbas de Deus, eis que seria uma dádiva pessoal poder dizer a todos que foi o único a ficar ao lado do mais importante do universo. Um esconderijo sagrado. Eis que a Inveja fugiu e se escondeu no garfo do Diabo. A tristeza não foi convidada a participar e ficou assistindo TV, acompanhada da melancolia e do tédio.
A preguiça esperou a loucura contar até dez, e acabou não se escondendo. A ira não achou nenhum lugar para ficar, e acabou batendo na loucura com uma foice, encontrada nas mãos da psicose. O egoísmo acabou invadindo a imobiliária Vida e comprou a casa no mesmo instante, assim acabaria a brincadeira.
A loucura não encontrou ninguém. Abalou-se e encontrou atrás do sofá, escondido e localizado por estar aparecendo as meias do Perdão. O amor não foi encontrado. O amor é raro. Todos foram localizados. A paixão se entregou assim que suspirou. O ódio já havia quebrado a loucura no meio. Mas o amor ninguém encontrou. Todos visitam esta casa. Todos conhecem estes personagens, mas o amor só é visível aos olhos de poucos. O amor é um sentimento que poucos sentem. Muitos dizem “Eu te amo”, e isto poderia ser sinônimo de “Gosto de você”, porque o amor é único, algo que no fim de nossas vidas seremos apresentados, ou num período mais curto, quando aprendemos a nos comunicar com os olhos.
Será que nós, homens, tão civilizados, não percebemos que a natureza é o nosso maior patrimônio? Por favor, se alguém está me ouvindo, não deixe que ela morra como se fosse um simples inseto. Deixem que meus filhos e netos conheçam o mar e a selva!
Daria tudo para ser um índio e viver na sua nobre "ignorância". Até quando seremos vítimas dos governos americanos, que ficam brincando de destruir o mundo com seus fogos de artifício mortais? Para que tanto poder se a morte é certa e lá em cima tudo é igual? Perante os deuses somos todos sábios e igualmente tolos.
Pode ser que eu seja mais um sonhador, mas não sou o único não. Tem muita gente que reparte esse sentimento de agonia e euforia comigo. Quer saber, eu estou preocupado se amanhã o sol vai ou não nascer. 
Mas em composição cubista, nós estamos aqui, em cena, acomodados por essas algemas que têm o poder de uma bomba assassina que a qualquer hora poderá antecipar o destino de muita gente. Achamos isso ou aquilo, quando na realidade, não fazemos nada. Os políticos continuam nos roubando, com exceções, os bandidos continuam soltos ou em liberdade condicional (e o ladrão de galinha preso); as fábricas continuam poluindo o solo e nossas águas, as pessoas continuam jogando lixo na rua e queimando folhas secas na frente de suas casas, assim como alguns agricultores continuam espalhando embalagens de produtos químicos a céu aberto (...)
Somos tão acomodados que permitimos a construção de usinas nucleares em nossas praias sem nos tocarmos que tudo aquilo pode ir aos ares assim que você levantar para pegar o bronzeador. Até quando seremos vítimas dessa inércia lamentável? Há tanto o que fazer e ainda estamos nessa de deixar o barco rolar para ver onde ele vai parar. Será que ele vai muito mais longe? Ou será que ele vai atracar naquela praia onde a indústria atômica é a paisagem. Deixe o coração falar e não esconda a sujeira embaixo do tapete, afinal há razões suficientes para acreditar que, além de redondo, o mundo merecer brilhar.
Somos criados numa sociedade machista onde, se não caçamos a nossa fêmea, logo caímos na linhagem dos duvidosos e, possivelmente, faremos parte do grupo de risco. Muitas vezes eles nem estão a fim, mas não perdem o hábito de querer pôr em dia a sua reputação como se isso fosse a solução para a maioria de seus problemas.
Os machistas não entendem que é preciso muito mais que garras afiadas e seus órgãos genitais rígidos para provar que são homens de fato. É preciso uma consciência real do reflexo interior de seu espelho para saber se você é mesmo um homem ou um fruto da mídia. Qual cigarro você fuma? Hollywood, ao sucesso? Carlton, um raro prazer? Marlboro, onde os homens se encontram? Free? Sinto muito, mas não temos nada em comum! Cada um curte uma, eu sei. Mas ficar nessa neurose de que praticar relações sexuais a todo instante é preciso, além de só enxergar a mulher como um objeto, e acreditar que ler não é preciso, não passa de uma caretice de adolescentes carentes.
Tem muito homem por aí, barbado, perdido nas trevas da noite feito um zumbi sexual à procura de sua presa. Não estou a fim de detonar a paquera, mas há um meio-termo para tudo que deve ser respeitado e avaliado, para mais tarde não se cair nas águas do ridículo. Se você se acha um Don Juan de seu clube, bairro ou rua, não se vanglorie tanto por isso, há outros filmes muito mais interessantes rolando na vertical, que você nunca viu e talvez nunca verá, se continuar a jogar no time dos zumbis sexuais. 
Não sou contra a paquera, muito pelo contrário, sou a favor do flerte, uma relação espontânea e leve. Já é hora de os ratos de praia ou os "malandros de rodoviária" começarem a cair na real, para mais uma vez não se afogarem na lama do ridículo. Assim como eu, existem muitos que não gostam de ficar bancando o zumbi sexual para provar à divina sociedade machista que ainda estão em alta. O sinal do flerte vai estar sempre aberto, não é preciso invadir praias alheias ou jogar conversa fora para provar ao mundo que somos canibais de nós mesmos.
A desinformação é o descompasso para a tragédia e o fim do túnel. Sinto pena destas pobres meninas, na doce juventude, que se entregam a qualquer "vampiro" que surge para sugar sua nobre inocência. Ou, o que dizer daquelas que se prostituem diariamente em troca de algumas moedas de ignorância, aos "tios" safados que pagam para comprovar as suas insignificâncias? Além do fato de estarem pagando e comprovando que não são capazes de conquistar nem um cachorro de rua sequer, embora acreditam que estão fazendo algo correto. O século XXI está aí, o tempo de "lá em casa o homem manda", "lugar de mulher é na cozinha ou no tanque", "o homem pode, a mulher não"... tudo isso não passa de historinha para boi dormir... Enquanto isso, a sociedade machista continua produzindo comerciais de televisão com mulheres seminuas em propagandas de cerveja, celular, veículos...
Vi ontem um astronauta de cuecas dançando frevo com uma Cinderela japonesa que falava esperanto e como se não bastasse, o tal Reagan, na companhia de Bush e Khadafi, jogando truco no bar da esquina, de propriedade de Gorbatchev, cheirando cocaína ao som de uma antiga melodia: “she don’t lie”.
Sonhei com a realidade ou preferi a ilusão? Então me mantive acordado me baseando no baseado escrito na parede que já estava me queimando a mão. As moscas que ali passavam não entendiam nada, não. Rodeavam feito Marlene Mattos rodeia a Xuxa e acabavam por pousar no ralo da ilusão em um vôo desenfreado da TAM. Para enturmá-las na situação alguém espirrou pó de gesso misturado e batizado com rodiasol de ilusão de chacina barata.
Mais vale ser um filho da puta do que da ocasião, são todos iguais, um mequetrefe vestido de santo te aplicando teorias orientais. Ao som de telefone desesperado, acendo na mão a erva queimada que a água fervida queimou na cuia, na rua da amargura, ofereci o mate à telefonista que o passou de mão em mão até a última roncada da bomba que não precisou leda, nem Ieda e nem cereja. É como o gato escaldado que come uma bacia de cogumelos ao confundir com ração Whiskas.
Dizem que de dar e apanhar toda mulher gosta, aos machistas de plantão uma boa dose de soda cáustica pubiana não faria mal nenhum. Mas de onde surgiu o Gargamel? Das figurinhas dos Transformers embebidas nas aulas de química? 
A minha loucura tem razão e não sou louco. Só que aposto que você acreditaria tudo isso se lesse na capa de um jornal judeu ou nas próprias dramaturgias pífias de Glória Perez nos reclames do “Plin Plin”. A mídia governa você e só governarás o teu barco quando você desligar o cabo da tomada ou não pagar a conta de luz.
As ondas do mar me transformaram num garoto libertino que veio ao mundo para extrapolar esta maldita falácia regada a tapinhas nas costas e contos do Vigário. Se nada em sua vida faz mais sentido, não duvides de suas forças que possam lhe impulsionar para um mundo de novas descobertas. O gênio pensa, o inteligente idealiza e o fraco, se entrega.
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