Durante o governo de Arthur da Costa e Silva - 15 de março de 1967 à 31 de agosto de 1969 - o país conheceu o mais cruel de seus Atos Institucionais. O Ato Institucional Nº 5, ou simplesmente AI 5, que entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968, era o mais abrangente e autoritário de todos os outros atos institucionais, e na prática revogou os dispositivos constitucionais de 67, além de reforçar os poderes discricionários do regime militar. O Ato vigorou até 31 de dezembro de 1978. 
Veja, na íntegra, o AI-5:
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL , ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e
CONSIDERANDO que a Revolução brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao País um regime que, atendendo às exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, "os. meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direito e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa pátria" (Preâmbulo do Ato Institucional nº 1, de 9 de abril de 1964);
CONSIDERANDO que o Governo da República, responsável pela execução daqueles objetivos e pela ordem e segurança internas, não só não pode permitir que pessoas ou grupos anti-revolucionários contra ela trabalhem, tramem ou ajam, sob pena de estar faltando a compromissos que assumiu com o povo brasileiro, bem como porque o Poder Revolucionário, ao editar o Ato Institucional nº 2, afirmou, categoricamente, que "não se disse que a Resolução foi, mas que é e continuará" e, portanto, o processo revolucionário em desenvolvimento não pode ser detido;
CONSIDERANDO que esse mesmo Poder Revolucionário, exercido pelo Presidente da República, ao convocar o Congresso Nacional para discutir, votar e promulgar a nova Constituição, estabeleceu que esta, além de representar "a institucionalização dos ideais e princípios da Revolução", deveria "assegurar a continuidade da obra revolucionária" (Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966);
CONSIDERANDO, no entanto, que atos nitidamente subversivos, oriundos dos mais distintos setores políticos e culturais, comprovam que os instrumentos jurídicos, que a Revolução vitoriosa outorgou à Nação para sua defesa, desenvolvimento e bem-estar de seu povo, estão servindo de meios para combatê-la e destruí-la;
CONSIDERANDO que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária;
CONSIDERANDO que todos esses fatos perturbadores, da ordem são contrários aos ideais e à consolidação do Movimento de março de 1964, obrigando os que por ele se responsabilizaram e juraram defendê-lo, a adotarem as providências necessárias, que evitem sua destruição,
Resolve editar o seguinte
ATO INSTITUCIONAL
Art 1º - São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições estaduais, com as modificações constantes deste Ato Institucional.
Art 2º - O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República.
§ 1º - Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios.
§ 2º - Durante o período de recesso, os Senadores, os Deputados federais, estaduais e os Vereadores só perceberão a parte fixa de seus subsídios.
§ 3º - Em caso de recesso da Câmara Municipal, a fiscalização financeira e orçamentária dos Municípios que não possuam Tribunal de Contas, será exercida pelo do respectivo Estado, estendendo sua ação às funções de auditoria, julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos.
Art 3º - O Presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos Estados e Municípios, sem as limitações previstas na Constituição.
Parágrafo único - Os interventores nos Estados e Municípios serão nomeados pelo Presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos Governadores ou Prefeitos, e gozarão das prerrogativas, vencimentos e vantagens fixados em lei.
Art 4º - No interesse de preservar a Revolução, o Presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.
Parágrafo único - Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem seus mandatos cassados, não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos.
Art 5º - A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em:
I - cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função;
II - suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;
III - proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política;
IV - aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança:
a) liberdade vigiada;
b) proibição de freqüentar determinados lugares;
c) domicílio determinado,
§ 1º - o ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.
§ 2º - As medidas de segurança de que trata o item IV deste artigo serão aplicadas pelo Ministro de Estado da Justiça, defesa a apreciação de seu ato pelo Poder Judiciário.
Art 6º - Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, mamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.
§ 1º - O Presidente da República poderá mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregado de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.
§ 2º - O disposto neste artigo e seu § 1º aplica-se, também, nos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.
Art 7º - O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.
Art 8º - O Presidente da República poderá, após investigação, decretar o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, inclusive de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.
Parágrafo único - Provada a legitimidade da aquisição dos bens, far-se-á sua restituição.
Art 9º - O Presidente da República poderá baixar Atos Complementares para a execução deste Ato Institucional, bem como adotar, se necessário à defesa da Revolução, as medidas previstas nas alíneas d e e do § 2º do art. 152 da Constituição.
Art 10 - Fica suspensa a garantia de habeas corpus , nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.
Art 11 - Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.
Art 12 - O presente Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.
Brasília, 13 de dezembro de 1968; 147º da Independência e 80º da República.
A. COSTA E SILVA
Luís Antônio da Gama e Silva
Augusto Hamann Rademaker Grünewald
Aurélio de Lyra Tavares
José de Magalhães Pinto
Antônio Delfim Netto
Mário David Andreazza
Ivo Arzua Pereira
Tarso Dutra
Jarbas G. Passarinho
Márcio de Souza e Mello
Leonel Miranda
José Costa Cavalcanti
Edmundo de Macedo Soares
Hélio Beltrão
Afonso A. Lima
Carlos F. de Simas
Ela desabrochou numa manhã de verão
No jardim abandonado e triste de meu coração
Trazia os olhos do destino para dentro de minha vida.
Iniciava um sinônimo de felicidade junto a mim
Tornou-se a dona de minha alma
A dona de meu coração
Eu a colhi para a vida
Eu a colhi como mulher
Uma linda mulher
Uma linda mulher feito a rosa mais brilhante
A flor perfeita
Ela transformou o meu mundo
Iniciou a encantar a minha vida, aos poucos
E não desistiu de tentar
A poesia agora canta no ar
Eu andava na casa dos horrores
Agora ando no castelo dos seus braços
Em meu coração ardia uma chama quase apagada
Tudo tornou-se belo
Com esta dama, esta fêmea, esta mulher
Com um A mágico
Um A de Andressa
Minhas cadeias estavam trancadas com um mundo ruim
Era um mártir da melancolia
Era infeliz. Era um infame.
Hoje a amo muito.
E dela só quero cuidar.
Dela só desejo amar.
* Dedicado ao meu amor Andressa Hanusch
Todo cidadão possui o direito de ir e vir, baseado na Constituição de nosso país. Nosso Pai nos concede o direito de livre arbítrio, nos dando o direito de escolher nossos caminhos. Quando estamos na escola, recebemos a educação necessária para aprendizagem de um admirável mundo novo que, mais tarde, faremos a escolha de nossa profissão, nossos relacionamentos e as cidades em que desejamos residir. O mundo inteiro é um portal de visitações, possuímos ambições e cada um possui o direito em optar por onde viver, residir e domiciliar, seja através de ofertas de empregos, aprovações em concursos ou vestibulares ou uma simples escolha sem motivo sequer. Assim é do direito de cada cidadão residir onde achar necessário, seja num município dentro de um Estado, em outros Estados, em outros Continentes, etc.
E quando residimos distante de nossa cidade natal, logo moramos em uma residência que, conseqüentemente, pagamos aluguel, IPTU, luz, água, condomínio; fizemos compras no comércio local, seja em supermercados, farmácias, restaurantes, clubes, livrarias, bares, lojas, o que faz com que o nosso investimento, mesmo não sendo natural deste ou daquele município, se torne ativamente empregado na cidade onde estamos no momento. Se possuímos filhos, os mesmos estudam em escolas do município em que estamos residindo, e assim contribuímos para o crescimento social e econômico do mesmo, fortalecendo a economia. E o mesmo acontece caso possuirmos um veículo, pois será naquele município em que abasteceremos o tanque do mesmo.
Não existe uma sociedade que seja generalizada por pessoas nativas deste ou daquele município em sua totalidade. Trata-se de uma utopia. É impossível haver um município onde todos os seus habitantes sejam naturais daquela cidade, sempre vai existir pessoas oriundas de outros municípios.
E ser intolerante a este fato é discriminação racial em relação à origem de um ser humano. É um ato que privam o cidadão ofendido de exercer a sua liberdade, seus direitos como cidadão, e à sua vida social, econômica, cultural e profissional. E, de certa forma, intolerante pela falta de respeito e convicções do outro, impedindo que o mesmo tenha outras idéias, outras opiniões de quem viveu em municípios maiores e só tem o objetivo de contribuir. O preconceito é um juízo preconcebido, manifestado por atitudes discriminatórias perante as pessoas oriundas de lugares diferentes ou julgadas como “estranhas”.
Existem milhares de jornalistas no mundo. Jornalistas são pessoas que concluíram o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Mas nem todos os municípios do Brasil possuem a faculdade de Jornalismo. Crissiumal, por exemplo, é um destes. Mesmo assim, são poucos que se interessam por esta profissão, mesmo a cidade possuindo dois jornais e duas emissoras de rádio. Vejamos o exemplo, se o assessor de imprensa da prefeitura municipal não é crissiumalense, o diretor de uma das emissoras também não o é, inclusive sendo conterrâneo do mesmo assessor de imprensa. O jornal A sempre teve um jornalista de outro município e o jornal B também. O que prova que os jornais aqui surgiram porque buscaram jornalistas de fora. O que é normal em qualquer cidade do mundo todo.
E recriminar pessoas de outras origens é um caso de xenofobia, o que podemos definir como antipatia por pessoas estranhas ao meio daquele que as ajuíza, ou pelo que é incomum por vir de fora do município. Uma espécie de ódio, uma atitude racista. Uma aversão apresentada diante do diferente, um medo excessivo e descontrolado ao desconhecido.
O mesmo vereador que usa o termo “é de fora”, um dia precisou estudar fora de Crissiumal, e em outro município, ele também foi mais um “de fora”. Algo normal, o que não entendemos é o porquê do racismo e da xenofobia cometidas nas últimas semanas.
Não há necessidade de vida social se não houver a distribuição igual entre seus membros, é preciso saber viver em sociedade e conviver com o diferente. O processo de viver tem a dimensão de exaltar os valores individuais e coletivos de todos para que exista uma convivência social. E numa sociedade unida não existe racismo, não existe preconceito, não existe xenofobia e muito menos egoísmo. O preconceito é um ato covarde, oportunista e sem moral e ética, é uma atitude de quem ama o egocentrismo e não sabe viver em sociedade.
A sociedade atual é carente de líderes. De nada adianta as poderosas emissoras de televisão nos empurrarem com figuras do gênero de Luis Inácio Lula da Silva, Barak Obama e até mesmo Arnold Schwarzenegger, o ex astro do cinema que atacou de governador, mas a ficção está distante da realidade. Um líder não é um Kaká, um Robinho e nem mesmo um Felipe Massa. Até no esporte estamos carentes de líderes. A dificuldade de encontrá-los está na dificuldade de desenvolvê-los, onde é na infância que este processo se inicia, passando pela adolescência até chegar na vida adulta. Está certo que os pais querem filhos heróis ou líderes, mas os preparam para ser apáticos, cômodos e altamente dependentes.
Saber educar é evidenciar as qualidades, ressaltando o lado positivo e mostrando cuidados para com o lado negativo, afinal nenhum ser é completo por natureza. O que devemos fazer é realçar o que esta pessoa possui de bom, no intuito de transformar sapos em príncipes. Mas não existem os príncipes da televisão e das revistas, deste mundo fútil e banal não precisamos, mesmo através da câmera ou de uma foto impressão, tudo é editado. Nada é real. A televisão a poderia comparar com um grande cacho de bananas inventadas para divertir macaco.
O mundo procura líderes, mas não há um novo Che Guevara, muito menos um Prestes, nem Mahatma Ghandi. Líderes não são Silvio Santos, Xuxa, Pelé e outros que a mídia nos empurra de forma grotesca e covarde. Enquanto os lares familiares criam seus filhos, os adultos buscam desesperadamente por pessoas que os salvem. No mundo de hoje, três quartos dos trabalhadores não se sentem apreciados. E o topo da pirâmide vive uma constante troca de líderes. E por mais que o mundo necessite de líderes, eles vão continuar faltando. Enquanto muitos se espelham nos falsos pseudoheróis da mídia, a sociedade perde tempo e o despreparo para com novas lideranças morre abraçado na geleira da fama.
O Internacional encaminha o seu Centenário para um desfecho melancólico, longe das projeções de todos os torcedores, os quais atenderam o pedido da direção e fizeram com que o clube ultrapassasse a marca dos 100 mil sócios, dando-lhe o título de 6º clube do mundo em número de associados.
Os primeiros erros aconteceram no início do ano. As vendas de Edinho e Alex, e a desistência de permanecer com Iarley. Edinho e Alex estão longe do cenário principal do futebol, e Iarley brilha no campeonato brasileiro defendendo o alvi-verde Goiás.
O campeonato gaúcho foi conquistado, inclusive com três vitórias em três clássicos Grenal, e repetindo os 8 a 1 no Juventude na final de 2008, desta vez fazendo 8 a 1 no Caxias, o qual parecia forte por ter aplicado 4 a 0 no Grêmio, e veio o bicampeonato gaúcho, com o artilheiro da competição, o melhor ataque, a melhor defesa e de forma invicta.
Parecia certa a conquista da Copa do Brasil, mesmo após o susto de perder a invencibilidade no ano para um modesto time mato-grossense da 3ª Divisão do campeonato brasileiro. O clube eliminou Guarani/SP, Flamengo e Coritiba, mas na final contra o Corinthians desperdiçou o título. As desculpas eram as ausências de Nilmar e Kleber, que defendiam a seleção brasileira naquele instante, mas o Corinthians foi merecedor do título, e a grande revelação do ano, o garoto Taison, começava a ter o seu futebol apagado.
Na seqüência o Inter se desfez de Álvaro e Marcão, e vendeu Nilmar. Perdeu a final da Recopa Sul –Americana para o LDU, que não havia passado da 1ª fase da Copa Libertadores da América, inclusive sendo goleado no Equador. Se tivesse conquistado a Recopa, teria ultrapassado o Grêmio em número de conquistas internacionais.
Iniciou bem o campeonato brasileiro. Parecia não haver adversários, era chamado de “o melhor elenco do país”. Mas aí vendeu Magrão, perdeu o Gre-Nal no Olímpico e foi se distanciando dos líderes e, para completar, perdeu Fernandão para o Goiás. O Inter, com 100 mil sócios, com as vendas de jogadores, as contas em dia, dinheiro em caixa, não contratou nenhum jogador de nome, e trouxe jogadores desconhecidos, repetindo os erros de anos anteriores.
Está certo que conquistou a Copa Suruga no Japão, mas também foi eliminado na 1ª fase da Copa Sul-Americana, para o modesto Universidad do Chile. E a direção perdeu de contratar o técnico Muricy Ramalho, o qual se encaminha para o seu quarto título consecutivo de campeão brasileiro. O Inter insistiu com Tite. Não soube, no início do ano, manter os jogadores Cleiton Xavier e Ramón, um brilha no Palmeiras e o outro no Vasco. Chegou a anunciar a contratação de Cléber Santana, mas este não veio até hoje. E assim desistiu das contratações de Léo Moura, Cicinho, Rafael Sóbis e até mesmo de Ronaldinho Gaúcho.
Para um clube que queria um Centenário de Luxo, pecou e cometeu erros graves na administração. E parece que o Centenário será marcado com um campeonato gaúcho e a Copa Suruga, talvez, com muita sorte, uma vaga na Copa Libertadores em 2010. Nada mais. A torcida do Grêmio desta vez tem razão: “Inter Cagão!”.
É fato notório toda adolescente ao completar quinze anos de idade sonha em debutar, uma festa feita para ela, o dia em que se sente uma eterna Miss, ou, ainda, prefere a audácia de conhecer outros países, precisamente a Disney World. Mas nem tudo era previsível na vida de Melissa Zenden, uma adolescente filha de pais ricos, completamente isolada em seu quarto cor-de-rosa, viciada em músicas de artistas nada conhecidos. Sem amigas, sem namorados, de pouco diálogo e comunicativa para com o mundo somente através de uma vida virtual. Sua página em um site de relacionamento a resumia da seguinte forma: "O mundo que se exploda".
Sua mãe estava preocupada era com os programas de assistência social, estes que os ricos fazem as doações para mais tarde aparecerem nas colunas sociais com falsa modéstia. Não tinha tempo para a filha. Confiava em Melissa e acreditava que a generosa mesada da jovem filha de cabelos roxos a saciava de todos os problemas. O pai era um velejador profissional, a sua mente se ocupava com assuntos rimados entre o oceano, as baleias e as condições marítimas. Também não havia tempo para a filha. Um simples beijo em sua face já o mantinha com a esperança de ser um eterno bom pai de família durante os jantares de sorrisos jocosos.
Melissa parecia esgotada. A sua mente pedia arrego. Necessitava de uma quebra de rotina em sua vida. Nada mais era divertido. Eis que aceitou o convite de seus primos para passar uma semana na fazenda. O campo, o ar puro e as belezas naturais do local a fariam bem. Ela também precisava abandonar a vida virtual, a qual não existia mais sentido em esconder-se em um fake para agradar gregos e troianos.
Lá estavam Melissa, o primo mais velho Sandoval e a namorada Jucélia, a prima Karina e as amigas Yvone, Margarete e Rejane. Os tios, Victor e Leandra pareciam contentes com a união familiar. Seria um fim de semana magnífico a todos. Muito parecida com a irmã, Leandra estava disposta a preparar todas as guloseimas possíveis para os jovens ali presentes. Tudo seria uma festa.
Todos foram na van da família. Os pais na frente, contentes e ouvindo o saudosismo de Vicente Celestino. Um casal todo apaixonado. Na parte de trás, os jovens se divertiam com as conversas de adolescente entre assuntos variados de música, filmes e contos de romances.
Logo que chegaram ao local. Todos fizeram questão de explorar a mata. Ir logo para perto do lago e enquanto os jovens se divertiam, os tios Victor e Leandra iniciavam os preparativos para o almoço. No cardápio carne de porco assada. Sandoval e Jucélia se distanciaram dos outros mata a dentro. Os jovens apaixonados necessitavam de um momento de privacidade. Ele tinha em mente despir a jovem namorada à beira do lago. Ela havia concordado com tudo isso.
As cinco meninas trataram de escalar as pedras da pequena cascata. Melissa estava mais interessada em curtir as suas músicas. Não retirava os fones do ouvido por nenhum motivo sequer. Desde o trajeto dentro da van havia percebido que os olhares da amiga de sua prima, a jovial Rejane, eram interessados a ela em cunho sexual. Achava estranho, mas ao mesmo tempo curioso. Yvone, Margarete e Karina descobriram uma trilha pela mata e resolveram partir por aquele caminho, afinal havia muito tempo para o almoço ainda. Melissa e Rejane permaneceram sentadas observando a queda d'água e iniciando uma troca de olhares.
As três garotas seguiram pela trilha e nos primeiros passos ouviram um barulho estridente. O som parecia com um sino de igreja. Soava, passavam-se alguns segundos e tudo se repetia. Notaram uma entrada em meios as pedras, parecia ser uma entrada para uma caverna. Logo que entraram pela fissura das rochas o barulho parou. Nenhum mais sinal de som emitido. Nenhum sinal das três adolescentes. Desapareceram subitamente.
As horas correram. Os tios Victor e Leandra já convocavam todos para o banquete. Sandoval e Jucélia trocavam carícias de amor perto do lago, eis que ouviram os chamados e vestiram-se rapidamente. Já estavam na casa quando Melissa e Rejane compareceram sem as demais meninas. As duas pareciam flertar sem vergonha nenhuma, mesmo com a presença dos demais. Mas por onde estariam Yvone, Margarete e Karina? Já faziam duas horas que elas não retornaram da misteriosa trilha. Todos pareciam preocupados.
Os pais pediram a Rejane e Melissa que voltassem ao local à procura das meninas. Sempre com brilhantismo em suas idéias, Melissa retirou os cadarços de seus tênis e amarrou Rejane numa árvore.
- "Por que me olhavas tanto? Não queria algo louco entre nós duas?", disse em tom apaixonada.
Rejane apenas sorriu. Melissa começou a beijar o pescoço da jovem amarrada à árvore. Tocou as suas pernas, alisou os seios da menina e em um movimento brusco a deferiu um soco forte na altura do estômago. Com um estilete, Melissa perfurou o intestino da menina que a paquerava. Um golpe preciso de mestre. Estancou a boca da jovem para que não mais gritasse e a deixou amarrada na árvore e partiu. O corte foi profundo e nos demais movimentos ela remexeu internamente os órgãos da menina que desfalecera com os últimos golpes.
Logo perto das pedras. Melissa avistou as três jovens retornando. O terror e a sanidade começava a agir naquele lugar. As três falavam ao mesmo tempo do barulho de um sino e que o local era magnífico. Todas resolveram retornar ao local para mostrar à Melissa, que nada havia revelado sobre a preocupação de todos com o desaparecimento repentino de todas.
Na entrada da caverna. Chamou a atenção das três. Todas estavam paradas próximas uma das outras. Pediu a atenção de todas. E num golpe magnífico de serial killer rapidamente cortou o pescoço de todas num ápice de segundos. Nem limpou o sangue, colocou o fone nos ouvidos e retornou para a casa.
Encontrou Sandoval e Jucélia pelo caminho e desandou o choro. Dizia que algo horrível havia acontecido. Abraçou Jucélia e deferiu um golpe certeiro em seu ventre. Antes mesmo de Sandoval entender o que estava acontecendo, ela perfurou sua face. Ao cair, o perfurou em mais de noventa golpes pelo corpo. Aproximou os dois corpos. Retirou a garrafinha de cachaça do bolso e os encharcou com o líquido. Acendeu um cigarro e incendiou o casal.
Só restavam os tios e a sobrinha pela fazenda. Melissa limpou o corpo à beira do lago e ingressou na casa pela porta dos fundos. A tia Jucélia indagou:
- "Não achou todos pelo caminho querida?".
- "Eles almoçarão depois. Podemos começar".
O tio serviu um pedaço de carne suína à sobrinha na mesa. Ela agradeceu e por baixo da mesa tocou as coxas da tia. E esclamou:
- "Que delícia!".

Os alunos que fizeram parte da formação do Ensino Fundamental e Médio do Colégio Marista Santo Ângelo/RS, no período de 1983 a 1994, promovem o reencontro de 15 anos desta turma, em evento a ser celebrado na data de 01º de Novembro de 2009, às 19h, nas dependências do Colégio Santo Ângelo.
O reencontro inclui em sua programação a visita ao professor José Stein, escolhido em unanimidade o melhor professor deste período, o qual lecionou as disciplinas de Matemática e Química, no município de Três de Maio/RS, no dia 31 de Outubro, com saída às 14h30min, em frente ao Colégio Marista.
Na celebração do dia 01º de Novembro, acontece jantar de reencontro de colegas, professores e funcionários da escola que fizeram parte deste marco no período de passagem nestas duas décadas. A mesma turma já havia reunido os seus ex-integrantes no ano de 2004, quando foi comemorado os 10 anos de conclusão do Ensino Médio.
Suzanne não via a hora de aquela cansativa quarta-feira terminar. Estava ansiosa por chegar em casa e descansar no aconchego de sua cama. Havia acordado com o pé esquerdo naquela manhã e tudo parecia ter dado errado.
Assim que chegou em seu humilde lar, abriu a porta com rapidez, jogou a bolsa no sofá e começou a se despir, espalhando as roupas pela casa. Jogou-se bruscamente na cama e logo ouviu um barulho. Pensou estar sozinha, mas levou um enorme susto ao ver Ralph, seu namorado, sair pela porta da cozinha. Ele estava acompanhado. Quem seria a jovem moça que estava em sua própria casa e acompanhada de seu amor? Suzanne foi da exaustão à irritação num ápice de segundo. Parecia cuspir fogo. Se tivesse uma arma já teria começado os disparos sem raciocinar.
- “Onde você estava? Por que chegastes tão tarde em casa, sua piranha?”, esbravejava Ralph.
Ela não fez questão de saber quem era a mulher e tratou logo de responder, também aos gritos, que havia ficado presa no trânsito. Nada parecia adiantar. O namorado continuava nervoso e desconfiado, logo gritava sem parar, a agredindo com palavras fortes e de calão. 
A sensação para os vizinhos que escutavam tudo era que pareciam estar num estádio de futebol, ou alguém naquela casa estava possuído ou os jovens apaixonados estavam mesmo se matando lá dentro.
Raplh começou jogar tudo o que via pela frente em Suzanne. Não parava de a acusar que a mesma estava o traindo. Revoltada, ela se trancou no quarto, abriu o roupeiro e começou a jogar os pertences dele pela janela. Furiosa, começou a quebrar todo o quarto. Começava a gritar:
- “Do que me acusas? Que moral tu tens? O flagrei com uma mulher na nossa cozinha, seu cachorro!”.
Enquanto ele andava para um lado e para outro, o telefone tocou. Ele atendeu. Do outro lado da linha era Suzanne, ligando de seu telefone celular, trancada no quarto. Não era isso que ele queria. Não discutiria pelo telefone. Ela, chorando, dizia:
- “Como podes desconfiar de mim? Eu chego em casa e você na cozinha com uma mulher!!! Insinuou que o traio e já arrumou outra? Como pôde fazer isso comigo?”.
Ele pensou logo em coisas ruins. Estava nervoso. Seu coração batia excessivamente. Ele foi seco e direto:
- “Não existe mulher nenhuma, sua louca!”.
Ela ficou matutando. Ficou gélida e em silêncio. Levemente abriu a porta. O encarou com desconfiança. Olhou pela casa inteira. Não havia ninguém. As portas estavam fechadas. Ninguém saiu naquele instante.
O abraçou fortemente e disse o quanto o amava em seu ouvido. Ele começou a esfriar a tensão em si mesmo. A tocou. Beijaram-se. Fizeram amor ali mesmo. Tudo estava em paz.
Às vezes a paranóia invade os pensamentos femininos e masculinos e as pessoas se esquecem que o amor forte e eterno pode ser possível sim, o que vale é não ter medo de acreditar que somos capazes de amar e ser amados. O amor existe sim. A desconfiança, o medo e o ciúme devemos matar com uma dose letal. Ame, viva e seja feliz, no resto a gente se diverte.
HINO RIOGRANDENSE
Letra de: Francisco Pinto da Fontoura
Música de: Joaquim José Mendanha
Como a aurora precursora
Do farol da divindade,
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade.
Estribilho:
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo;
Povo que não tem virtude,
Acaba por ser escravo.
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.
A vida nos ensina que aprendemos com os erros e que o passado serve de lição para o futuro. A vida não é feita de versos, e sim um poema emocionado. Todas as pessoas possuem problemas, erram e cometem equívocos, porém a única salvação para tudo isto é buscar em si mesmo as respostas. 
Em nós mesmos procuramos a nossa cura, a nossa fé em Deus e abrimos o nosso coração para o amor. Amar é fundamental.
Além do amor por meus pais e minha família, jamais havia conhecido o amor sequer antes. Durante anos o amor não foi a mim apresentado. Cometi inúmeros erros e confundi ilusão com a realidade.
Hoje, posso fazer uma canção de amor e uma declaração eterna à pessoa que amo. A qual escolhi para viver ao meu lado, em companhia, amizade, amor, paixão e total felicidade. Pessoa que constitui família, que coloquei a aliança de casamento em meu dedo e que me apresentou o amor, sendo amado e amando-a para o resto de minha vida. A pessoa que esperei por toda a minha vida conhecer. O sonho que estava guardado desde a minha infância.
Hoje tenho um amor que vem de dentro da alma, que invade meu coração, que me fez sair da escuridão e conhecer as cores do mundo. A qual me fez mudar, conhecer o que é amar e estar envolvido pelas pessoas que fazem parte da minha vida: a família e os amigos verdadeiros.
Uma abundância de amor. Um amor recíproco e real. Amor que se sente sem precisar ter provas, sem dúvidas, sem nenhum medo. A poesia perfeita feita pra mim e para ela. Uma pessoa admirável. Uma beleza encantadora. Um coração puro e incrível. Uma pessoa que há anos esperava aparecer. Um amor que surgiu antes e hoje se consagrou para sempre. A pessoa que tornou-se minha esposa, minha fiel companheira, meu amor eterno, a alegria do meu viver. Eternamente escrita no meu coração. A pessoa que amo para sempre. E hoje sei o que é amar.
O beijo perfeito. Os corpos feitos um para o outro. O amor intenso. O companheirismo ideal. A inteligência admirável. A pessoa que a cada dia aprendo mais. A pessoa que me tornou um ser feliz e alegre. A pessoa que desvendou o meu mistério e que retirou de mim a escuridão, a melancolia e a ilusão gótica. A pessoa certa para mim. A pessoa amada por mim e pela minha família. Os carinhos de outro mundo. O sorriso mais belo. A risada inconfundível e magnífica. A sensualidade inigualável. O amor que invadiu a minha pele, os meus poros, a minha respiração, os meus batimentos cardíacos, os meus olhos, o meu coração... 
Não existe nada mais belo. Nem a lua. Nem o sol. Nem as estrelas. Nem o oceano. Nem o espaço cósmico. Nem as maravilhas da natureza. Eu sigo a nossa canção. Os nossos eternos momentos juntos. O nosso amor forte e duradouro. O amor que fiz uma canção para você. Não há nada mais lindo do que acordar ao seu lado para sempre. Amo muito você!
* DEDICADO À MINHA ESPOSA ANDRESSA.
A ferramenta de Internet chamada MSN Messenger tornou-se um utensílio virtual com vida própria. Veja-se o exemplo de que as pessoas, hoje, conversam mais através desta janela que brilha, parecendo ser uma sereia no mar chamando um ingênuo homem para o afogamento, do que pessoalmente. Há pessoas que mesmo estando na mesma sala, seja no trabalho ou na universidade, a poucos metros de distância, não pronunciam uma palavra sequer, mas estão conectadas através do MSN.
É lógico que existe um lado positivo nisso tudo, conversar com pessoas que estão distantes, enviar arquivos de forma rápida, não sendo necessário, por muitas vezes, ir ao correio ou esperar que a mensagem chegue ao receptor com tamanha ansiedade. Porém, de outro lado, tal ferramenta virou um meio cômodo e preguiçoso de “matar o trabalho”, de fazer as horas passarem e fingir que está trabalhando, sem esquecermos que é um meio onde surgem muitas traições nos relacionamentos e que através do MSN, pessoas expõem as suas intimidades através da webcam.
Além dos emoticons, onde hoje enviar uma figura de uma boca parece estar substituindo o beijo carnal, esta febre está sendo atropelada por outra: as frases em cada MSN. E aí que nos deparamos com uma imensidão de slogans: “vendo PC”, “Fulano, amo você”, empolgações traduzidas, frases de músicas, frases de pensadores, comemorações esportivas, um total esquema de decodificação da realidade para com a virtualidade. 
Não bastasse já o Orkut e a febre do MSN, eis que surgiu o Twitter. Uma espécie de diário online, onde os usuários relatam o tempo todo o que estão fazendo. Assim não se desgrudam mais da tela do computador e mostrar para o mundo o que se pensa, as fotos, o que está escutando no momento, ou seja, tudo sobre a sua intimidade é espalhada pela rede mundial de computadores. E é assim que fatos reais viram notícia pela Internet, que pessoas cometem erros de difamar as demais, que histórias íntimas se tornam públicas, eis que a Internet virou uma selva. Ou, melhor, uma gotícula de água no meio do oceano. O que for feito está feito, e o pior de tudo é que não há volta.
A Internet tem seus benefícios e os seus malefícios, assim como as ferramentas MSN e Orkut são agradáveis a ponto de facilitar a vida profissional, reencontrar amigos e familiares, mas devemos zelar pela imagem de todos e não cairmos num vício que parece ser mais perigoso do que a dependência de drogas. O lado ruim deve ser abolido, os “fakes” (falsos perfis) e pessoas que se passam pelas outras devem ser denunciados. A omissão é risco de vida.
A pequena cidade de St. Louis, no norte da Escócia, vivia um período tenso devido à gravidade dos últimos acontecimentos registrados nas páginas policiais dos jornais locais. Pessoas estavam desaparecendo, corpos eram encontrados em total mutilação e o prazer de sair à noite havia se tornado algo incomum nos últimos meses. O autor dos atos canibais não havia deixado nenhuma pista à polícia, os crimes eram perfeitos e o medo e o pânico tomavam conta dos pouco mais de sete mil habitantes daquele povoado que vivia próximo às montanhas.
O frio e a constante neblina geravam agonia. Uma das vítimas, recém encontrada, estava em total decomposição. O seu órgão genital havia sido retirado com perfeita simetria médica, o assassino canibal parecia conhecer muito bem o corpo humano. A mandíbula estava totalmente destroçada, indícios de cimento estavam misturados junto à gengiva, os olhos haviam sido arrancados e o cadáver não possuía nem pés, nem mãos. A jovem, em torno de dezoito anos de idade, havia saído de casa para uma aula de ballet no mês de Maio e seu corpo só fora encontrado quatro meses mais tarde, perdido no meio de escombros no parque municipal onde o lixo era despejado.
Inúmeros eram os relatos de sadomasoquismo e canibalismo nos cadáveres encontrados, ao todo já eram vinte e três, num período de cinco meses. A maioria das vítimas eram mulheres, entre adolescentes e adultas.
No meio àquela angústia de não poder viver em paz, poucas pessoas continuavam com o hábito de andar à noite pela cidade. Poucos policiais reforçavam o trabalho de caça ao assassino pelas ruas. As autoridades aconselhavam a todos a permanecerem em suas residências. Muitos trabalhavam à noite, porém as empresas adotaram outro método de trabalho e após o pôr do sol a cidade se tornava fantasma. Pouco barulho. Muita neblina. Um ar de terror. Policiais circulavam pelas ruas em suas viaturas. Mas nem todos estavam apavorados com os crimes acontecidos.
A jovem Damantha não tinha medo. Já era solitária. Não tinha família, muito menos casa. Andava pelas ruas durante o dia, dormindo em praças e parques, conhecendo o mundo com os seus olhos fúnebres. À noite, se prostitua pelas ruas escocesas atrás de alguns trocados que lhe dessem garantia de vida para o cotidiano de viver solitária.
A garota necessitava de algo, ainda não sabia nada sobre sonhos e planos, buscava seguir a vida daquela forma, talvez lhe fosse útil uma bússola, uma fórmula mágica ou algo que lhe mostrasse o caminho. Os policiais a alertavam sobre o perigo de permanecer na rua em uma época recheada de crimes e mistérios, mas ela não lhes dava ouvidos. Ali permanecia. Não tinha medo de mais nada.
Parecia uma revoltada contra o mundo, contra o sistema e às pessoas. Não sabia o que queria, o que viesse era lucro. Se prostitua com homens e mulheres, por vezes não cobrava pelo sexo, devido à tamanha devoção que possuía pelo prazer sexual. Era viciada em se masturbar e em conversar sozinha, ria feito uma bruxa, ela mais assustava do parecia ser assustada.
Ela sabia sobre os crimes, na verdade parecia saber sempre o que viria acontecer. Ela sempre ostentava que viriam surpresas. Riu em frente a todos quando o noticiário da TV informou que um bebê havia sido encontrado com o corpo dilacerado em ossos, jogado na porta da biblioteca pública municipal.
Outra vez, se viu em um disparo contra um policial, o mordeu na face e depois se pegou a chorar, ajoelhada em volta de uma árvore. Enquanto outra vítima era encontrada com um pedaço de dente alojado no crânio e restos de fezes de animais misturados ao coração, ela parecia viver em outro mundo. Não estava interessada em saber disso tudo. Continuava a sua vida, onde seu lar era a rua, e o prazer a sua alimentação voraz.
Quando uma senhora idosa recusou lhe dar uns trocados, ela rasgou a carne de sua perna com os dentes, atingiu os músculos e começou a bater com os dentes na parte óssea, ficou sem oxigênio com a boca empapuçada de sangue, o corpo sufocado de prazer intenso. Nenhuma testemunha. Nenhuma prova. A idosa faleceu no local, vítima de hemorragia. Na noite, Damantha se mantinha assustada ao saber de mais um crime. Parecia não ser a mesma pessoa que ali agia. Era dual. Era a pobre menina órfã, e ao mesmo tempo a Dama do Pecado e da Luxúria, viciada na combinação sexo, sadomasoquismo e canibalismo.
A sociedade poderia proibir a todos o uso de armas e facas, achando que assim ninguém mataria outras pessoas e a operação de busca teria um efeito maior. Ledo engano. As armas de Damantha eram os próprios dentes e as unhas enormes. Os clientes que satisfaziam suas fantasias sexuais com aquelas enormes unhas que os masturbavam em troca de uma xícara de café e um pão com guloseimas, jamais imaginariam que as mesmas já haviam furado diversos olhos. Ela era a assassina. Ninguém sabia. Muito menos ela mesma.
As lágrimas que às vezes escorriam de seu rosto era como a chuva molhando lentamente as plantas carnívoras, nada nascia onde a jovem pisava. Abusava sexualmente de suas vítimas, dilacerava seus corpos, comia cada pedaço do corpo. Saia pela noite. Escondia-se feito uma ratazana no esgoto. Ninguém a achava. Acordava e ela mesma não estava mais ali. E sim a doce e pobre órfã, que não entendia a dualidade de seu ser. Por assim viveu intensamente. Nunca foi flagrada. Nunca foi presa. Quando os crimes aumentaram, ela sumiu.
Ela havia conhecido a vida em sua casa sem nenhuma propriedade. Morava na rua. Convivia com a sua loucura, suas psicopatias. Todo fim de semana era o início de uma nova vida. Perdeu-se com o mundo. Um novo final. Ou seria um novo recomeço? Seu relógio nunca parava. A sua vida havia passado. Nunca voltaria ao normal, e sempre era igual aos demais dias. Mudava e seguia em mudanças de personalidade. Dormia. Apagava. Era outra pessoa. Diferente a cada instante, feito o percurso de um rio. Eternamente misteriosa.
Um dia acordaria. Seria a fatalidade. Seria uma borboleta, um pássaro ou um simples átomo? Passava voando e as horas também. Os crimes pararam. A cidade também. O mundo sempre foi assim, nos espantamos devido às dimensões das informações. Adeus Damantha. Adeus mistérios.
Os anos 80 foi a década mais criticada pelo estilo de vestir e os cabelos arrepiados, onde roupas extravagantes e coloridas em êxtase tomaram conta do universo. No Brasil, se salva a música desta década que nos premiou com Legião Urbana, Barão Vermelho, Cazuza, Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós, Plebe Rude, Capital Inicial, Os Eles, Zero, Uns & Outros, Ultraje a Rigor, Titãs, Paralamas do Sucesso, Replicantes, TNT, Ira!, Garotos da Rua, Alemão Ronaldo e Bandaliera, Wander Wildner, Garotos Podres, Blitz, entre outros.
Mas no final desta década, todos estavam odiando os casacos com ombreiras, os cabelos arrepiados e com gel, além das chatices do Léo Jaime, Fábio Jr, Fausto Fawcet, Kid Abelha, Wando, Evandro Mesquita e Fernando Collor de Mello.
Os anos 1990 pareciam ser a grande mudança do apocalipse. Ledo engano. Até que na música ainda havia uns resquícios de rock n’ roll, com o grunge do Pearl Jam, Alice in Chains, e alguma coisa do Guns N’ Roses, Faith no More, Soundgarden, The Verve, Stone Temple Pilots, Red Hot Chili Peppers, Nirvana, Oásis e cia. 
Mas enquanto isso no Brasil... “Família Dinossauro”, “É o Tchan!”, Rafael do Polegar, e o pior de tudo: as “raves”. As “raves” nada mais são do que homens bombados sem camisa, música irritante e ninguém beijando ninguém. Enfim, uma festa regada a “Ecstasy”, também conhecida como “paraíso dos homossexuais”. Aí inventaram o axé, o funk, “na boquinha da garrafa”, a Sasha, o lesbianismo como cultura pop, o Casagrande de comentarista de futebol, etc. Outra coisa que quiseram nos empurrar à força, é que nos anos 1990 inventaram o “grafite” como arte. Confesso que ainda prefiro as pichações que dizem algo e têm um ideal. Arte é Picasso, Da Vinci, Michelangelo, etc. A década de 1990 nos empurrou o “manguebeat”, “a apologia da maconha do Planet Hemp”, as bonecas de Madonna como Britney Spears, Avril Lavigne, Shakira e cia; um milhão de bandas de rock que nem deveriam ser chamadas de rock e sim de “a escória do Pop”; as músicas faladas do Gabriel O Pensador (imagina se não pensasse...)... Mas não veio só isso, surgiram as camisas de flanela, as camisas “cor sim, cor não”, as camisas sem gola, os jeans rasgados (para os ricos se passarem por pobres), os tamagotchis e nem vamos aqui falar da unificação das Alemanhas, a separação da Iugoslávia, a Guerra do Golfo, a vitória do Capitalismo, o fim da União Soviética, a separação da Tchecoslováquia, a Guerra da Bósnia, a unificação do Iêmen, que Hong Kong passou a ser colônia da China... e sim de outras porcarias, como os Power Rangers, as Tartarugas Ninjas, Pokémon, Dragon Ball Z, os seriados Melrose, Plantão Médico e Barrados no Baile; Programa do Ratinho, New Kids on the Block, Jordy, L7, os tênis com luzes, a comida fast-food, entre outras idiotices que faz desta década a mais decadente de todas do século passado.
Enquanto nesta década Roberto virava Roberta Close e Bill Clinton era flagrado com uma prostituta, os travestis, os bissexuais e os homossexuais saíram da toca. Quanta gente sentiu falta de Adolf Hitler neste período. O samba foi assassinado e veio o pagode. O Rock não existe mais. Seremos eternos saudosistas. O LP perdeu para o CD, e como era melhor (e sempre será) o som do LP. Os carros populares se tornaram de plástico. O fusca voltou, mas não como antes. O impeachment de Collor, mas Sarney permanece até hoje. E o Collor voltou. Perdemos Cazuza, Renato Russo e Cássia Eller. Nos mandaram como “recompensa” Ivete Sangalo, Skank e as centenas de duplas sertanejas. Teve “Claudinho e Buchecha”, “Mamonas Assassinas”, “Os Virgulóides”, “SPC”, “Reginaldo Rossi”, “Padre Marcelo”, “Eliana”... melhor parar por aqui, escutar um disco dos Beatles, assistir Alfred Hitchock e depois dar uma volta de Santa Matilde. De 1990 para cá. É só ânsia de vômito e caganeiras.
Ele freqüentava a Catedral Angelopolitana. Seu pátio eram os pilares. A escada sua nobre sala. A porta estilo medieval, a sua singela cama. Não se importava com o frio, as fortes chuvas e, nem mesmo, com os dias quentes no verão. A sua casa, era a mais visitada por todos.
Possuía uma visão que poucos possuíam. Em sua frente a primeira rua de Santo Ângelo Custódio. Logo se divertia com os jacarés e tartarugas ali presentes. À sua direita, o poder executivo e o museu. À esquerda, um antigo prédio e as intermediações da Cúria. Aos fundos, uma travessa, dotada de alguns lares distantes.
Ele não dormia há uma semana. Não tomava banho há algumas semanas. E dividia o seu alimento com as clássicas pombas que sempre freqüentaram aquele local formado por estátuas de anjos e sinais ocultos. Não se barbeava desde a estação passada. Permanecia no local por conta própria, às vezes na companhia de pessoas estranhas, de soldados da lei que queriam impor respeito, de pessoas que lhe jogavam ossos, e muitas vezes cedia a entrada da sua casa, quando a porta da Catedral se abria. Ele conversava muito com seu amigo lá de cima, mas os freqüentadores daquela casa se incomodavam com a sua presença. Era fácil entrar na antiga Catedral e dizer Amém, e segundos depois olhar para Ele com cara de nojo. 
As crianças o ridicularizavam. As famílias nobres da cidade que nunca foi nobre o olhavam com insignificância. O poder ali do lado fingia não enxergar, mesmo com aquele papo todo de assistência social e outros blá-blá-blás. Os adolescentes notívagos o incomodavam com freqüência, alguns ainda o serviam com doses homeopáticas de substâncias ilícitas e outros prazeres censurados pela dinastia do poder.
Ele já havia sido surrado. Estuprado. Humilhado e até esfaqueado. Era freqüente confundi-lo com bandidos procurados. As autoridades o tratavam feito lixo. Ele nunca seria fotografado para as colunas sociais. Era um desacato ser abordado por ele nas portas dos restaurantes. As pessoas eram intolerantes. Apareciam nos jornais realizando entrega de doações, mas quando o viam ali pedindo uma ajuda, os olhares eram de ânsia de vômito e repulso.
Ele ali permanecia, na porta da Catedral. Deitado no chão e com olhar fixo para o teto. Já tivera na vida ideais, projetos, planos, amores e ilusões. Agora só tinha as vestes do corpo e a moradia provisória na praça da Catedral. Já havia percorrido o mundo. Conheceu Paris, Nova Délhi, Buenos Aires, Amsterdam, Santiago de Compostela, Tóquio, Moscou, Glasglow, entre outras cidades. Havia perdido tudo. Os bancos e os fiadores o levaram tudo. Perdeu a família. A mulher que tinha sido Rainha, num destes concursos bestas que promovem qualquer débil em ser coroada, o que nada muda, o que nada acrescenta. Continuam amebas. As filhas ele nem chegou a ver nascer. O sistema o expulsou. Por ora ejaculava nos degraus sagrados, imaginando as vísceras de um cadáver. Por ora defecava na porta do poder público. Por ora urinava na mesma água bebida pelo jacaré.
Permanecia calado. Quando bebia falava sozinho. Tinha a companhia de um cão. Cantava Beatles, Frank Sinatra e Vera Lynn. Rabiscava as paredes com pedaços de tijolos de construção com frases de Goethe. Era uma dádiva cultural. Mas para o mundo era um ser defecado. Não tinha espelho, mas sabia muito. Não se importava com a rejeição, mas era sábio. Não tinha medo da solidão, preferia conversar com os seus botões. Sabia mais da lei do que qualquer autoridade. Era impedido de ingressar no prédio do poder devido o mal cheiro. Mas sabia mais do que muito edil. Era poliglota. Era um artista. Mas os jornais não se interessavam. As autoridades lhe ajudavam, ao máximo, com uma moeda de cinco centavos.
Ele sumiu. Ele esteve por ali. Ele veio quando todos os chamavam. Ele quis ajudar. Mas a prepotência dos seres humanos foi uma coroa de espinhos. A arrogância o primeiro prego em seu punho. A ausência de amor o segundo prego. E a intolerância, a gula, a inveja e a ganância social pelo dinheiro foram as chibatadas em seu corpo. Ele resolveu partir. Cansou de esperar. Poucos mereceram a sua atenção.
A cada dia me espanta ver os noticiários regionais das emissoras de TV aberta serem produzidos pobremente: pautas sem emoção, sem nenhum conteúdo útil e cultural, e o mais revoltante é vermos exibições de imagens com áudio narrativo ao fundo. Hoje qualquer bobagem, qualquer pseudoherói vira notícia num meio televisivo comandados por amadores, pessoas sem graduação na área de Jornalismo, sem conhecimento cultural e em línguas estrangeiras serem âncoras de um programa tão pífio, tão banal e de uma bizarrice regada a besteirol que nos faz refletir uma só questão: que jornalismo é este? Ficção?
São direitos do jornalista, baseado em lei, que diz "...IV - examinar em qualquer repartição policial autos de prisão em flagrante, de inquérito, diligência ou sindicância, findos ou em andamento, podendo obter cópias ou tomar apontamentos;", e mesmo assim há delegacias no interior de nosso Estado que desrespeitam a lei (seja ser cômico) e não informam os profissionais corretamente, por uma questão de "status" ou o quê? O mesmo em relação a outra parte da mesma lei, que diz "...V - ingressar livremente, para colher informações, em qualquer recinto ou edifício em que funcione repartição pública, inclusive autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista e em sala de sessões públicas dos três Poderes da República;", e mesmo assim, muitos são barrados com ordens hierárquicas e boçais que dizem "a imprensa não entra". Baseado em que lei? A lei da prepotência e arrogância?
Ainda, "VII - dirigir-se às autoridades públicas em suas salas ou gabinetes de trabalho, independentemente de horário ou audiência previamente marcados, observada a ordem de chegada, podendo ser atendido em grupo de jornalistas, simultaneamente;
VIII - ser tratado com dignidade por autoridades e servidores da administração pública de qualquer dos poderes e unidades da Federação"; tudo isto está na lei, mas estamos num país onde as leis não são cumpridas, adequadamente.
A mesma lei que relata sobre as empresas jornalísticas é clara ao afirmar que "Artigo 16. 2º - Não serão admitidas a registro, nem poderão funcionar, as empresas jornalísticas, ou a que elas se equipararem, que não tiverem jornalistas responsáveis", mas isto é tão comum hoje no país quanto o consumo de maconha, por exemplo, pois acontece livremente, quem enxerga finge que não vê e nada acontece ao infrator. Ser jornalista não é escrever para um jornal, publicar e assinar embaixo; ser editor, muito menos. E há também o Código de Ética, onde todos os diretores de jornais, diretores de redação, editores devem respeitar a fonte da informação (citando o autor da matéria e o crédito de imagem a cada fotógrafo), jamais alterar o texto por respeito à obra e, em caso de "releases", citar a origem natural da informação. Hoje, há muitos jornalistas que não vivem sem o "Google", o "Wikipédia" e a Internet em geral. Nunca me esqueço de uma jornalista que escrevia num jornal com matérias copiadas do Google, e que uma vez levou três horas para formular uma legenda de uma foto. É vergonhoso! Estes são aqueles famosos jornalistas que se acham "Capaz"...
Nada são se colocados diante de uma folha em branco e um lápis na mão... Contudo, "...Art. 28. O jornalista obriga-se a cumprir, rigorosamente, os deveres consignados no Código de Ética e Disciplina.
Parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina regula os deveres do jornalista para com a comunidade, o direito à informação, a relação com outro profissional e, ainda, o dever geral de urbanidade e os respectivos procedimentos disciplinares". Todavia, a lei também é claro em relação aos crimes "III - assinar matéria ou apresentar-se como responsável por publicação, jornal falado ou televisionado, sem ser o seu verdadeiro autor ou sem ter dado a sua contribuição efetiva e profissional".
Você já reparou que as vezes uma informação exibida num canal de TV é a mesma pauta em todos os canais de TV, abertos e fechados? Ainda, você encontrará a mesma notícia em todos os sites da Internet, jornais impressos e revistas? Tudo funciona de uma só maneira, as agências de notícias comandam e as notícias são realizadas de acordo com interesses comerciais, sociais, políticos e econômicos; e assim o jornalismo que você acompanha é mais perto da ficção do que a realidade. Quando você abre um jornal na segunda-feira, as notícias são de domingo. Isto é um fato.
O que mais revolta, além de vermos um jornalismo pobre em nosso Estado, em nossa região, em nosso país, é que há muitas "autoridades" que ainda acham que a Ditadura Militar existe, e que todos os profissionais da área (só posso chamar de colegas de profissão aqueles que são graduados em Comunicação Social/Jornalismo) são Vladimir "Vlado" Herzog. O que é uma vergonha, um absurdo, pois a Imprensa é o 4º Poder de uma Nação.
Pessoas sem qualificação, amadores com interesses financeiros que não dominam a gramática, que não passaram pelas Universidades, que desconhecem a Literatura, a Cultura, as Línguas Estrangeiras, e o mundo fora daquela visão banal e pífia hoje dominam e comandam muitos jornais (assim como a maioria dos jornais estão nas mãos de políticos, líderes religiosos e administradores), um assassinato da Gramática, que nos faz ter pena dos assinantes dos jornais que estes enchem o peito para dizer "sou o editor". Editor que não sabe diagramar, que nunca foi repórter, que desconhece a fotografia e as leis da Imprensa, que não tem editorias em seu jornal (as notícias são misturadas feito uma salada-de-frutas, sem citar as fontes e com muita dose de Ctrl +C e Ctrl + V oriundas da Internet), e ainda sem diploma, é mais insignificante feito os restolhos de necessidades escatológicas deixadas em suas cuecas, mais cruel que as suas dúvidas interiores de sempre se questionar se é Barbie ou Ken, e mais pobre que os seus conhecimentos culturais, onde, se somarmos todos os livros que leram na vida não serão mais do que cinco. O jornalismo está cheio de amebas, o despreparo é cada vez mais terrível, mas o ego continua e estes morreram com ele, na pobreza, na futilidade e na arrogância regada a matérias que surgem de uma mente boçal. E o mais ignorante é que todos querem aparecer ou ser jornalista da Rede Globo. Sim, a mesma Globo que apoiou a Ditadura Militar, que elegeu Fernando Collor de Mello, a mesma Globo que Leonel Brizola chamava de "Mafiosa e enganadora"... Ledo engano de quem acredita que o "Plin Plin" é uma fonte segura de informação...
Ela era conhecida como a cantora oficial das tropas britânicas na II Guerra Mundial (1939-1945). Pouca conhecida no Brasil, a inglesa Vera Lynn Black, nascida em East Ham no dia 20 de Março de 1917, foi um ícone musical dos ingleses durante a Segunda Guerra, onde os soldados se distraiam com músicas antes do combate ouvindo o seu maior sucesso We'll meet again.
Em 1933 havia começado como solista. Com uma voz doce, uma pitada de vulnerabilidade, eis que logo teve a atenção do público britânico. "Eu nunca fui um deslumbramento de menina. Eu era a garota na porta ao lado", disse Lynn em uma de suas últimas entrevistas na BBC. Em 1944, com a guerra global no auge, Lynn realizou uma turnê para entreter as tropas britânicas no Egito, Índia e Mianmar.
Durante a II Guerra, Vera Lynn atuou no cinema participando do elenco de três filmes: “We’ll Meet Again” (1942), “Ritmo de Serenata” (1943) e “Uma Noite Emocionante” (1944).
Após a II Guerra Mundial, ela realizou oito apresentações para a família Real britânica e lançou a sua primeira música pós-guerra: em 1951, com "Auf Wiederseh'n", uma canção ironicamente suficiente com um tema alemão.
Vera Lynn se tornou uma música defensora dos problemas dos soldados veteranos britânicos da II Guerra, sendo reconhecida como uma ativista através da melodia de suas músicas. Além de contribuir para fundações de caridade para ajudar os remanescentes da II Guerra Mundial. Em 1975, foi condecorada como “A Dama do Império Britânico”.
Em 1979, o líder do Pink Floyd, Roger Waters, o qual perdeu o pai na II Guerra Mundial, Eric Fletcher Waters, compôs a música “Vera” em homenagem a Lynn, na clássica ópera-rock “The Wall” - mais tarde virou filme, em 1981, sob produção de Alan Parker -, o álbum duplo mais vendido na história da música. O Pink Floyd já havia homenageado Vera Lynn na capa do disco "Ummagumma" (1970), com a sua imagem num vinil que diz "Lili", se referindo ao apelido de Lynn. Segundo Waters: “Durante a guerra, quando Vera cantava no rádio, o silêncio era absoluto em nosso lar”. Em 1994, Vera Lynn, com 77 anos, participou das comemorações do 50° aniversário do Dia D, ocorrido em 06 de Junho de 1944. Vera Lynn atualmente vive em Londres, aos 92 anos de idade.
O verdadeiro homem não é guiado por ninguém, não se apega a nenhuma opinião sobre diferentes doutrinas, ele é mais ele, e está acima de qualquer disputa ou suspeita. Não poupe o seu sorriso, ele desarma o ódio. Concordo com Charles Chaplin, a simplicidade conquistou o mundo. Se perco coisas importantes, no máximo devo confessar a minha falência, mas jamais a decadência.
A arte não é um lance ilusório, tem que ter muita sensibilidade para saber de fato o que ela exprime. A arte não é só pintar quadros, compor músicas, escrever livros, ela está acima de qualquer suspeita, é o símbolo máximo da criação do homem. O empresário produz em série e visa o lucro, o artista produz a unidade e visa a perfeição de um momento artístico. O político se preocupa com a imagem e o número de votos que conseguirá este ano, o agricultor quer a chuva, os clínicos de área médica querem pacientes, os advogados querem encontrar uma brecha, os jogadores de futebol querem gols, fama e salários milionários (...) Mas e o viver fica aonde? Se você não descobrir em si mesmo o papel que deve assumir, não se iluda com filmes que jamais verá de perto.
O sol ainda é o mesmo de milhões de anos atrás, todos os caminhos ainda levam a Paris, mas somente um é mais curto. Faça seu próprio sonho, se você quer salvar o seu dia-a-dia numa freqüente novela da sua vida denominada “Vale a pena ver de novo”.
Não espere que Deus faça isso por você, Ele tem mais coisas a fazer do que pensar no seu egoísmo com cara de “pidão”. Não fique esperando um Che Guevara, Luis Carlos Prestes, Gandhi, John Lennon... Para fazer uma coisa que é sua obrigação: viver. Quando você parar de reclamar, alguma coisa vai mudar.
Os mais velhos podem apontar o caminho, mas só você tem o poder da opção. Por mais caminhos que percorra, o traçado por você será sempre o mais significativo. Será que não é cedo para casar? Tenho certeza que o meu namoro é eterno, ou estou me baseando na ficção da novela das oito? Não é cedo ainda para sair de casa e se achar velho com quarenta anos? A meu ver velho é ter mais de 120 anos...
Os filósofos não são os donos da verdade, são apenas colaboradores de um pensamento que já foi manifestado através dos tempos. Somos seres vibrantes, transmitindo força e realismo cósmico, seres em busca de um movimento, presos ao laços dos tempos. Somente o hoje nos pertence, se prender no passado é dar luz à neurose e se preocupar com o futuro é assinar a receita médica por ansiolíticos. Não adianta ficar em casa sonhando esperando por algo ou alguém que lhe mostre o caminho, pois quando perceberes estarás dez anos mais velho e “cairá a ficha” de que você não fez nada. Só ficou pensando em dinheiro e assistindo o Big Brother. A vida, é muito mais que isso. E as mulheres devem ser amadas, e não confundidas com objetos que nem tiramos o pó.
Catherine sempre esteve envolta ao sentimento de rebeldia. Era seu natural feitiço. De nada adiantava a sugestão de que ela deveria mudar para viver melhor em seu cotidiano, junto ao marido Joseph, a qual já conviviam juntos numa pacata casa de pedra durante o período de quinze anos.
Nos últimos meses, a sua rebeldia estava envolvida pela ira e o relacionamento já não era mais o mesmo. A sua natural rebeldia já perturbava aquele casal que viveu de uma paixão para um grande amor num ápice de segundo. Ela era mesmo rebelde e ponto final. Não havia o que fazer. Nem o próprio espelho a faria mudar. Nem os erros serviriam como futuros acertos. Rebeldia era o seu nome, e rebelde o sobrenome.
O marido havia pensado durante as últimas semanas em uma severa punição à sua amada. A paciência havia terminado. Os limites todos ultrapassados. O amor começava a se transformar em ódio, e o ato de fazer amor estava mais próximo de um estupro do que pétalas de rosa pela cama.
Antes de dormir na chuvosa noite de sábado, o casal apreciou um bom vinho francês deitados na aconchegante cama, mas ela já demonstrava sinais de rebeldia devido o intenso barulho dos trovões e a incessante chuva que não parava, vindo a impedir que suas roupas secassem na sala de lavanderia. Sem Catherine perceber, o impaciente Joseph misturou em sua taça de cristal uma substância sonífera, o que a impediria de acordar num período mínimo de doze horas.
Levantou-se cedo da cama, por volta das seis horas da manhã. Tomou seu banho, fez a barba, perfumou o corpo e calmamente vestiu suas vestes. Invadiu a cozinha, preparou um delicioso café-da-manhã, espalhou a sua margarina preferida levemente pelo pão e retornou para o quarto. Deitou-se na cama, retirou o lençol que cobria a face de Catherine e notou que seu corpo não se mexia nem com fortes toques no mesmo. 
O marido a despiu. Introduziu em seu corpo legumes pontudos de extenso comprimento e a carregou em seus braços até o quintal. O corpo dormente a fazia provocar murmúrios de som indecifráveis. Ainda chovia fortemente. O gramado do pátio estava encharcado, com poças d’água que formavam pequenas lagunas. A deixou nua presa junto à casa do cachorro, um elétrico dobermann que latia sem parar. Em posição fetal a prendeu junto à coleira do cão, e seu corpo vitimado por legumes gigantescos.
Ela não havia acordado. A feriu com quatro chibatadas pelo abdômen. Retornou ao quarto. Abriu as portas do guarda-roupa e jogou tudo para o alto. Encontrou o revólver e disparou-o contra a sua garganta, introduzindo o mesmo em sua boca. No mesmo tempo em que trovões surdiam pelo céu, o estrondo de um tiro.
O impacto da bala não foi fulminante, desfaleceu mas sobreviveu. Foi encontrado deitado no meio de uma imensidão de sangue. A jovem mulher, ao ser acordada pelos policiais que invadiam a residência, não entendera porque estava presa e nua na casa do cão, e com objetos estranhos em seu corpo. Ao avistar o marido embebido num inferno de sangue, descontrolou-se. A polícia a prendeu. Os jornais da cidade publicaram a manchete na primeira página:
“Maníaca sexual é presa por tentativa de homicídio”.
A vida nos prega peças engraçadas, onde por muitas vezes somos os atores principais, por ora coadjuvantes e, em muitos casos, a platéia de um teatro real que observamos em nosso cotidiano.
Num mundo recheado de notícias ruins, contrastando com a beleza natural de um cenário chamado mundo, onde as pessoas são movidas e conduzidas por uma eletricidade midiática mais forte do que elas, onde muitos se perdem em frente ao espelho ou na coleção de cartões na carteira que carregam consigo em seus bolsos. É fato notório, a maioria das pessoas perdeu a fé, desconhece o amor e não está nem aí com a natureza, o futuro e os animais. Mas experimente iniciar uma conversa sobre a beleza física, valores monetários mensais e sites de relacionamento e todas saberão de tudo um pouco. 
Pessoas passam boa parte da vida em frente a um computador. Crianças e adolescentes não criam mais nada, não disputam esportes reais, e é estranho entender como passam mais tempo em jogos virtuais do que dormindo. Tudo parece perder a graça. Não há mais o charme de ir numa biblioteca e folhear as páginas empoeiradas, segurar obras clássicas com cuidados e ler um livro que marcou uma época, esquecido no baú dos tempos, pois hoje basta um “download”, o popular “baixar da Internet” e os filhos que serão o futuro do país estão acostumados a ler somente aquilo que virou Pop, ou que se tornou um filme e, ainda, caso seja um trabalho exigido por um professor. Mesmo assim eles dificilmente lerão, pois parece ser mais cômodo copiar da Internet o resumo.
As pessoas não se relacionam mais. Não existe mais o flerte. Muito menos os sinais não-verbais de uma conquista. Não há os momentos do conhecerem-se, ansiar pelo primeiro beijo, passearem juntos, programar sonhos e momentos. Hoje a virtualidade toma conta. Um “emoticon” é o substituto do olhar. A língua portuguesa assassinada, em abreviações aberrantes e néscias, invadiu o vocabulário e a mania de jovens que nem sequer chegaram a sonhar. Uma geração perdida. Uma geração que não viveu. Aliás que não vive, que só fica estática ao comodismo e o tudo pronto servido em seus braços. Não vivem sem um telefone celular. Não saberiam o que fazer sem a Internet. Não conhecem os artistas que marcaram uma época política-social-econômica. Desconhecem a história. Mergulham na ignorância. Não entendem de música. Jamais irão ao teatro. Idolatram pseudoheróis vestidos de otários. Riem por qualquer coisa. Talvez se criassem, notariam o quanto são besteiróis os seus gostos.
Não há pessimismo por aqui. Nem um futuro pragmático. As pessoas temem parar, observar e analisar. Mas as pessoas hoje não notariam um cometa no céu, embora seriam capazes de notar uma janela aberta na área de trabalho do computador. Não existem mais os romances, e sim a competição por ficar, beijar e ir pra cama mais vezes. Não há mais a beleza da virgindade, nem todos acreditam no amor eterno, nem sabem do que vos falo e o que assusta é uma geração de seres rastejantes que vem se acumulando desde o início dos anos 1990. Se idolatram Kurt Cobain na música, é porque certamente não souberam quem foi John Lennon. Se Paulo Coelho é o mais lido? Pobres Mário Quintana, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Lya Luft, Carlos Drummond de Andrade, Rui Barbosa... Se a produção hollywoodiana encanta, com seus heróis e contos fantásticos, talvez seja porque jamais viram uma produção cinematográfica européia, desconhecem os irmãos Lumiére, o cinema mudo, o cinema argentino e, até mesmo, o nosso nacional.
Há muita superficialidade, muitos sentimentos são virtuais e de plástico, os diamantes de hoje são falsas pedras, assim como os olhares de diamantes que não brilham, somente enganam e finge serem o que não são. Há aqueles que não respeitam a palavra casamento, o termo “comprometido” parece nada importar e até mesmo quem usa aliança na mão continua promíscuo. Mulheres traem, quanto os homens. Não há mais respeito. Nada aprenderam com seus avós. Tudo é fácil. Tudo é pronto. Tudo vem enlatado. Tudo têm acesso. Nada se cria, tudo se copia. Ter diploma é ter um papel, o que vale é pagar a mensalidade e pronto. Quem não estuda, se forma mesmo assim.
Qualquer uma despe as vestes. É mais fácil que fazer pão. Tudo é fast-food. Não sabem produzir o próprio alimento. O pronto já nasce pronto. O novo já nasce velho. As bandas de garagem de hoje, fazem as de ontem querer vomitar. As revistas não vivem sem Photoshop. Os modelos são avatares do Photoshop. A pornografia virou mania. A webcam virou nudez. O Papa não é respeito, mas a vulgaridade é. 
As boates não são mais danceterias. O cinema fecha as portas do que restam. O teatro é para uma minoria. O carnaval é um filme erótico. Os desenhos animados não são Walt Disney e Hanna-Barbera. A arte é fulgaz. O dinheiro nada vale. A personalidade também.
As pessoas mentem. As pessoas traem. Há cotas para os negros. Agora todos almejam cotas. A sociedade está dividida em cotas. Não “cotas” de cocotas, mas parece. A política está lotada de laranjas. Todo laranja é um otário. Os laranjas querem mais, mais e mais. Mas querer não é poder. Um dia a realidade aparece. As pessoas viram fakes. As pessoas invadem a intimidade alheia. As pessoas se passam por amigos para tirar proveito próprio. As pessoas falam em Deus, mas nem todos acreditam Nele. As pessoas se escondem nas drogas.
O amor é bom demais para não vivê-lo. Eis que a sociedade é lotada de vampiros, que sugam nossas energias. Não falo dos vampiros da noite que vestem preto, consomem drogas e escutam rock n’ roll, acreditando que são capazes de enganar a sua dor, porque estes não merecem a nossa atenção. São vira-latas sem dono e rumo, que raramente recebem um osso.
Como disse Luís Fernando Veríssimo, “o mundo não é ruim, é apenas mal habitado”. O sonho até pode ter acabado, como entronizou Lennon. Mas o amor é bom demais para não vivê-lo. O que vale é ser honesto, amar com verdade, acreditar em seus sonhos e viver o amor eterno, porque este existe sim. Quem diz outra coisa é besta.
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